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diariobombeiro


Quinta-feira, 14.02.13

INEM vai manter equipas profissionais de socorro nas ruas

O presidente do INEM negou esta quarta-feira a intenção de retirar meios de socorro das ruas, afirmando que vai aumentar em número as viaturas de emergência rápida e as de suporte imediato de vida e apostar na formação de técnicos, avança a agência Lusa.

Ouvido esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Saúde, Miguel Soares de Oliveira afirmou que vai dotar este ano os hospitais do Barreiro e Amadora-Sintra com Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), passando das actuais 42 para 44.

As ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), que em 2012 cresceram 30% em quantidade, vão passar das actuais 33 para cerca de 40 este ano, sendo objectivo do INEM alargá-las a todos os serviços básicos.

O presidente do instituto sublinhou a cobertura do interior do país que foi conseguida com estas ambulâncias.

No que respeita aos profissionais, o responsável afirmou a intenção de “cada vez apostar mais na rede diferenciada, com médicos e enfermeiros no terreno [em VMER e SIV]”.

Exemplo desta aposta é a formação feita a cerca de 700 profissionais de saúde, apontou.

Por outro lado, diz que o INEM vai investir em mais e melhor formação de Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE) e de bombeiros, que são os profissionais das 400 ambulâncias de Suporte Básico de Vida (SBV) espalhadas por todo o país.

“Não é possível transformá-las [ambulâncias SBV] em VMER e SIV. Não é possível ter médicos em todas as ambulâncias, pelo que devemos dotar os técnicos que lá estão com técnicas de ‘life saving’”, disse Miguel Soares de Oliveira, acrescentando querer “aumentar a probabilidade de fazer sobreviver”.

O aumento das competências dos TAE visa melhor habilitá-los a salvar vidas no limite, antes do tempo que demora a chegar um médico, sublinhou, rejeitando que esteja a substituir em funções profissionais mais habilitados por outros menos habilitados.

Rejeitando o provérbio ‘quem não tem cão caça com gato’ referido pelo deputado João Semedo, o presidente do INEM garantiu que continua a apostar nos cães e a “comprar cães de boa raça”.

O responsável lançou mesmo um apelo: “Peço à Ordem dos Médicos, à Ordem dos Enfermeiros e aos deputados que me deixem pôr os TAE a salvar vidas, porque se não aumentarem estas competências, há uma série de vidas que não vão ser salvas”.

Miguel Soares de Oliveira negou ainda que fosse cobrado dinheiro pela formação, sublinhando que tem feito por aumentar a formação e alterar o modelo, de forma a torná-la mais abrangente, nomeadamente passando-a para o horário pós-laboral.

Comentando acusações de que o INEM piorou desde que saíram enfermeiros do CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes), Miguel Soares de Oliveira disse não haver dados que apontem para isso e lembrou que este serviço continua a ter a coordenação feita por médicos, com vários médicos por turno.

Sobre as polémicas falhas do sistema informático desenvolvido para passar o registo clínico do doente do CODU para os profissionais no terreno – “mobile clinic” – o responsável admitiu que essas falhas existem, mas negou que as mesmas condicionem o socorro.

“O socorro não está condicionado, porque o INEM não depende exclusivamente do sistema informático”, afirmou, explicando que existem os recursos alternativos do telemóvel e do rádio (ambos na posse de todas as equipas do INEM).

Questionado pelo deputado socialista Manuel Pizarro sobre a existência de um helitransporte em Macedo de Cavaleiros e nenhum a cobrir o norte o país, Miguel Soares de Oliveira reafirmou a sua intenção de o colocar em Vila Real.

