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diariobombeiro



Domingo, 02.01.11

A NOÇÃO DE «COMPETÊNCIAS», NOS BOMBEIROS, ENQUANTO CONCEITO POLISSÉMICO.

A noção que temos de competência, possui significados diferentes em actividades ou áreas tão distintas, tais como, a economia, o emprego e a educação e a formação, pode dizer-se pois, que se trata de um conceito polissémico (qualidade das palavras que têm vários sentidos), no entanto pouco clarificado, no que diz respeito aos bombeiros. Em alguns casos este conceito surge associado à noção de qualificação ou performance, noutros aparece reduzido ao “saber-fazer”, sem a detenção de um diploma, de uma certificação e de determinadas capacidades cognitivas. Perrenoud, 1999:19, fala em competências “para insistir na necessidade de expressar os objectivos em termos de condutas ou práticas observáveis” ou como “indicador de desempenho observado”.

Não podemos confundir a noção de competência e de conhecimentos adquiridos através da formação, pois este conceito não se resume a um saber, tão pouco a um “saber-fazer”. E porque é que este conceito não pode ser confundido? Na nossa vivência diária apercebemo-nos que, nem todas a pessoas que possuem conhecimentos e dominam as técnicas, as sabem utilizar num determinado contexto.

Importa pois, distinguir as diferenças entre aquilo que são “conhecimentos adquiridos” e aquilo que representa uma competência. Ser possuidor de muitos cursos, não significa que saibamos aplicar o conhecimento daí resultante, de uma forma eficaz, é necessário que sejamos capazes de adaptar esses conhecimentos a uma acção ou actividade concreta.

Não chega possuir capacidades e conhecimentos, é necessário também sermos competentes.

Ser competente enquanto bombeiro, implica saber aplicar os conhecimentos adquiridos em contexto de formação, a uma acção específica, no tempo certo.

Podemos possuir um curso de salvamento e desencarceramento ou de socorrismo, e não sabermos utilizar os conhecimentos adquiridos na execução de uma acção concreta.

Saber ajuizar o que fazer, ou não fazer e estabelecer prioridades, são factores intrínsecos para nos podermos considerar bombeiros competentes.

Nos bombeiros, recebemos formação em áreas muito distintas, embora possamos utilizar os conhecimentos adquiridos em diferentes momentos da nossa actuação, é necessário possuir capacidades cognitivas, saber organizar, aplicar e adaptar esses conhecimentos a situações específicas, só assim nos podemos considerar competentes.

in: ChefeBVSPS

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por Diário de um Bombeiro às 17:02



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