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diariobombeiro



Sábado, 29.09.12

Incêndio em Portimão pode ter começado uma hora antes do alarme soar

Só na próxima segunda feira os investigadores da PJ vão começar a averiguar no terreno as causas do incêndio que devastou o Retail Park de Portimão. 
FOTO@Vasco Célio/Lusa
Tudo aponta para que o incêndio que destruiu sete grandes superfícies do Retail Park de Portimão, na madrugada de 23 de setembro, "tenha tido início na fração ocupada pela loja DeBorla, devido ao sobreaquecimento de algum aparelho", apurou o Expresso junto de fonte da investigação.

A Polícia Judiciária já esteve no Retail Park esta semana mas só conseguirá avançar com a investigação minuciosa no terreno a partir da próxima segunda-feira. Entre as várias hipóteses já levantadas, uma indica que a combustão terá começado lentamente por volta da 1h da madrugada do passado domingo e que as chamas e o fumo só terão sido detetados pelo sistema de alarme mais tarde. Os bombeiros chegaram ao local às 2h45, cerca de 10 minutos depois de alertados para o incidente.

A loja da cadeia DeBorla fora fiscalizada pela Proteção Civil em maio de 2012, na sequência de uma denúncia, "não tendo sido detetadas inconformidades relevantes", segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro. A DeBorla e apenas mais duas das sete frações do Retail Park tinham entregue as respetivas medidas de autoproteção à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). As outras quatro não o fizeram, mas a ANPC diz que podem ter essas medidas na empresa e que se "trata de um conjunto de edifícios de construção recente que, na sua maioria, cumpriam as regras de proteção contra incêndios".

Vontade de permanecer


"Os dispositivos de segurança e o sistema de alarme estavam em funcionamento e funcionaram", garante Rui Alpalhão, da comissão executiva da FundBox (entidade administradora do fundo de investimento detentor do Retail Park). A Fundbox afirma que tinha um plano de emergência contra incêndios e as medidas de autoproteção atualizadas e validadas pela ANPC. Também as cadeias DeBorla, Staples e Moviflor confirmaram ao Expresso ter tudo em ordem.

O fogo destruiu sete grandes superfícies do espaço comercial que ocupava cerca de 15 mil metros quadrados e empregava mais de 300 pessoas. Só escaparam das chamas uma oficina de reparação automóvel, a zona de restauração e uma bomba de combustível.

Segundo o Presidente da Câmara de Portimão, Manuel da Luz, "as empresas garantiram que os postos de trabalho dos seus colaboradores estavam assegurados e reiteraram a vontade de continuarem com as suas lojas em Portimão". Por seu lado, o Fundo Portugal Retail Europark Fund (PREF) argumenta, que "as relações comerciais com os  locatários em Portimão são muito valiosas, e é a nossa intenção continuar a mantê-las tão ativas quanto possível". 


fonte: Expresso

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por Diário de um Bombeiro às 06:43


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