Lembrando que a zona litoral norte do país está bem coberta com meios terrestres, o presidente do INEM considera que um helicóptero em Vila Real faz a cobertura necessária de toda a região norte.
 
 
por RCM

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por Diário de um Bombeiro às 19:01

Quinta-feira, 14.02.13

"Deixem pôr os TAE a salvar vidas, porque se não aumentarem estas competências, há uma série de vidas que não vão ser salvas"

O presidente do INEM negou hoje a intenção de retirar meios de socorro das ruas, afirmando que vai aumentar em número as viaturas de emergência rápida e as de suporte imediato de vida e apostar na formação de técnicos.

Ouvido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, Miguel Soares de Oliveira entre outros temas diz que o INEM vai investir em mais e melhor formação de Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE) e de bombeiros, que são os profissionais das 400 ambulâncias de Suporte Básico de Vida (SBV) espalhadas por todo o país.

"Não é possível transformá-las [ambulâncias SBV] em VMER e SIV. Não é possível ter médicos em todas as ambulâncias, pelo que devemos dotar os técnicos que lá estão com técnicas de 'life saving'", disse Miguel Soares de Oliveira, acrescentando querer "aumentar a probabilidade de fazer sobreviver".

O aumento das competências dos TAE visa melhor habilitá-los a salvar vidas no limite, antes do tempo que demora a chegar um médico, sublinhou, rejeitando que esteja a substituir em funções profissionais mais habilitados por outros menos habilitados.

Rejeitando o provérbio 'quem não tem cão caça com gato' referido pelo deputado João Semedo, o presidente do INEM garantiu que continua a apostar nos cães e a "comprar cães de boa raça".

O responsável lançou mesmo um apelo: "Peço à Ordem dos Médicos, à Ordem dos Enfermeiros e aos deputados que me deixem pôr os TAE a salvar vidas, porque se não aumentarem estas competências, há uma série de vidas que não vão ser salvas".

Miguel Soares de Oliveira negou ainda que fosse cobrado dinheiro pela formação, sublinhando que tem feito por aumentar a formação e alterar o modelo, de forma a torná-la mais abrangente, nomeadamente passando-a para o horário pós-laboral.

Comentando acusações de que o INEM piorou desde que saíram enfermeiros do CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes), Miguel Soares de Oliveira disse não haver dados que apontem para isso e lembrou que este serviço continua a ter a coordenação feita por médicos, com vários médicos por turno.

Sobre as polémicas falhas do sistema informático desenvolvido para passar o registo clínico do doente do CODU para os profissionais no terreno -- "mobile clinic" -- o responsável admitiu que essas falhas existem, mas negou que as mesmas condicionem o socorro.

"O socorro não está condicionado, porque o INEM não depende exclusivamente do sistema informático", afirmou, explicando que existem os recursos alternativos do telemóvel e do rádio (ambos na posse de todas as equipas do INEM).
 
 
por Diário Digital

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por Diário de um Bombeiro às 18:57

Quarta-feira, 06.02.13

INEM e EMA: uma parceria de sucesso

Desde 1 de Novembro que INEM e EMA iniciaram a partilha de meios aéreos. Assim, os helicópteros Kamov e Ecureuil passaram também a realizar missões no âmbito da emergência médica.

Três meses depois do início desta parceria, o balanço é muito positivo: os helicópteros da EMA que integram o dispositivo de meios aéreos ao serviço da emergência médica têm cumprido com sucesso todas as missões primárias e secundárias para que têm sido solicitados.

E para aqueles que seguem a máxima de "ver para crer", damos a conhecer no INEM TV as reportagens que todos os canais televisivos nacionais - RTP, SIC e TVI - realizaram junto dos helicópteros da EMA que estão também ao serviço do INEM. Boa visualização!

Link para o INEM TV: http://www.inem.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=42251

KAMOV nos CHUCoimbra
 por INEM / EMA

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por Diário de um Bombeiro às 11:57

Terça-feira, 05.02.13

Sistema informático do INEM é “eficaz”

O sistema informático do INEM, criado com o objetivo de tornar a comunicação entre os meios de emergência “mais célere e objetivo” é “eficaz”, destaca o sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência.

