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diariobombeiro



Sábado, 25.06.11

Nuvem de Cinza Cobre o Porto

Combate: Norte foi a região mais atingida pelas chamas

Ontem foi o pior dia do ano no que se refere a incêndios florestais. A vaga de calor que atinge o País fez com que o número de fogos não parasse de aumentar. Só ontem, os bombeiros combateram 208 incêndios, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). A região Norte do País foi a mais atingida.

Em Gondomar, o fogo começou numa mata, ainda na noite de São João, mas os bombeiros não foram de imediato chamados ao local porque os moradores terão desvalorizado a situação. Só de manhã é que o alerta terá chegado aos Bombeiros de Valbom e aos Sapadores do Porto, quando as chamas já estavam perto de habitações. Alguns moradores dizem que um balão da festa poderá ter estado na origem do incêndio.

Com o vento forte, o fogo alastrou para Campanhã, até à rua de Furamontes. Os bombeiros lutaram durante várias horas até o incêndio ter sido considerado extinto. Nenhuma habitação ficou afectada – apenas uma área florestal foi consumida pelas chamas –, mas o Porto esteve coberto por uma densa nuvem de cinza por algumas horas. Os moradores da rua ficaram em pânico com a aproximação das labaredas. "Nunca vi um incêndio assim, nem umas chamas tão altas", disse Luís Santos ao CM, ainda assustado com a proximidade do incêndio.

Um outro fogo, também em Gondomar, mas no lugar de Quintas, ainda ameaçou habitações, mas foi dominado a tempo.

No lugar da Minhoteira, em Oliveira de Azeméis, e em Frejufe, na Maia, continuavam activos dois incêndios à hora de fecho desta edição. De acordo com Paulo Vitória, comandante dos Bombeiros de Oliveira de Azeméis, os focos estavam separados por 400 metros. Na impossibilidade de entrar pelo meio das duas frentes, a corporação tinha dificuldades em extinguir o fogo, que consumia mata e eucaliptos. Ainda segundo o comandante, o incêndio dirigia-se para um campo de milho.

Devido às altas temperaturas previstas, a Protecção Civil mantém activo o alerta amarelo para todo o fim-de-semana.

MINISTRO DIZ QUE "EM TEMPO DE GUERRA NÃO SE LIMPAM ARMAS"

"O dispositivo que está montado continua absolutamente intocável. Não se vai mexer em nada. Como diz o povo, em tempo de guerra não se limpam armas", garantiu ontem Miguel Macedo. O novo ministro da Administração Interna reuniu--se, na sede da Protecção Civil, durante cerca de duas horas, com os vários agentes envolvidos no combate aos fogos florestais, que, apesar dos cortes, "garantiram que o dispositivo actual é o necessário para a época que se avizinha".

Miguel Macedo fez questão de sublinhar que não foi por acaso que escolheu a Autoridade de Protecção Civil para primeira deslocação, explicando que o combate aos fogos florestais "é uma prioridade política e nacional". E garantiu que a extinção do cargo de governador civil não põe em causa o combate aos fogos, porque "em cada distrito há um responsável, que não é o governador civil, pelas operações, que têm a ver com o sistema de protecção civil e incêndios". 
por Catarina Gomes Sousa com C.F. / L.M.
fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 10:46


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