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diariobombeiro



Quinta-feira, 29.09.11

Bombeiros das Caldas ajudam São Tomé e Príncipe

Os bombeiros das Caldas vão treinar uma equipa de bombeiros para São Tomé e Príncipe, oferecendo-lhes ainda quatro viaturas.

Das viaturas oferecidas, uma era dos bombeiros das Caldas, outra da corporação de Cacilhas e ainda outras duas ambulâncias dos bombeiros de Vila das Aves.

Para José António, comandante dos operacionais das Caldas, esta parceria entre Caldas, Liga de Bombeiros Portugueses e província de Mé-Zóchi, em São Tomé e Príncipe, “é uma experiência-piloto, de aproximação entre dois países de língua portuguesa e que se espera ser uma grande valia para a população Mé-Zóchi”.

O comandante dos bombeiros das Caldas explicou que em São Tomé e Príncipe “só existe um corpo de bombeiros” que está na capital e o distrito de Mé-Zóchi, que tem a segunda maior cidade do país, Trindade, não possui bombeiros.

Perante estes factos a Câmara distrital entendeu criar um corpo de bombeiros com 12 elementos para permitir operações de socorro às populações do distrito. Como também não tem nem equipamento nem dinheiro, foi elaborado um protocolo onde os bombeiros das Caldas se comprometem a arranjar viaturas que “não possam circular em Portugal porque a sua tipificação foi alterada e assim são encaminhadas para São Tomé”.

Uma ambulância era dos bombeiros das Caldas e estava no transporte de doentes mas por razões de regulamentação não pode circular em Portugal. A segunda viatura é um carro oferecido pelo bombeiros de Cacilhas, mas “nas horas vagas um grupo de elementos dos bombeiros das Caldas, que formaram a TecoCaldas, prepararam o carro, equipando-o como viatura de primeira intervenção”.

Os bombeiros de Vila das Aves ofereceram duas ambulâncias, estando a sua preparação a ser feita antes de seguirem para Mé-Zóchi.

“As quatro viaturas serão encaminhadas para São Tomé e no dia 18 de Outubro chegarão a Portugal os elementos do distrito de Mé-Zóchi que vêm fazer um curso inicial de bombeiros, no quartel das Caldas. No final do curso irão para São Tomé com três bombeiros e ainda o comandante e o presidente da associação dos bombeiros das Caldas, que levam as viaturas até ao distrito de Mé-Zóchi”.

“No próximo ano vai ser criado um corpo de bombeiros misto, entre profissionais e voluntários, em Mé-Zóchi. A formação desses novos elementos, que serão voluntários, será dada por bombeiros das Caldas, mas em São Tomé. Os elementos que saem das Caldas vão a título pessoal, ou seja será no seu período de férias que vão dar formação, tendo apenas as despesas de deslocação pagas, mas não recebendo qualquer remuneração pela formação que vão dar”, referiu o comandante dos bombeiros.

Esta parceria surge dos laços culturais que foram trazidos por Claudina Chamiço, que tem nome de rua na cidade das Caldas, numa descoberta de Mário Lino, uma vez que a filantropa do século XIX esteve nas Caldas e tinha uma propriedade na província de Mé-Zóchi.
por Carlos Barroso
fonte: Jornal das Caldas

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por Diário de um Bombeiro às 19:26


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