“A introdução de meios informáticos, em particular da aplicação Mobile Clinic, vem tornar o processo de comunicação entre os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e os meios de emergência mais célere e objetivo, melhorando significativamente os tempos de acionamento e possibilitando o envio de dados para a unidade de saúde de destino”, afirmou o sindicato num comunicado.

Os técnicos de ambulância não colocam de parte a possibilidade de o sistema informático do INEM apresentar “falhas”, mas sublinha que existem dois sistemas ativos atualmente, o que permite que, quando um falha, o outro possa ser acionado.

Fonte: Actual!dades

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por Diário de um Bombeiro às 19:09

Terça-feira, 05.02.13

Acidente deixa ambulância do INEM inoperacional

A ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV) dos bombeiros municipais de Santarém ficou inoperacional após ter estado envolvida num acidente de viação ocorrido perto do Hospital de Santarém, quando regressava ao quartel, ao final da manhã de terça-feira, 5 de fevereiro.

Segundo explicou à Rede Regional o comandante dos municipais, Nuno Oliveira, o condutor da viatura de socorro não se apercebeu que o carro que seguia à sua frente parou para deixar passar um peão numa passadeira na Avenida Bernardo Santareno, tendo embatido na sua traseira.

Do acidente, resultaram apenas danos materiais em ambas viaturas, que necessitaram de ser rebocadas do local.

A unidade INEM dos municipais sofreu danos no painel frontal e já seguiu para reparação, prevendo-se que fique inoperacional "durante quatro a cinco dias", explicou Nuno Oliveira.
 
 
por Rede Regional

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por Diário de um Bombeiro às 16:02

Sábado, 02.02.13

Técnicos de Ambulância defendem sistema informático do INEM

O sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência defendeu, esta sexta-feira, a eficácia do sistema informático do INEM que torna a comunicação entre os meios de emergência “mais célere e objectivo”. 


“A introdução de meios informáticos, em particular da aplicação Mobile Clinic, vem tornar o processo de comunicação entre os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e os meios de emergência mais célere e objectivo, melhorando significativamente os tempos de accionamento e possibilitando o envio de dados para a unidade de saúde de destino”, refere comunicado hoje divulgado.

Reconhecendo que o sistema possa “pontualmente” apresentar “falhar”, os técnicos de ambulância lembram que o Mobile Clinic “foi implementado em acréscimo à metodologia de accionamento anteriormente em prática (telemóveis)”, pelo que “existe uma redundância do ponto de vista da segurança no caso de falha de um dos sistemas”.

Assinalam ainda que, “desde a sua implementação, têm vindo a ser feitas modificações no funcionamento da aplicação, evoluindo no sentido de uma maior eficácia e eficiência”.

“Essas modificações têm sido introduzidas por feedback e com acompanhamento de um grupo multidisciplinar que inclui profissionais dos CODU e dos meios de emergência”, clarificam.

O sindicato acrescenta que “foi também implementado em todos os meios do INEM a rede de comunicações rádio SIRESP em funcionamento nos agentes de protecção civil”.

Esta rede configura “mais uma via de comunicação com inequívocas valias do ponto de vista dos timmings de comunicação e garantias de funcionamento”, sustentam no documento.

Garantem ainda que “as falhas pontuais existentes estão a ser dissipadas por um processo de melhoria contínua e existem dois meios alternativos de comunicação”.

Quinta-feira a Ordem dos Enfermeiros criticou a “ineficiência” do sistema informático do INEM que põe “em risco” a qualidade do socorro prestado à população, sendo esse “mais um motivo de grande preocupação para a ordem”.


por Noticias ao Minuto

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por Diário de um Bombeiro às 10:52

Sábado, 02.02.13

Mãe de jovem de 13 anos que teve AVC acusa INEM de chegar tarde

Os familiares de um jovem de 13 anos, que após AVC ficou com graves sequelas, acusam o INEM de ter chegado muito tarde para prestar socorro. A mãe justifica a acusação com base em testemunhos recolhidos na escola onde o filho teve o AVC. O INEM contesta e afirma que chegou rapidamente.

