Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

diariobombeiro



Segunda-feira, 20.02.12

Florestas já estão debaixo de fogo

O aumento dos fogos florestais, que triplicaram este ano em comparação com os dois primeiros meses do ano passado, está a levar as corporações de bombeiros à falência, pois só no período de Verão é que o combate às chamas é financiado pelo Governo. A Liga dos Bombeiros Portugueses já veio reclamar um financiamento extraordinário, para garantir a operacionalidade dos corpos de bombeiros. Para amanhã está marcada uma reunião com o ministro da Administração Interna.

As queimadas de Inverno, que se propagam com facilidade devido à seca prolongada, estão na origem do aumento do número de incêndios. Até ontem houve mais de duas mil ocorrências, quando nos dois primeiros meses de 2011 se registaram 592 ignições.

"Os bombeiros trabalham todo o ano a apagar incêndios e a prestar socorro, mas só são subsidiados nos meses de Verão, o que está a deixar as associações humanitárias numa situação financeira muito difícil", disse ontem ao CM o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários da Guarda, António Morais, adiantando que na sua área de actuação "todos os dias" tem havido incêndios.

No sábado, por exemplo, houve cinco incêndios "de grande dimensão", explicou António Morais, frisando que "a velocidade de propagação das chamas é impressionante, até quando as temperaturas são negativas e a água congela nas mangueiras".

"Os pastores precisam de dar de comer aos animais e como o pasto começa a escassear fazem as queimadas, mas não têm mão nelas e sobra sempre trabalho para os bombeiros", adiantou António Morais.

No concelho de Castro Daire os incêndios também não têm dado descanso aos bombeiros, havendo "vários" todos os dias. "As pessoas pensam que podem fazer queimadas, de sobrantes ou para renovação dos pastos, mas esquecem-se de que os terrenos estão muito secos, porque não chove, faz vento e as temperaturas são muito elevadas durante o dia", disse o comandante dos Voluntários de Castro Daire, Paulo Matos, salientando que as despesas com combustíveis e equipamentos estão a tornar-se "incomportáveis".

SECA GERA PRESSÃO ADICIONAL

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, está a acompanhar a situação "com preocupação" e já marcou uma reunião de trabalho, para amanhã, com a direcção da Liga dos Bombeiros Portugueses. O governante admite a possibilidade de o dispositivo nacional vir a ser "adaptado" em função das "circunstâncias que, em termos meteorológicos, forem determinadas" e, "se for necessário", as corporações poderão vir a ser apoiadas financeiramente. Este período de "prolongada e anormal seca é uma situação anormal, que introduz uma pressão adicional sobre o dispositivo de Protecção Civil", defende Miguel Macedo, sublinhando que "não pode estar em causa a capacidade de reacção" dos meios operacionais.

Fonte: CM

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Diário de um Bombeiro às 21:11


Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Fevereiro 2012

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829




Tags

mais tags