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Segunda-feira, 11.04.11

Coimbra: Bombeiros têm de “Reinventar a História” para Continuar a dizer “Presente”

Voluntários apresentaram-se nas comemorações dos 122 anos com a fachada renovada e já a pensar num futuro que continua a passar pela Baixa de Coimbra
Que os Bombeiros Voluntários de Coimbra são os que estão «em piores instalações do distrito» já muitos o disseram e em repetidas sessões solenes de aniversário. Pela primeira vez, em muitos anos, não se pediu um novo quartel, mas um quartel renovado e melhorado, e, de acordo com os primeiros resultados do estudo prévio que a dupla de arquitectos Pedro Martins e Pedro Gama está a realizar, o corpo de bombeiros, comandado por Fernando Nobre vai mesmo continuar na Baixa.
«Não é fácil, em instalações como estas, servir bem. O que se faz hoje aqui é servir com amor», elogiou António Simões, da Federação Distrital de Bombeiros e comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, certo que a corporação de Coimbra está «no momento de viragem».
«É tempo de dizer basta, deixar de lado o passado e olhar para o futuro», continuou, ressalvando que os bombeiros estão agora a «reinventar a história» num «momento muito difícil», marcado por «constrangimentos» vários, desde logo o sistema de protecção e socorro.
«Precisamos de parar para pensar o que estamos a fazer», sublinhou o representante da Federação, certo que aos bombeiros não lhes resta muito mais do que «reinventar» as suas capacidades, para poderem continuar a «dizer presente». Depois do corte de uma «importante» fonte de receita, que era o transporte de doentes, há corpos de bombeiros em dificuldade, alertou o comandante Simões, convicto que não se pode viver dependente dos apoios estatais, no entanto, alertou: «aquilo que hoje é exigido vai muito além das capacidades de qualquer associação».
Anunciada que está a redução de verbas para o dispositivo de combate a incêndios florestais, o vice-presidente da Federação Distrital teme pelo que resta da floresta, mas a sua preocupação não se fica por aí. «E o resto? Os acidentes, a emergência pré-hospitalar, o transporte de doentes?».
«Temos de estar imbuídos de um espírito de fraternidade, precisamos de uma comunhão de esforços e só assim podemos ter sucesso neste Verão», concluiu.

No caminho certo
A viver a sua primeira sessão solene de aniversário na qualidade de presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, João Silva não fez pedidos aos representantes da Câmara Municipal e do Governo Civil, mas sempre deixou uma sugestão: «Não se esqueçam de incluir nos vossos orçamentos planos para equiparmos e modernizarmos o nosso quartel».
A estratégia de João Silva é «apontar soluções para a resolução de problemas», sem «confrontos ou conflitualidade na praça pública». Enquanto se definem linhas de acção, uma coisa é certa, ao dia 10 de cada mês, ao meio-dia, a sirene vai tocar. É uma forma dos bombeiros dizerem: «estamos aqui, e aqui queremos continuar».
Presente na cerimónia, o presidente da autarquia lembrou que na sessão de 2010 tinha lançado o repto para que se pensasse em manter o quartel na Baixa. «Quanto mais o tempo passa, mais convencido estou disso. Ganha a cidade e ganham os bombeiros. Estamos no caminho certo, agora sim», concluiu João Paulo Barbosa de Melo.
Também o presidente da Assembleia Geral, Ribeiro de Almeida, se mostra favorável à permanência dos Voluntários na Avenida Fernão Magalhães, no entanto, não deixou de lamentar os 15 mil contos (hoje cerca de 75 mil euros) gastos pela associação humanitária em projectos para outras localizações.

Comandante pede “dignidade” para a corporação
«Aqueles que tudo dão e nada pedem merecem ser tratados com dignidade», reclama Fernando Nobre. O emblemático comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra apontou os principais problemas das actuais instalações, que há muito são «obsoletas, desadequadas e inoperacionais», mas nem por isso deixam de acolher um corpo de bombeiros que não vira a cara quando o que está em causa é a protecção de pessoas e bens.
E o comandante recua até ao mês de Agosto do ano passado, para lembrar que, além do serviço na área de influência, os Voluntários registaram 39 saídas para concelhos distantes, como Vila Real, Arcos de Valdevez, Boticas ou Vila Real, e mais 22 deslocações a concelhos do distrito de Coimbra. Num mês, percorreram 7610 quilómetros e, só no dia 11, estiveram em acções em Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Guarda e Lousã. 
 
por Patrícia Isabel Silva
fonte: DC

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por Diário de um Bombeiro às 20:08


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