João Pedro de 13 anos sofreu uma paragem cardio-respiratória seguida de acidente vascular cerebral. O jovem caiu para o lado quando estava na aula de Educação Física, numa escola de Faro, a 13 de Dezembro. Foi de imediato assistido pelo professor que lhe fez o suporte básico de vida enquanto outros funcionários telefonavam para o 112. A mãe, Olga, diz que o INEM chegou muito tarde.

Já apresentou queixa no Ministério Público, pois tem testemunhas na escola do filho que atestam que o INEM demorou 30 minutos a chegar, e confia também na palavra dos médicos.

João Pedro aguarda pela consulta que o levará aos tratamentos no centro de reabilitação. Contactado pela TVI o departamento de comunicação do INEM diz que os meios foram acionados imediatamente após a primeira chamada e que em apenas 8 minutos chegaram junto da vítima.
 
 
por TVI

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por Diário de um Bombeiro às 10:49

Quarta-feira, 30.01.13

Meios informáticos do INEM atrasam socorro

A TVI teve acesso a ordens escritas de médicas responsáveis. Os documentos falam de «atrasos inexplicáveis» e do risco de vítimas morrerem 
 
Os meios informáticos do INEM estão a atrasar o socorro de doentes urgentes. A TVI teve acesso a ordens escritas das médicas responsáveis pelas centrais 112. Os documentos falam de «atrasos inexplicáveis» e mesmo do risco de vítimas ficarem por atender e morrerem.

Por causa das dúvidas sobre o software, é preciso confirmar sempre por telefone os procedimentos, o que atrasa o socorro.

Ambulâncias, carros médicos e helicópteros de emergência médica comunicam com as centrais 112 do INEM através de computador. O equipamento, chamado Mobile Clinic, devia permitir a transmissão rápida dos sintomas de risco dos doentes e indicar aos meios de emergência a rota mais rápida para chegar a ele, como um bom GPS. Mas está a acontecer o contrário. Os computadores bloqueiam, demoram tempo a reiniciar e, pior ainda: muitas vezes nem sequer recebem os alertas da central 112, induzindo em erro os operadores telefónicos emergência, que julgam ter activado ambulâncias que, afinal, não chegam a receber qualquer informação.
Uma Ordem de Serviço, emitida pela médica Regina Pimentel, directora regional do Centro do INEM, para os coordenadores e supervisores das centrais de emergência, em 28 de Novembro, prova a existência de graves atrasos no socorro por falha do equipamento Mobile Clinic:

«Meus caros: sempre que se acciona um meio pelo mobile, está escrito que deve ser confirmada a recepção do evento. Este procedimento não está a ser feito. Podem dizer-me que há muito trabalho, mas haverá muito mais se o evento não chegar onde deve, a ambulância não sair para o local, a vítima morrer, irmos todos a tribunal ou sermos postos nos disponíveis ou na rua com um processo. Todos sabem que o Mobile não está fiável ainda, os fluxos vieram trazer celeridade ao envio de meios e nós não temos a certeza que o meio foi! Não estamos afazer bem o nosso trabalho. Há atrasos no socorro inexplicáveis. Isto não é um conselho, porque esse já o dei há muito tempo. É UMA ORDEM E É PARA CUMPRIR a nível nacional».

A directora da Central de Doentes Urgentes de Lisboa reencaminhou de imediato a ordem de serviço para os operadores da maior central do país. Teresa Pinto, médica, acrescentou apenas: «Repito - é MESMO para cumprir».

O Mobile Clinic e o GPS Navigator foram adquiridos em 2007 e nos dois primeiros anos custou um milhão e trezentos mil euros. Mas foi colocado na prateleira precisamente devido à falta de qualidade. No relatório e contas de 2011, a administração do INEM explica que o equipamento foi colocado em testes mas que não era de todo fiável, tendo sido descontinuado.

