Arménio Carlos visitou às 20h00 de hoje o Regimento de Intervenção Especial dos Bombeiros Sapadores de Lisboa para saudar aqueles que foram os primeiros a aderir à greve geral de amanhã.
"Vocês estão a demonstrar grande coragem. Vocês são quem inicia a greve. Sabem o que querem e não estão satisfeitos com o que vos estão a fazer", afirmou o secretário-geral da CGTP, aos bombeiros dos regimento de Chelas.
"É o primeiro turno e está paralisado totalmente", garantiu Arménio Carlos. "Estamos aqui para manifestar solidariedade a estes trabalhadores, que são dos mais necessitados e dos que mais preocupações têm quando confrontados com alguns problemas e também têm e para saudá-los por esta adesão massiva à greve geral", afirmou ao DN.
Arménio Carlos estabeleceu três objetivos para a paralisação convocada para amanhã pela CGTP: "lutar pela defesa da nossa dignidade, lutar pela defesa dos nossos direitos e garantir os direitos futuros, reafirmar que estamos a lutar pelo futuro de Portugal".
Por isso, o secretário-geral da central sindical espera uma "greve muito participada, com uma forte disponibilidade dos trabalhadores para a concretizar".
Àqueles que ponderam não aderir devido à perda de um dia de salário, Arménio Carlos diz: "Um dia de salário faz muita falta, mas investir um dia de salário é estar a investir no futuro, é estar a investir numa vida melhor para nós, é estar a investir na luta contra esta política que quer por os nossos filhos a viver pior que nós, é investir no futuro de Portugal. Investir um dia de trabalho é podermos estar a ganhar dentro de pouco tempo 10, 15 ou até 30 dias de salário".
Uma luta que se aplica a todos, incluindo a ttrabalhadores afectos à UGT, central sindical que não aderiu à greve, mas da qual 31 dos seus sindicatos decidiram participar. "Sempre defendemos a unidade na ação e sempre privilegiámos que cada um participasse e convergisse. Saudamos todos os que convergiram e estamos convictos que esta não é uma luta só de uns é de todos, dos que vestem a camisola dos trabalho, independentemente de terem votado no CDS ou no PSD, no PCS ou no PS, nos Verdes ou no Bloco de Esquerda, de terem votado noutros ou não terem votado em nenhum", afirma o secretário-geral da CGTP, ates de seguir para o departamento de recolha de resíduos sólidos da Câmara de Lisboa, o segundo ponto de passagem no circuito da comitiva da CGTP por empresas e serviços em greve.
por Sofia Fonseca
em DN