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diariobombeiro



Sábado, 11.02.12

Tomar – Ambulância do INEM Estava na Pediatria de Torres Novas Quando Foi Necessário o Socorro a António Ribeiro


Há dados novos e importantes a acrescentar à trágica morte do cidadão António Ribeiro (78 anos), na manhã desta quinta-feira, na Alameda Um de Março. Tal como tem sido amplamente divulgado, os Bombeiros de Tomar fizeram deslocar uma ambulância para o local e, na ocasião, muitas foram as pessoas que questionaram a ausência do desfribilador, ou seja, o equipamento electrónico utilizado em quem sofre uma paragem cardiorespiratória. Segundo aquilo que a Hertz apurou, o aparelho, que está na ambulância do INEM sedeada em Tomar, estava, na precisa altura, na pediatria de Torres Novas, para onde transportou uma criança.

Por isso mesmo, os bombeiros, quando solicitados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, só puderam responder com o envio da ambulância de suporte básico de vida, que não está dotada de equipamentos essenciais. Este foi um exemplo lamentável do que poderá acontecer a partir do momento em que as urgências passem a básicas no Hospital de Tomar, o que irá obrigar ao transporte para Abrantes. Aliás, a Hertz sabe que os Bombeiros já tinham alertado o presidente do INEM para esta situação, sublinhando que não há capacidade de resposta quando houver registo para ocorrências simultâneas. Além disso, o parque de viaturas dos Bombeiros não é reforçado há cerca de dez anos pela autarquia o que, neste caso, já levantou vozes críticas relativamente às recentes opções do Município em apoiar o Carnaval em vez de canalizar as verbas para a compra de ambulâncias.

Porque é que a vítima não foi encaminhada para as urgências?

Outro facto que despertou a revolta dos populares teve a ver com a obrigação dos bombeiros em esperar, como aconteceu nesta quinta-feira, pela Viatura Médica de Emergência, em vez de encaminhar a vítima para as urgências do Hospital... que estava a menos de um quilómetro. A Hertz sabe que os bombeiros estão expressamente proibidos de o fazer sem que haja ordem superior e até está em condições de garantir que, em alguns exemplos anteriores, onde os soldados da paz «furaram» essas regras, foram os próprios médicos da urgência hospitalar que avisaram sobre a possível instauração de processos caso algo corresse mal com o paciente transportado. Ou seja, os bombeiros podem ser responsabilizados criminalmente e, como tal, mesmo contra a própria vontade, são obrigados a permanecer no local do sinistro com a vítima.

Fonte: Rádio Hertz

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por Diário de um Bombeiro às 18:15


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