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diariobombeiro



Quinta-feira, 14.02.13

"Deixem pôr os TAE a salvar vidas, porque se não aumentarem estas competências, há uma série de vidas que não vão ser salvas"

O presidente do INEM negou hoje a intenção de retirar meios de socorro das ruas, afirmando que vai aumentar em número as viaturas de emergência rápida e as de suporte imediato de vida e apostar na formação de técnicos.

Ouvido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, Miguel Soares de Oliveira entre outros temas diz que o INEM vai investir em mais e melhor formação de Técnicos de Ambulância de Emergência (TAE) e de bombeiros, que são os profissionais das 400 ambulâncias de Suporte Básico de Vida (SBV) espalhadas por todo o país.

"Não é possível transformá-las [ambulâncias SBV] em VMER e SIV. Não é possível ter médicos em todas as ambulâncias, pelo que devemos dotar os técnicos que lá estão com técnicas de 'life saving'", disse Miguel Soares de Oliveira, acrescentando querer "aumentar a probabilidade de fazer sobreviver".

O aumento das competências dos TAE visa melhor habilitá-los a salvar vidas no limite, antes do tempo que demora a chegar um médico, sublinhou, rejeitando que esteja a substituir em funções profissionais mais habilitados por outros menos habilitados.

Rejeitando o provérbio 'quem não tem cão caça com gato' referido pelo deputado João Semedo, o presidente do INEM garantiu que continua a apostar nos cães e a "comprar cães de boa raça".

O responsável lançou mesmo um apelo: "Peço à Ordem dos Médicos, à Ordem dos Enfermeiros e aos deputados que me deixem pôr os TAE a salvar vidas, porque se não aumentarem estas competências, há uma série de vidas que não vão ser salvas".

Miguel Soares de Oliveira negou ainda que fosse cobrado dinheiro pela formação, sublinhando que tem feito por aumentar a formação e alterar o modelo, de forma a torná-la mais abrangente, nomeadamente passando-a para o horário pós-laboral.

Comentando acusações de que o INEM piorou desde que saíram enfermeiros do CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes), Miguel Soares de Oliveira disse não haver dados que apontem para isso e lembrou que este serviço continua a ter a coordenação feita por médicos, com vários médicos por turno.

Sobre as polémicas falhas do sistema informático desenvolvido para passar o registo clínico do doente do CODU para os profissionais no terreno -- "mobile clinic" -- o responsável admitiu que essas falhas existem, mas negou que as mesmas condicionem o socorro.

"O socorro não está condicionado, porque o INEM não depende exclusivamente do sistema informático", afirmou, explicando que existem os recursos alternativos do telemóvel e do rádio (ambos na posse de todas as equipas do INEM).
 
 
por Diário Digital

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por Diário de um Bombeiro às 18:57


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