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diariobombeiro



Terça-feira, 31.07.12

Miguel Macedo aguarda por relatório para tirar conclusões sobre fogo no Algarve

O ministro da Administração Interna disse hoje que a estrutura de comando não está fragilizada politicamente na sequência do incêndio no Algarve, mas vai aguardar pelas conclusões do relatório que pediu à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

"Não vou fazer qualquer consideração sobre isso (o que falhou), essa é a razão porque pedi o relatório à ANPC. Espero pela apresentação das conclusões. Esse relatório tem que servir para tirar conclusões para o futuro e anotar as imperfeições, a começar por aqueles que têm a responsabilidade técnica", disse Miguel Macedo na comissão parlamentar de Agricultura e Mar.

Porém, adiantou que "não há nenhuma questão de fragilização política de comando".

Miguel Macedo respondia ao deputado do PS Miguel Freitas, que questionou o ministro sobre o que falhou no fogo de Tavira e se há alguma fragilidade política na estrutura de comando.

O ministro pediu à ANPC um relatório "pormenorizado" sobre a forma como decorreu o incêndio no Algarve, que deflagrou entre 18 e 22 de julho, estando, por isso a aguardar as suas conclusões que deverão estar prontas a 10 de agosto.

Miguel Macedo garantiu também que não houve falta de meios no incêndio do Algarve.

"A questão não foi de falta de meios", disse, sublinhando que o fogo de Tavira teve o maior número de meios envolvidos de sempre.

Sobre o dispositivo de combate a incêndios florestais, que Miguel Macedo garante ser superior ao do ano passado, sublinhou que é "o suficiente", mas se tal for necessário será reforçado.

Em situações anormais serão tomadas "medidas excecionais, como o fizemos no Algarve", afirmou.

O ministro disse ainda que no final da época mais crítica de combate a fogos vai fazer "uma avaliação mais extensa, transversal e completa" do que aquela que ocorreu em 2011.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse hoje que as corporações de bombeiros envolvidas diretamente no combate ao incêndio que deflagrou no Algarve receberam, em conjunto, cerca de 154 mil euros a título de adiantamento.

Miguel Macedo está a ser ouvido na comissão parlamentar de Agricultura e Mar na sequência de um requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PCP para explicar o dispositivo de combate aos incêndios florestais, tendo em conta os problemas verificados nos incêndios que deflagraram em Tavira e na Madeira.

O ministro adiantou que foram as corporações dos bombeiros de Tavira, Albufeira e São Brás de Alportel que receberam cerca de 154 mil euros a título de adiantamento.

Sobre os meios envolvidos no incêndio do Algarve, que deflagrou entre 18 e 22 de julho, Miguel Macedo avançou que estiveram envolvidos 2.750 operacionais, 17 meios aéreos, incluindo os três canadairs solicitados a Espanha, 19 máquinas de rasto e 10 pelotões militares.

O ministro disse igualmente que 351 pessoas tiveram que ser evacuadas, tendo ainda os bombeiros que defender mais de 70 pequenos povoados.

Fonte: i Informação

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por Diário de um Bombeiro às 20:43


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