No primeiro semestre de 2011, contudo, o INEM decidiu colocar o equipamento em todas as suas ambulâncias, carros médicos e helicópteros de emergência. O presidente, que não acedeu a um pedido de entrevista da TVI, garantiu então aos deputados que não tinham razões para se preocupar:

As ordens de serviço emitidas há dois meses pelas médicas com maior responsabilidade no INEM coincidem com a descrição feita à TVI por dezenas de operacionais de meios de emergência. O equipamento atrasa o socorro e ainda é encarado como um empecilho.

O pior é que o INEM já antes da sua instalação tinha um mau desempenho, como descrito pelo Tribunal de Contas numa auditoria de Dezembro de 2010:

«Nas chamadas de emergência associadas a risco imediato de vida, a capacidade de resposta dos meios do INEM é manifestamente insuficiente, quando comparada com os standards internacionais», lê-se.

Os juízes explicavam que no socorro a doentes em risco de vida, com acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos, dor e doença coronária súbita, em paragem ou com dificuldades respiratórias severas, ou com traumatismos graves, como as vítimas de acidentes, os padrões internacionais estabelecem em oito minutos para os meios de socorro chegarem a eles, ora em Portugal, o INEM só consegue fazê-lo em 20 por cento dos casos, apenas um em cada cinco doentes, contra 68 a 78 por cento dos ingleses.
 
 
por TVI

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por Diário de um Bombeiro às 20:56

Quarta-feira, 23.01.13

Helicóptero do INEM fica para já em Macedo de Cavaleiros

A permanência do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros é "motivo de regozijo para os autarcas" de Bragança por estarem a "ser úteis à população", afirmou o autarca de Torre de Moncorvo, Aires Ferreira. Os eleitos tiveram na segunda-feira o que classificam "uma segunda vitória" com o deferimento da providência cautelar pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, que já tinha aceitado o "decretamento provisório" da acção cautelar, que impediu a retirada do helicóptero a 1 de Outubro.

Contactado pela Lusa, o Gabinete de Comunicação do INEM informou ainda não ter sido notificado da decisão judicial que obriga à permanência do meio aéreo que o Instituto Nacional de Emergência Médica pretendia deslocar para Vila Real. A decisão ainda não é definitiva, já que falta julgar a chamada acção principal que corre no mesmo tribunal, mas obriga à permanência do meio de socorro até ao veredicto final, o que poderá demorar anos.

A aeronave é, de entre a frota aérea nacional do INEM, a que mais ocorrências assiste em Portugal, lembrou Aires Ferreira, que coordena o processo conjunto intentado pelos 12 presidentes de câmara do distrito de Bragança contra a retirada do meio de socorro da região. O autarca lembra que o helicóptero "tem tido uma média de 26 saídas por mês" e sublinha ainda que "o distrito de Bragança é o que está mais afastado dos hospitais", mesmo com a nova rede de estradas.

O helicóptero foi colocado no Nordeste Transmontano como contrapartida pelo encerramento do atendimento nocturno nos centros de saúde, formalizada nos acordos celebrados, em 2007, entre os autarcas da região e o Ministério da Saúde. Segundo o advogado Paulo Moura Marques, que representa as autarquias, esta é "uma segunda vitória no processo e é uma decisão inovadora". "Ainda não tinha havido em Portugal situações em que estes protocolos fossem fundamento de providências cautelares", afirmou à Lusa.

As alegações do tribunal, que já rejeitou uma tentativa do Ministério da Saúde de invocar o interesse público para retirar o meio aéreo, levam o advogado a manifestar-se "confiante" no sucesso desta causa. "Na letra da sentença, claramente vem dito que há uma violação flagrante destes protocolos, pelo que se perspectiva possível que seja reconhecida na acção principal essa violação", concretizou.Consciente de que há ainda que esperar pela acção principal, o autarca de Torre de Moncorvo considera que este primeiro passo "é fundamental". "Não sei calcular o tempo que vai demorar, mas significa que até lá o helicóptero vai manter-se e também é um bom prenúncio para a acção principal", afirmou. Até à decisão final, "está vedado ao Ministério da Saúde qualquer acto que determine a retirada, supressão ou deslocalização daquele meio aéreo", segundo o município.
 
