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diariobombeiro



Quinta-feira, 16.02.12

Número de mortos em prisão de Honduras volta a subir, incêndio terá começado num colchão

Mais de 350 pessoas, quase todos reclusos, morreram no incêndio que destruiu uma prisão das Honduras, em Comayagua, cidade do centro do país.
 
Centenas de prisioneiros lutaram para salvar a vida depois de, ao que tudo indica, um prisioneiro ter iniciado um incêndio naquela prisão sobrelotada a 75 quilómetros a norte da capital das Honduras, Tegucigalpa, na terça-feira à noite.

Estima-se, porém, que pelo menos 359 pessoas morreram no incêndio, indicou nesta quinta-feira o procurador-geral do país.

Este é já considerado um dos piores incêndios de sempre ocorridos em prisões, um novo recorde num país que as Nações Unidas consideram como um dos mais perigosos do planeta, com a maior taxa de assassinatos do mundo.

“Achava que ia morrer”, explicou Marco Alvarez – de 27 anos e preso por assalto à mão armada – citado pela Reuters. “Só pensava em salvar a minha vida. Gritámos pelos guardas mas não veio ninguém. Ninguém nos abriu as portas”, explicou. De acordo com a agência espanhola Efe, as autoridades investigam um indivíduo (cuja identidade não foi revelada por razões de segurança), suspeito de poder ter estado na origem deste incêndio, por ter deitado fogo a um colchão no interior da prisão. Essa informação, segundo refere o jornal El Mundo, foi adiantada aos jornalistas por um porta-voz da Secretaría de Seguridad, reiterando assim outra indicação feita pelo director nacional dos Serviços Especiais, segundo quem o presumível autor deste incêndio pode ser um recluso que incendiou um colchão.

Alguns corpos ficaram tão carbonizados que será necessário usar os registos dentários ou de ADN para os identificar.

Às portas da prisão centenas de familiares acorreram ao local para saberem novidades. Algumas pessoas acusaram os guardas de terem planeado o incêndio. “Isto não foi nenhum acidente”, disse Carmen Sapeda, de 47 anos, que se deslocou à prisão de Comayagua para saber se o seu irmão Wilfredo estava vivo. “Isto foi planeado a partir do interior da prisão”, disse. Às tantas os ânimos exaltaram-se e dezenas de amigos e familiares começaram a atirar paus e pedras contra os guardas e tentaram derrubar as vedações.

A governadora da província de Comayagua, Paola Castro, explicou à Reuters que um detido terá, presumivelmente, pegado fogo a um colchão, originando assim o incêndio.

Este foi o terceiro grande fogo registado numa prisão das Honduras desde 2003. Penitenciárias sobrelotadas são um fenómeno comum em diversos países da América Central.

O Presidente das Honduras, Porfírio Lobo, afirmou ter suspendido de funções o director da prisão e o chefe do sistema penal nacional, e o caso irá ser alvo de um inquérito rigoroso.

As Honduras são um importante interposto de tráfico de drogas na rota dos estupefacientes da América do Sul para os Estados Unidos.

Os violentos gangs hondurenhos - conhecidos por “maras” - estão frequentemente envolvidos no tráfico de drogas, de armas, em roubos e assassinatos.

Em 2009 houve mais de 80 homicídios por 100 mil habitantes nas Honduras, de acordo com um relatório da ONU datado do ano passado. Em paralelo, um sistema judicial ineficiente e lento faz com que as prisões estejam sobrelotadas, indica a Reuters. As penitenciárias do país deveriam albergar 6000 pessoas, mas contêm mais do dobro: 12500 pessoas. A prisão de Comayagua tem um limite de 500 detidos, mas viviam aí antes do fogo mais de 850.
 
 
fonte: Publico

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por Diário de um Bombeiro às 09:42



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