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diariobombeiro



Quarta-feira, 14.09.11

Antigo Bombeiro Reafirma em Tribunal Irregularidades e Cenas de Sexo no Quartel

Um antigo bombeiro da corporação de Mangualde reafirmou hoje em tribunal o que denunciou à comunicação social em 2007, onde dava conta de várias irregularidades e cenas de sexo no quartel, para além de favorecimentos na progressão da carreira.

Berardo Polónio, que foi bombeiro em Mangualde entre 1999 e 2007, foi ouvido durante a tarde de hoje no tribunal de Mangualde, na qualidade de arguido num processo de difamação agravada, movido pelo comandante da corporação, Carlos Carvalho.

Em causa estão declarações proferidas a vários órgãos de comunicação social em 2007, onde denunciava uma série de «irregularidades no quartel».

Na primeira sessão de julgamento, Berardo Polónio contou que, durante o período em que foi bombeiro daquela corporação, repetiram-se casos de viaturas inoperacionais «porque não lhes era dada a devida assistência».

Enunciou que foram feitos rasgos em pneus carecas de uma viatura para que pudesse circular mais algum tempo, acrescentando ainda que, durante cerca de dois anos, esteve em funcionamento um carro de bombeiros com deficiência na travagem.

O antigo bombeiro revelou ainda ao tribunal que era recorrente viaturas pesadas serem conduzidas por elementos sem carta para o efeito, para além do mesmo elemento estar destacado para duas equipas distintas em época de fogos.

Sobre as cenas de sexo no quartel, frisou que eram do conhecimento do comandante, que chegou a chamar à sala de comando dois bombeiros para averiguação do assunto.

Berardo Polónio frisou ainda que eram do conhecimento geral casos de relações sexuais entre bombeiros e civis, dentro do quartel.

Sobre o comandante, reiterou que «favorece alguns em prejuízo dos restantes», justificando que eram sempre os mesmos elementos a frequentarem os cursos nacionais.

«Cingia-se sempre ao mesmo grupo restrito de bombeiros», sublinhou, apontando ainda que também os serviços pagos eram sempre atribuídos aos mesmos bombeiros.

Berardo Polónio relatou que habitualmente os serviços eram afixados, no entanto, «estranhamente eram quase sempre as mesmas pessoas a serem convidadas por telefone para fazer os serviços pagos pela Citroen».

Acusou ainda o comandante da corporação de viciar os processos de progressão da carreira do bombeiro, beneficiando elementos mesmo que não obtivessem as melhores notas.

O julgamento prossegue no dia 26 de Setembro, estando prevista a continuação da audição do arguido de um processo com cerca de 20 testemunhas.

fonte: Lusa/SOL

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por Diário de um Bombeiro às 18:55


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