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diariobombeiro



Sexta-feira, 03.12.10

Lousada: Bombeiros Aprovam Orçamento para 2011

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada, em Assembleia Geral realizada na última sexta-feira, 12 de Novembro, aprovou, por unanimidade, o Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2011.


O Orçamento prevê o valor de 1 milhão e 23 mil euros e segundo afirmou o Presidente da Direcção, Eng.º José António Tavares Oliveira, "Este plano não é muito diferente do anterior e o orçamento também não. É um plano e um plano está sempre sujeito às alterações que forem necessárias efectuar".


Na apresentação do plano de actividades este responsável da Direcção apontou para a necessidade da Associação Humanitária elaborar definitivamente um regulamento interno, objectivo que transitou do plano de 2010, criar uma página na internet (projecto já em curso), apostar na aquisição de equipamentos de protecção individual assim como noutros necessários e importantes para o melhor desempenho das funções dos "soldados da paz". Esclareceu, também, que o Plano para o próximo triénio estará mais focado na formação, com a implementação de novas acções e a atribuição de prémios de desempenho e prevê, ainda, o reforço do número de assalariados, uma medida que entrou já em vigor com a contratação recente de um cobrador de dívidas.


Na oportunidade referiu que "Quem for bom voluntário terá que ver o seu trabalho reconhecido pelo que serão atribuídos certificados de desempenho a quem tiver esse mérito". Com esta medida procura-se, também, dar resposta às inúmeras solicitações a que a Corporação tem sido sujeita.


Para o próximo ano, o presidente da Direcção prometeu manter os acordos com os estabelecimentos comerciais da Vila, de forma a beneficiar os sócios da Associação na aquisição de produtos e serviços. No que refere ao preço a pagar pelos utentes quanto a serviços prestados, será estabelecido um patamar de forma a reduzir ou mesmo isentar desse pagamento.


Carro de desencarceramento


Na apresentação do plano, o dirigente voltou a defender a necessidade da corporação dispor de uma equipa de intervenção permanente e adquirir a tão desejada viatura de desencarceramento. "Quanto à viatura de desencarceramento não foi possível ainda adquiri-la este ano porque surgiram alguns constrangimentos, um dos quais se prende com a candidatura ao QREN entretanto realizada e da qual esperamos ainda uma decisão. ´


Pode acontecer estarmos a investir numa viatura e sermos contemplados, no âmbito dessa candidatura, com outra. Passaríamos a dispor de dois carros e isso não valeria a pena. Vamos aguardar mais alguns meses porque garantidamente os bombeiros vão ter uma viatura no primeiro trimestre do próximo ano. Seja através do leasing ou das verbas obtidas no peditório conseguiremos a verba suficiente para a adquirir", destacou referindo-se ainda à necessidade da corporação adquirir uma viatura de incêndios urbanos para suprir a viatura de fogos florestais que foi consumida pelas chamas num incêndio.


Novo quartel


Quanto ao tão prometido quartel, esta estrutura vai ter de esperar para já. "Vamos continuar com as obras de melhoramento do actual porque há zonas no edifício que metem água por todo o lado e há problemas no exterior que necessitam de ser solucionados. Complementarmente queremos avançar com as obras na casa-escola de forma a que esta fique com as condições mínimas para facultar a instrução que já está a ser ministrada". No que toca às actividades culturais e desportivas o destaque vai para as comemorações do 85º aniversário da corporação, a dinamização de eventos culturais dentro do quartel e fomento da prática desportiva e recreativa.


Orçamento agravado pelo valor da inflação


Referindo-se ao Orçamento para 2011, esclareceu que o documento proposto irá ser agravado pelo valor da inflação e terá de levar em conta a conjuntura actual do país. "É um orçamento ambicioso, mas que peca por ser exíguo e não peca por excesso. Este orçamento também está sujeito a alterações e há-de ser rectificado através de orçamentos rectificativos que a lei permite".


