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diariobombeiro



Quarta-feira, 24.11.10

Lisboa: Sapadores em Greve

Um piquete de greve da CGTP e o secretário geral da central sindical, Carvalho da Silva, assinalaram hoje, no aeroporto de Lisboa, o início da greve geral contra "políticas que provocam desemprego, pobreza e regressão da economia".


No discurso, pouco depois das 20:00, em que agradeceu aos trabalhadores que se juntaram ao piquete de greve, Carvalho da Silva afirmou que nos últimos tempos tem vindo a "sentir uma identificação da sociedade com as razões da greve", acrescentando que, além de protestar, os trabalhadores querem fazer ouvir as suas propostas.


"Nós queremos contribuir para o desenvolvimento do país com propostas que construam o futuro e esse projeto não pode ser feito com base em políticas que provocam desemprego, pobreza e regressão da economia", disse Carvalho da Silva, ao som dos sucessivos gritos de "greve geral" dos mais de cinquenta grevistas que participaram neste primeiro piquete.


O secretário geral fez questão de se dirigir em especial aos Bombeiros Sapadores de Lisboa, também presentes no piquete. "No turno que começou às 20:00 horas, 10 dos 11 bombeiros estão de greve", anunciou Carvalho da Silva, que acusou a direção dos sapadoras de ter práticas "pouco democráticas" por ter pressionado os trabalhadores, ao mesmo tempo que assegurou que "os serviços mínimos estão garantidos".


Ainda este noite, Carvalho da Silva vai participar em piquetes na Recolha de Resíduos Sólidos dos Olivais (22:15), no Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (23:00), no Metropolitano de Lisboa (23:50) e no Hospital Garcia da Orta (00:45).


"Estou nesta greve geral contra os sucessivos PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento) que nos vão apresentando", disse à agência Lusa Gracinda Ferreira, funcionária pública e uma das grevistas do piquete.


"Neste país os trabalhadores são uns meros peões, nós estamos aqui pelos nossos empregos", acrescentou, garantindo que se a greve de quarta feira não tiver o efeito desejado está disposta a continuar. "Tem de haver maneira de nos ouvirem. Se não conseguirmos, vamos para novas formas de luta", acrescentou.


Aníbal Charnica também assegurou que não está disposto a dar tréguas: "Se não for desta, vamos para outra greve."


O funcionário da Câmara Municipal de Lisboa explicou que aderiu ao protesto porque tanto os "funcionários da função pública como os do setor privado têm perdido poder de compra e regalias, e os números do desemprego estão camuflados", assegurou.


Recusando estimar valores para a greve geral de 24 de novembro, a primeira em 22 anos a unir as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, Carvalho da Silva mostrou-se confiante na adesão dos trabalhadores: "Quando um país vive grandes bloqueios, como nestes tempos, é que a mobilização social deve ser grande."


A CGTP e a UGT realizam na quarta feira uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo em setembro, que têm como objetivo consolidar as contas públicas, entre as quais os cortes de salários nos trabalhadores do Estado, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento em dois pontos percentuais do IVA.


Esta é a segunda greve geral marcada pelas duas centrais. A primeira realizou-se há 22 anos contra o pacote laboral.
in: SIC

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por Diário de um Bombeiro às 19:36


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