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diariobombeiro



Quarta-feira, 17.08.11

Distinção «Voluntariado» para Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste

O jornal Rostos, com a colaboração dos jornalistas da imprensa local vai atribuir este ano a distinção «Rostos da 1ª Década do Século XXI».
O objectivo é destacar entidades e personalidades, em diferentes áreas que pela sua acção foram uma referência nestes anos que marcam a 1ª década do século XXI.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste foi escolhida como «Rosto Voluntariado da 1ª Década do Século XXI».

Eduardo Correia, Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, sublinha que – a atribuição da distinção «Voluntariado» no âmbito da atribuição dos Rostos da 1ª Década do Século XXI às duas Corporações de Bombeiros do concelho do Barreiro honra-nos e dá-nos alento para continuar a elevar bem alto o lema dos bombeiros de Portugal: «Vida por Vida». Na verdade, esta distinção está em linha com os estudos que apontam para o facto dos bombeiros serem a mais prestigiada organização a nível nacional, na qual os portugueses confiam para a salvaguarda do seu bem mais precioso: a vida!”
Por outro lado, acrecescenta que – “a atribuição desta distinção reveste-se de particular importância porquanto contribuirá com o seu reconhecido prestígio para “acordar” alguns barreirenses para a realidade operacional e financeira dos seus bombeiros, permitindo assim que cada vez mais a população e as empresas sedeadas no Barreiro apoiem as associações humanitárias de bombeiros voluntários”.


Muito difícil conseguir fazer face às despesas correntes

Como analisa a actual situação dos Bombeiros Voluntários no Barreiro? - perguntámos
“Os bombeiros voluntários no Barreiro têm uma capacidade incrível de superar dificuldades, mantendo um considerável nível de operacionalidade, quer no que respeita a meios materiais, quer humanos. Isto apesar de todos os constrangimentos de ordem financeira que vivemos, decorrentes da insuficiente comparticipação que nos é atribuída pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB);no caso da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, esta comparticipação é inferior a 20% do orçamento anual, ainda que absolutamente indispensável para podermos cumprir a nossa missão de protecção e socorro.

Nos últimos tempos tem sido muito difícil conseguir fazer face às despesas correntes (salários, manutenção de viaturas, seguros, combustíveis, consumíveis no âmbito pré-hospitalar, etc.), pelo que a capacidade de investimento em equipamento de protecção individual para os bombeiros e em veículos operacionais é nula. Esta é uma situação extremamente preocupante, pois a renovação da frota no que respeita a alguns tipos de veículos de socorro começa a ser premente, tendo em conta que algumas viaturas já ultrapassaram o seu tempo de vida útil.

Em termos humanos, o Barreiro tem um rácio de pouco mais de dois bombeiros por mil habitantes. Este rácio é um dos mais baixos do país e revela a necessidade de reforçar as campanhas de angariação de voluntários, situação que se agrava pelo facto de no concelho do Barreiro não existirem Equipas de Primeira Intervenção co-financiadas pela ANPC e pela CMB.

Uma zona industrial de risco elevado, na qual operam várias indústrias com enquadramento na Directiva SEVESO, uma zona urbana com inúmeras edificações em altura e de grande densidade populacional, uma zona rural extensa e dispersa e uma área florestal significativa, para além de uma rede viária atravessada diariamente por milhares de veículos, muitos dos quais de transporte de matérias perigosas, com particular enfoque no IC 21, parte do IC 32 e Lavradio, constituem o bastante para justificar um olhar diferente perante os bombeiros e a sua capacidade operacional instalada.”


Fundir numa só as duas Associações Humanitárias

Que perspectivas e projectos estão a encarar para o futuro próximo pela vossa associação?

“A mudança dos Bombeiros do Sul e Sueste para um novo quartel em Novembro de 2008 implicou um conjunto de investimentos dos quais ainda nos estamos a tentar refazer. Nestes tempos difícieis que estamos a atravessar e que se adivinha possam vir a agravar-se, não podemos perspectivar grandes concretizações, nem grandes projectos. Não obstante, estamos esperançados em poder levar por diante um projecto que apresentámos ao QREN para aquisição de um novo e moderno Veículo de Combate a Incêndios Urbanos (VUCI) que permita substituir umas das viaturas ainda em operação mas que conta com 30 anos.

No final de 2011 será tempo de nomear o Comando do Corpo de Bombeiros para um novo período de 5 anos. Será a ocasião para estabelecer objectivos e definir estratégias, mas sem dúvida que uma das grandes missões passará por incrementar o número de bombeiros, facilitando assim a constituição dos piquetes de voluntários, estabelecer parcerias com as empresas e outas entidades sedeadas no Barreiro e continuar a virar a Associação cada vez mais para o exterior, na tentativa de envolver a população na temática da protecção e socorro.

Quem sabe se não será também tempo de corrigir aquilo que considero pessoalmente ser um erro da história, tudo fazendo para fundir numa só as duas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do concelho do Barreiro, seja qual for o modelo a seguir, criando um Corpo de Bombeiros coeso, forte e cuja voz uníssona faça “acordar” os responsáveis pela Protecção Civil.” – salienta Eduardo Correia. 

fonte: Rostos On-line

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por Diário de um Bombeiro às 19:22


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