 
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por Diário de um Bombeiro às 10:01

Sexta-feira, 11.01.13

INEM apela a especial atenção a crianças e idosos com o frio que se aproxima

As temperaturas são normais para a época mas exigem cuidados especiais
Perante as previsões meteorológicas que apontam para uma descida da temperatura nos próximos dias, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) emitiu um alerta com alguns conselhos, nos quais realça a especial atenção que deve ser tida com crianças e idosos.
De acordo com o INEM, permanecer em casa é uma boa opção, mas os acidentes domésticos também apresentam riscos. “Quando somos forçados a utilizar aquecedores e lareiras para nos mantermos quentes o risco de incêndio aumenta, bem como o de intoxicação por monóxido de carbono. A exposição a baixas temperaturas, no interior e no exterior, podem causar riscos sérios ou letais para a saúde”, alerta o INEM numa nota publicada no seu site.

Em relação às emergências médicas relacionadas com o frio, o INEM destaca a hipotermia, já que “quando exposto a baixas temperaturas, o corpo perde calor mais depressa do que o que consegue produzir”. O que em situações extremas afecta o cérebro e impede que a pessoa se aperceba da situação.

“São geralmente vítimas de hipotermia: Idosos com fraca alimentação, roupa ou aquecimento; bebés que dormem em quartos frios; pessoas que permanecem por períodos prolongados no exterior, sem abrigo, montanhistas, caçadores etc.; consumidores de álcool ou drogas”. Tremores, exaustão, confusão, perda de memória, sonolência e pele muito vermelha são alguns dos sinais de alerta. Nestes casos o INEM recomenda a procura de ajuda médica e que se tente aquecer a vítima e retirar-lhe eventual roupa molhada, dando também bebidas quentes não alcoólicas.

As queimaduras causadas pelo frio são outra preocupação destacada pelo INEM, explicando que são “lesões causadas por congelação, que condicionam perda de sensibilidade e de cor nas zonas afectadas. Estas queimaduras atingem mais frequentemente o nariz, orelhas, bochechas, queixo, dedos das mãos e dos pés. O risco de queimaduras aumenta nas pessoas com insuficiência vascular e em pessoas vestidas desadequadamente para temperaturas frias”.

Também a Direcção-Geral da Saúde (DGS) alertou que “a exposição a períodos de frio intenso, particularmente durante vários dias consecutivos, pode ser responsável por efeitos nefastos na saúde, nomeadamente hipotermia, ulcerações e enregelamento”. Segundo a DGS, “em situações de frio intenso são produzidas alterações no organismo que facilitam o aparecimento de doenças como a gripe, a pneumonia, a bronquite e o agravamento das doenças crónicas, nomeadamente, das cardíacas e das respiratórias”.

No que diz respeito a previsões, o meteorologista Ricardo Tavares disse já nesta sexta-feira que as temperaturas mínimas vão descer, mas não tanto como chegou a ser previsto. O meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera adiantou à Lusa que também não vamos estar perante uma onde de frio, já que tal conceito só se aplica quando se registam temperaturas abaixo dos valores da média para a época durante mais de cinco dias seguidos.

“Serão valores na ordem dos dois graus negativos nas regiões do interior norte e centro, 4 para o Porto e em Lisboa 9”, disse. Ricardo Tavares referiu que Portugal Continental vai estar a partir de sábado sob a influência de uma massa de ar frio que se vai reflectir nas descidas das temperaturas.
 
 
por Público

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por Diário de um Bombeiro às 19:12


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