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diariobombeiro



Domingo, 09.01.11

Figueira da Foz: Zona Industrial “Varrida” por Tornado que Provocou Bastantes Estragos

Fenómeno causou avultados danos na Metalomecânica, Faiamóvel e Móveis Silvério, na Zona Industrial da Figueira da Foz
Pouco passava das 5h00 da madrugada, quando a Figueira da Foz foi assolada por fortes ventanias e muita chuva, havendo até um corte geral de energia, mas nada fazia prever que provocasse tão avultados danos na Zona Industrial.
Os grandes danos eram ontem visíveis na loja da Faiamóvel, com as montras de grande dimensão partidas e os móveis espalhados por todo o espaço interior, mas também no exterior, com sofás e outros móveis espalhados em terrenos contíguos.
Na Faiamóvel, o vento forte arrancou duas montras de grande dimensão. Quando visitámos o local, o gerente da Faiamóvel, Luís Nunes, explicou ao nosso jornal que ainda era muito cedo para falar de prejuízos, que podem ascender a «alguns milhares de euros». Agora, continuou aquele empresário, «não há tempo a perder, vamos arrumar a casa e depois se contabilizará os prejuízos».
O espaço vai estar fechado ao público durante o fim-de-semana para operações de limpeza e reparação dos estragos provocados pelo fenómeno atmosférico.
Do outro lado da rua, a pouco mais de 100 metros, a empresa Móveis Silvério também sofreu danos no topo de um pavilhão e na cobertura do parque de estacionamento.
O vento “dobrou” a estrutura metálica, arrancando do chão as “sapatas” de suporte da mesma, mas não atingiu o espaço de exposição.
O proprietário, José Silvério, estimou os estragos em «cerca de sete mil euros», o montante necessário para remover e substituir as estruturas danificadas.
Pelo que nos explicou o comandante dos Bombeiros Municipais, Jorge Piedade, outra das situações complicadas, «aconteceu na metalomecânica, onde parte do telhado foi arrancado, com os escritórios a sofreram danos, mas principalmente o equipamento metalomecânico», disse.
Fonte da Protecção Civil Municipal esclareceu que se tratou de um tornado «de fraca intensidade», que provocou danos «de pequena dimensão».
Houve ainda chapas que voaram e foram cair a várias de dezenas de metros; o vento arrancou ainda parte da vedação na EN 109 e deitou abaixo dois velhos e abandonados armazéns de sal.

Protecção Civil tinha alertado
«Este forte remoinho de vento atingiu com violência um corredor que passou entre o braço do rio Mondego e a Zona Industrial», disse Jorge Piedade, não havendo, até ao momento, conhecimento de outros danos provocados por este fenómeno.
No dia anterior, e de acordo com informação prestada pelo Instituto da Meteorologia, o Serviço Municipal de Protecção Civil tinha alertado «que o estado do tempo era condicionado pela aproximação e passagem de uma superfície frontal, que afectaria em especial as Regiões a Norte do alinhamento montanhoso Montejunto-Estrela, com maior incidência nas Regiões do Litoral a Norte do Cabo Mondego, designadamente, o Minho e Douro Litoral».
Assim, as previsões apontavam para a ocorrência de períodos de chuva temporariamente forte a sul do alinhamento montanhoso, bem como vento soprando de sudoeste temporariamente forte no Litoral Oeste, e por vezes com rajadas.
Agitação marítima na Costa Ocidental, com altura significativa de onda de sudoeste que poderia atingir os quatro metros estava também entre as previsões.
 
in: DC

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por Diário de um Bombeiro às 14:46



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