
Durante cinco anos, o comandante dos bombeiros de Lourosa comandou a corporação "à margem da lei", segundo a sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Aveiro. Agora, a direcção dos bombeiros que foi obrigada a manter em funções José Oliveira, entre 2006 e 2011, contra a sua vontade quer que os responsáveis da Autoridade Nacional de Protecção Civil que acompanharam o processo sejam demitidos.
"Impuseram-nos um comandante contra a nossa vontade. Um homem que só nos causou problemas, por isso agora não podem limpar as mãos como se nada se tivesse passado. Os responsáveis por esta decisão terão de assumir o erro e pedir a demissão", afirmou ao CM Joaquim Cardoso, presidente da corporação. O caso remonta ao início de 2006, quando a direcção dos bombeiros, em rota de colisão com o comandante Oliveira, resolveu não o reconduzir no cargo. Depois de terem indicado o nome de um outro comandante para a corporação, os bombeiros de Lourosa fizeram saber que não aceitavam que "José Oliveira exercesse qualquer função de comando". Seis anos depois o TAF vez dizer "que é ilegal o acto administrativo que reconduziu José Oliveira".
por Francisco Manuelfonte: CM