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diariobombeiro



Segunda-feira, 27.08.12

Venezuela: incêndio segue ativo um dia após explosão em refinaria

A refinaria de petróleo onde ocorreu uma explosão no sábado continua sob chamas na Venezuela
Foto: AFP
O incêndio provocado por uma explosão na principal refinaria da Venezuela continuava ativo neste domingo à noite em dois dos nove tanques de armazenamento que foram incendiados após a explosão, mas a situação está sob controle, segundo as autoridades. O saldo de mortos, no entanto, subiu para 41, depois que dois dos feridos morreram em decorrência de suas queimaduras.

"Ender José Fernández González faleceu e Neidy González, ambos com 100% do corpo queimado, faleceram na noite de sábado", disse em coletiva de imprensa o doutor Jesús Valdés, coordenador-geral de atenção médica do Hospital Coromoto de Maracaibo. "O hospital recebeu no sábado nove pacientes afetados pela explosão da maior refinaria do país e, fora os dois falecidos, os demais estão em um quadro estável", disse o doutor Tulio Chacín, coordenador de traumatologia do centro hospitalar, que conta com uma unidade especial para vítimas de queimaduras.

O último relato do governo era de 39 mortos: "São 18 membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), 15 civis, a maioria familiares dos guardas (...) e há seis corpos não identificados", havia dito o vice-presidente venezuelano, Elías Jaua. Segundo Jaua, além dos nove feridos que haviam sido transferidos ao Hospital Coromoto, outros seis estavam em centros próximas refinaria, na cidade de Punto Fijo.

"Hoje, o fogo continua confinado a dois tanques de petróleo, dos nove que foram atingidos pela explosão", assegurou o vice-presidente, explicando que cerca de 20 das 200 famílias que viram suas casas afetadas pela tragédia foram abrigadas numa base naval próxima. As chamas, de cerca de 100 metros de extensão e mais de 50 metros de altura, podem ser vistas a vários quilômetros de distância da refinaria de Amuay, gerenciada pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e situada no estado de Falcón.

"O que poderia acontecer no pior dos casos? Que não possamos apagá-los (os dois tanques) e calculamos pelo menos uns dois dias até que se consumam em sua totalidade", explicou, por sua parte, o gerente de refinamento da PDVSA, Jesús Luongo, para quem esta possibilidade não representa nenhum perigo. As forças de ordem mantém os cordões de isolamento da zona a uns 300 metros das instalações, comprovou a AFP.

O presidente Hugo Chávez decretou três dias de luto nacional em função da tragédia. A detonação ocorreu aproximadamente a 01H11 local (03H41 de Brasília).A onda expansiva da explosão, provocada por um vazamento de gás, afetou principalmente o complexo habitado por um comando da Guarda Nacional Bolivariana, encarregada da segurança da refinaria, assim como várias instalações vizinhas.

A refinaria se encontra numa zona residencial e com comércios, onde moram trabalhadores do complexo com seus familiares, assim como famílias pobres que se instalaram nas áreas periféricas. Depois da explosão, foi realizada uma parada programada da atividades do complexo, mas o ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez afirmou que o complexo voltará à normalidade em breve.

"Estaremos em capacidade de reativar nossa refinaria dentro de dois dia a partir do momento que declararmos a zona completamente segura", enfatizou. Ramírez disse ainda que existem hidrocarbonetos suficientes armazenados para garantir o abastecimento do mercado interno, mas não se pronunciou se a paralisação afetará as exportações do país, principalmente para os Estados Unidos, seu maior cliente. O economista petroleiro Rafael Quiroz, no entanto, descartou essa possibilidade.

"O incêndio foi apenas na área de armazenamento, onde há tanques de depósito que apenas são utilizados para efeitos de aumento (pontual) de exportações, consumo interno ou emergências", explicou Quiroz à AFP. A refinaria de Amuay, que faz parte do Centro de Refinamento Paraguaná, e a maior deste país petroleiro e processa 645.000 barris de petróleo por dia.

Segundo o site da PDVSA, o Centro de Refinamento de Paraguaná cobre mais de 60% da demanda de combustível da Venezuela. A Venezuela - primeiro produtor de petróleo na América do Sul e quinto exportador mundial - produz em média três milhões de barris diários (mbd), segundo dados oficiais, apesar de a Opep afirmar que a oferta de petróleo do país é de 2,3 mbd.

A Opep certificou em 2011 que a Venezuela tem as maiores reservas mundiais de petróleo, com 296,5 bilhões de barris, acima das da Arábia Saudita, o país com maior capacidade de refino. Em março passado, as autoridades venezuelanas informaram que esta cifra aumentou para 297,57 bilhões de barris.

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por Diário de um Bombeiro às 11:46



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