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diariobombeiro



Domingo, 27.03.11

Bombeiros e sapadores apagaram incêndio e agora reflorestaram


Carvalho-alvarinho, bétula e freixo foram as três espécies escolhidas para reflorestar a área ardida na serra de Vila Nova, em Miranda do Corvo, num incêndio que ali deflagrou, em Julho do ano passado. Uma ignição a que acorreram várias corporações, num total de 125 homens, e entre as quais estiveram os Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo e os Sapadores Florestais de Vila Nova, tendo ficado patente a rápida actuação dos “soldados da paz”, que extinguiram o foco 1h30 depois do alarme.
Ontem, as corporações voltaram ao lugar, desta vez desafiadas pela Junta de Freguesia de Vila Nova, para reflorestar a área ardida com espécies autóctones.
Cerca de 700 árvores, cedidas pela Autoridade Florestal Nacional, foram plantadas por perto de 40 voluntários, entre bombeiros, sapadores florestais e o próprio executivo da Junta Freguesia de Vila Nova, numa manhã de chuva que, ainda assim, não dissipou o ânimo dos colaboradores e o espírito de convívio que marcou a actividade. «Quando o presidente da junta nos convidou, abraçámos de imediato a iniciativa», contou, animado, o comandante da corporação, recordando o incêndio e como na altura se pensou o pior. «Começou numa área muito escondida e quando chegámos já tinha alastrado», conta Fernando Jorge, assumindo: «pensámos o pior, mas com o desenrolar do combate conseguimos apagar as chamas».

“Eles apagaram e plantaram”

“Apagámos... Plantámos” foi o nome escolhido para a iniciativa, uma vez que, sublinha o presidente da Junta de Vila Nova, os mesmos protagonistas que dissiparam as chamas estão agora a desenvolver um trabalho benemérito de reflorestação. «Eles apagaram e agora plantaram», anunciou José Godinho, destacando que a iniciativa não vai ficar por aqui, uma vez que dos sete hectares de área ardida no ano anterior só foi ainda reflorestada 50%, estando já reservada a plantação de mais mil espécimes, para a parte em falta.
Quanto à escolha das árvores, o autarca explicou que além de serem espécies locais, são menos susceptíveis a doenças fitossanitárias do que o pinheiro-bravo, que tem sido devastado pelo nemátodo.
«Num espaço essencialmente de pinhal, e devido às doenças que atacam os pinheiros, resolvemos plantar espécies autóctones», declarou José Godinho, explicando que embora a Junta vá combatendo o nemátodo, «é importante que se crie uma floresta de conservação». «O objectivo, que era reflorestar com pinheiro acabou», assume, defendendo outras espécies menos frágeis, que possam ser conservadas por muito mais tempo. Além disso, contou, embora a área ardida fosse «essencialmente pinhal», esta não era a espécie predominante de Vila Nova, sendo que a árvore, por excelência, da freguesia é, na verdade, o castanheiro.
Para os cerca de três hectares e meio que ainda falta reflorestar, o autarca diz contar novamente com o apoio dos “voluntários” que ontem resistiram a S. Pedro e acabaram o trabalho ainda antes das 13h00 e a corporação já garantiu que vai pôr mãos à obra novamente, caso a junta convide.


In: D.C

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por Diário de um Bombeiro às 12:46


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