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diariobombeiro



Sexta-feira, 11.01.13

Bombeiros Voluntários Flavienses com novo Comandante

Almor Salvador já assumiu os comandos da corporação flaviense durante 14 anos e regressa agora, volvidos 10 anos, para “arrumar a casa” e “levantar o nome” dos bombeiros flavienses.

Conhece bem “os cantos à casa” que comandou de 1989 a 2003 e regressa agora, passado 10 anos, por amor à causa. Almor Salvador tomou posse, no passado sábado, 5 de Janeiro, como novo comandante dos Bombeiros Voluntários Flavienses (BVF), após um convite da direcção da associação humanitária, actualmente presidida por Helena Barreira, e um pedido formal dos bombeiros. Sobre as motivações deste retorno, Almor Salvador fala de “situações pouco desejáveis que se passavam” na corporação, que “estava a ser aniquilada” pela “falta de respeito” reinante.

“Nunca esteve nestes últimos anos nas minhas cogitações voltar ao comando dos flavienses porque há um tempo para tudo na vida e julguei que ele já tinha passado”, confessou à Voz de Chaves o novo comandante, aposentado desde 1 de Novembro do cargo de Coordenador do Centro Distrital de Operações e Socorros de Vila Real, que assumiu durante 10 anos. Contudo, “toda a gente reconhecia que esta casa tinha que levar um novo rumo e que o único timoneiro capaz de o fazer seria eu. Estou convicto que o conseguirei, mas tem de ser com o empenhamento e dedicação de todos”, sublinhou.

Entre as prioridades de Almor Salvador, cuja nova missão garante não ir além dos próximos cinco anos, está “estabilizar um quadro de comando para que, quando sair, haja alguém para ficar ao leme do navio”. Isto porque “uma casa desta índole tem que ter respeito por si e pelos outros, enquadrado numa situação de hierarquia” e “disciplina”, frisou. No fundo, resume, “o que esta corporação precisa é de organização porque tem bons bombeiros, mas é preciso enquadrá-los, motivá-los e trazê-los de novo à casa e à causa”.

Após a saída de Almor Salvador e até à data, o comando dos BVF foi assumido interinamente por José Carlos Nascimento. Quando abandonou o comando de “uma das casas com maior representatividade” a nível distrital, Almor Salvador tinha um “projecto muito ambicioso a nível da protecção municipal que ainda hoje seria pioneiro”. Nesse tempo, “tínhamos um conjunto de atitudes que eram colocadas no terreno desde um planeamento interno e externo a podermos cooperar com outras entidades da protecção civil e outros corpos de bombeiros, dentro e fora do distrito, nomeadamente espanhóis… Tínhamos uma panóplia de actividades que dava gosto ser bombeiro e estar nessa casa”, recorda. Eram tempos em que os BVF eram mais de 100 no terreno. Hoje são menos de metade, mas o novo “timoneiro” promete tentar recuperar alguns que abandonaram “o navio”.

Apesar dos fracos incentivos do Governo ao voluntariado, “o sentido de socorrer o próximo” é o principal valor de um bombeiro e “o que o leva a fazer um bom trabalho”, garante o novo comandante dos BVF, actualmente com 60 anos. No futuro, antevê muito trabalho, mas espera levar “o navio a bom porto”, já que os bombeiros “sabem que sou rigoroso, mas também sabem que sou o primeiro a dar o exemplo”.


por Diário @ctual

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por Diário de um Bombeiro às 19:44


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