No capítulo das receitas o seu valor ronda 1 milhão e 24 mil euros. Destes, 50 mil euros provêm das contribuições directas dos associados e 6500 da contribuição indirecta dos mesmos. No que toca às taxas, multas e outras penalidades o valor previsto é de 1900 euros, sendo que a rubrica juros e sociedades financeiras não ultrapassa os 1100 euros. No que toca às transferências correntes, a associação prevê arrecadar um total de cerca de 367 mil euros referentes à transferência da Autoridade Nacional da Protecção Civil, do INEM, da Câmara Municipal e de alguns sectores privados. Trata-se de uma das verbas mais significativas e representa um terço do valor do orçamento da instituição.


Quanto à venda de bens e serviços correntes, o valor a encaixar é de 385 mil euros, valor que se refere aos serviços pagos pelos utentes que usufruem dos transportes e a actuações dos bombeiros em actividades desportivas e outras. No que toca ao reembolso do IVA a verba prevista é de 85 mil euros. Em termos de transferência de capital a associação vai encaixar 82 mil euros, montante que tem a ver com transferências de verbas do Ministério da Administração Interna. Esta verba já integra a aquisição da viatura de incêndios urbanos. 15 200 euros referem-se a incentivos resultantes de uma candidatura ao FEDER para a aquisição de equipamentos de protecção individual. Esta candidatura é apoiada em 70% do montante global do investimento. Os restantes 30% serão assegurados pela associação.


Ministério da Saúde deve 60 mil euros


O Ministério da Saúde deve cerca de 60 mil euros aos Bombeiros Voluntários de Lousada. Deste valor, 15 mil euros reportam-se ao transporte de doentes que a corporação realiza diariamente para o Centro Hospitalar Tâmega, Hospital Padre Américo, em Penafiel e para o S. João no Porto, o restante (45 mil euros) corresponde ao transporte para clínicas. "Este triénio, as dificuldades vão manter-se e iremos continuar a ter dificuldades em receber as verbas dos transportes de doentes efectuados para os Centros Hospitalares ", adiantou.


Os pagamentos efectuados têm sido realizados a conta gotas e têm impedido a instituição de efectuar investimentos em áreas-chave para os bombeiros e a associação. "Existem projectos que estão comprometidos face às dificuldades do Ministério da Educação e da ARS em cumprir com os seus compromissos".


Despesas


Já no capítulo das despesas, 300 mil euros vão para despesas de pessoal e pagamento de vencimentos. Nesta rubrica José António Oliveira esclareceu que a entrada de novos recursos humanos vai aumentar os encargos financeiros da colectividade. "Queremos negociar com os nossos assalariados, um acordo colectivo de trabalho feito de acordo com o Código de Trabalho o que vai obrigar a que a associação tenha de cumprir com regras que nos vão ser impostas por lei. Em termos de horas extra-ordinárias vai passar a haver orientações precisas". Na aquisição de bens e serviços o valor previsto é de 388 mil euros, montante que se reporta à aquisição de combustível, as reparações das viaturas e às obras da parte exterior do quartel. No que toca à aquisição de bens de capital o montante é de 300 mil euros referentes à aquisição de novas viaturas.


Falta de voluntários


No período reservado a outros assuntos, um dos associados alertou para o facto de a associação não dispor de bombeiros suficientes no período do início da manhã e ao meio-dia, altura em que muitos voluntários se deslocam a casa para almoçar.


O presidente da direcção justificou este facto com a mudança que o voluntariado sofreu nos últimos anos e com o facto de muitos elementos que integram o corpo activo da associação residirem nas freguesias, o que motiva demoras sempre que a sirene toca. José António Oliveira desmentiu, ainda, haver mau relacionamento entre a direcção dos bombeiros e o corpo activo e entre esta estrutura e os bombeiros. "Qualquer quezília que surja dentro da instituição é resolvida no seio da mesma", assegurou.


in: Jornal TVS

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por Diário de um Bombeiro às 23:05


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