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diariobombeiro



Sábado, 15.01.11

Comunicado à População - Federação dos Bombeiros de Évora

A Federação dos Bombeiros de Évora emitiu o seguinte comunicado para a População do distrito, sendo apoiada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mora no seu conteúdo:

COMUNICADO À POPULAÇÃO



ALERTA GERAL

''É obrigação das associações de bombeiros alertar as populações que abnegadamente servem para o que aí vem.

A Administração do Estado, nomeadamente o Ministério da Saúde, pensando apenas nos aspectos economicistas para superar a crise do deficit orçamental, que, os próprios Governantes criaram ao longo dos anos, está dar uma machadada no Serviço Nacional de Saúde, logo com prejuízo directo e evidente para os Utentes, e de entre eles também para os mais desfavorecidos.

A nossa Região/Distrito é pobre, vivendo a grande maioria das populações no activo, de vencimentos perto do ordenado mínimo nacional e os não activos, isto é, os reformados, de pensões de miséria.

Perante todo este quadro cinzento a rondar o negro, o Ministério da Saúde, através dos seus braços armados – ARS, Hospitais, Centros de Saúde – procedem agora a restrições profundas na emissão de credenciais para o transporte de doentes.

As consequências mais gravosas são, como é evidente, para os utentes que, em alguns casos, sem recursos económicos, irão deixar de ir a consultas e tratamentos, acelerando a sua morte o que, para os serviços é um bem, macabro mas real.

Mas as consequências não são só para os desesperados dos utentes.

As Associações de Bombeiros para onde, por incrível que pareça, a ARS e os Centros de Saúde empurram as pessoas – Utentes – indicando-as como a solução para o problema mas não pagando, vêm-se confrontadas com pessoas que necessitam de serviços e sem dinheiro para pagar, ficando com o odioso da questão.

Nos últimos anos as Associações de Bombeiros, foram-se munindo de meios humanos e materiais para corresponderem, com prontidão e eficiência, às solicitações que da parte do Serviço Nacional de Saúde iam surgindo em catadupa. Compraram ambulâncias, empregaram pessoas e agora?

Agora sem serviços, os gestores, também eles voluntários nas Associações, vão ser obrigados a vender parte desses meios, designadamente ambulâncias, e a despedir grande parte dos assalariados entretanto admitidos. Com tais medidas as Associações deixarão necessariamente de poder acudir a todas as chamadas de emergência ou não, não só para o Serviço Nacional de Saúde, mas também na própria segurança na área da protecção civil, por falta de bombeiros.

E quando chegar o verão e os incêndios? Sem Bombeiros para os combater que fazer?

E, se esta situação é gravosa, o que dizer do aumento de desemprego para o qual iremos contribuir com as agravantes resultantes dos despedimentos e a sua consequência económica para a vida das Associações.

Tudo isto é inacreditável, mas real e com consequências gravíssimas para as populações.

Numa altura em que o Associativismo está cada vez mais em decadência e o voluntariado em decréscimo, é dada esta machadada nos Bombeiros que assim ficam realmente em perigo.

A situação é esta e as entidades e população em geral devem tomar as atitudes e os procedimentos que entenderem necessários tanto mais, que, a postura do Ministério da Saúde, tão depressa assina acordos e protocolos, como mais depressa ainda os viola, mantém agora uma atitude unilateral de força e intransigência não revendo a sua atitude face ao transporte de doentes não urgentes.

Apelamos à compreensão e ao apoio das populações para com os seus Bombeiros.''

Évora, 13 de Janeiro de 2011

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora

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por Diário de um Bombeiro às 00:56



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