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diariobombeiro



Terça-feira, 13.11.12

Bombeiros com Pagamentos em Atraso

Circulam mensagens entre telemóveis, nas redes sociais e ainda por mails que dizem respeito a um atraso relativo aos serviços operacionais prestados pelos bombeiros de Tomar. O conteúdo dos textos fala em quatro meses em atraso, sendo que, precisamente por isso, há uma revolta crescente face à Câmara Municipal.

Por aquilo que a Hertz teve oportunidade de apurar junto de alguns soldados da paz, o descontentamento é evidente, de tal forma que há quem defenda uma greve na prestação de serviços, embora outros digam que a população não tem culpa do incumprimento por parte do Município. A Hertz contactou, entretanto, o vereador José Perfeito, responsável pela Protecção Civil em Tomar, que admitiu esse atraso mas garantiu que os pagamentos serão feitos «a curto prazo»: «Os serviços operacionais são efectuados à medida que solicitados e, por vezes, podem não ser imediatamente retribuídos. Pode ter havido uma ligeira acumulação nos espaços de tempo entre os serviços prestados e o pagamento correspondente. Mas esta situação está a caminho de ficar resolvida num curto espaço de tempo». Questionado sobre a eventual recusa de bombeiros na prestação de serviços, José Perfeito disse à Hertz que espera que o bom senso prevaleça: «Pensamos que tal não aconteça... Sabemos que as pessoas não vivem propriamente em dificuldades. Todos temos essa noção... Esperamos não chegar a essa situação. Esperemos que o bom senso impere nesta situação e que haja cautelas. Desejo que não se entre por esses caminhos... Se estão em causa quatro meses? Não sei precisar... Há valores em atraso mas não sei precisar por quanto tempo».

Burocracias dificultam bombeiros - Entretanto, a Hertz apurou que estes atrasos se devem, essencialmente, a questões burocráticas. Ou seja, há algum tempo, a autarquia disponibilizava uma determinada verba aos bombeiros para as referidas gratificações de voluntariado e, no final de cada ano, era feito o respectivo acerto. No entanto, o vereador Luís Ferreira, por altura da passagem pela Protecção Civil, fez com que esses pagamentos necessitassem de chegar até às reuniões de Câmara para respectiva aprovação. Os bombeiros voluntários têm, assim, que aguardar pela pronúncia do executivo e, basicamente, são obrigados a adiantar dinheiro do próprio bolso quando necessitam de gastar combustível para chegar ao quartel ou até de pagar refeições quando se deslocam a algum lado em serviço.
 
 
por Rádio Hertz

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por Diário de um Bombeiro às 11:55



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