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diariobombeiro



Quarta-feira, 07.12.11

Ricardo Amaral, o comandante que salvou os pescadores das Caxinas

Ricardo Ferreira Amaral. Nome militar: piloto comandante Ricardo Amaral. 30 anos de idade, natural de Viseu, alistou-se há quatro anos na Força Aérea e assumiu o cargo de comandante da Esquadra 751 há apenas três meses. Nestes dias, na Base Aérea n.º 6, no Montijo, local onde exerce funções, há também quem o chame de herói nacional.

Mas, como quase tudo na vida militar, rejeita protagonismo. Não quer vedetismo. Nem o facto de ter sido o principal responsável pelo salvamento dos seis pescadores de Caxinas leva a que Ricardo Amaral se sinta mais especial que todos os outros.

«Só fiz o que tinha de ser feito. Não me sinto herói. Apenas orgulhoso por salvar a vida de seis pessoas. Sinto uma alegria enorme por saber que estão bem em suas casas», disse o jovem piloto, que falou a A BOLA pela primeira vez, daquela que considera ser a missão mais honrosa da ainda curta carreira militar.

«A minha paixão pelos aviões vem de muito cedo. Não tenho ninguém da família ligado à vida militar. Quando me alistei-me na Força Aérea, há quatro anos, cumpri um sonho. Mas todo este tempo, todo o esforço, é recompensado por missões como a que ocorreu na passada semana. Não fizemos mais que a nossa obrigação, mas a sensação é óptima», desabafou Ricardo Amaral, que, pouco depois, contou alguns pormenores da operação de salvamento aos seis tripulantes da embarcação 'Virgem do Sameiro':

- Eu e mais quatro militares estávamos numa missão de fiscalização de pescas. Mas quando nos preparávamos para passar na zona de buscas foi-nos pedido para estarmos atentos. Sabíamos dos pescadores desaparecidos e felizmente encontrámos a balsa», começou por contar, prosseguindo, depois com a história de final feliz. «Quando avistámos a embarcação não tivemos dúvidas de que seriam os pescadores de Caxinas. Depois tudo se processou nos moldes normais de salvamento. De forma eficaz, felizmente».

Simpático, mas sem sorriso fácil, Ricardo Amaral, nem chegou a trocar nenhuma palavra com os sobreviventes. «Quase não tinham forças. Só quando chegámos à Base de Monte Real tive a oportunidade de abraçar e aconchegar alguns dos sobreviventes. Olharam para mim e fizeram apenas com um dedo, um sinal de satisfação. Isso chegou para me deixar feliz e com o sentimento de dever cumprido», finalizou.
Fonte: abola.pt

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por Diário de um Bombeiro às 21:09


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