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diariobombeiro



Domingo, 29.07.12

Só metade dos bombeiros voluntários registados faz trabalho operacional

Apenas metade dos cidadãos com estatuto de bombeiros voluntários exerce de facto tarefas regulares inerentes à condição, indica a base de dados do Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses.

Em junho, segundo aquele recenseamento, havia em Portugal um total de 61.242 bombeiros voluntários, mas só 28.770 iam para os teatros de operações, entre membros dos corpos ativos (27.667) e dos comandos (1.103). Os restantes estavam no quadro de honra, na reserva ou não integravam qualquer quadro.

Os dados deste estudo foram já questionados pelo presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Soares, que, em declarações à Lusa, disse que os voluntários em efetividade de funções "se aproximam dos 35.000".

O dirigente adiantou que o "tira-teimas" será um estudo "altamente rigoroso" sobre a matéria, que a Associação Nacional de Municípios Portugueses e um instituto politécnico da região centro divulgarão "dentro de dois ou três meses".

São considerados bombeiros do quadro de honra os que cessaram a atividade no terreno por doença ou acidente gerados nessas funções ou os que, por outras razões, puseram termo a uma carreira que foi classificada como sendo de mérito.

No rol dos bombeiros sem quadro integram-se todos os que estão ainda em formação (infantes, cadetes e os estagiários), enquanto que o quadro da reserva junta os que não atingiram o mínimo de 275 horas de serviço operacional anual.

Um regime próprio de Segurança Social, incluindo a majoração do tempo de contagem para a aposentação, recuperação de parte dos montantes pagos a título de propinas no Ensino Superior ou isenção de taxa moderadora são alguns benefícios dos bombeiros voluntários, segundo fonte do Autoridade Nacional de Proteção Nacional de Proteção Civil.

No entanto, o atual rol de regalias, que teoricamente funciona como chamariz para a atividade, reduz-se substancialmente no caso dos bombeiros fora do ativo.

Em alguns casos, os bombeiros voluntários podem ser chamados a pequenas equipas profissionais existentes nas corporações, que se dedicam a tarefas administrativas, serviço de ambulâncias ou integram equipas de primeira intervenção para fogos florestais.

Esta fonte de emprego começa, contudo, a ficar em risco, por decréscimo das ajudas aos corpos de bombeiros e perda ou redução drástica de outras fontes de financiamento, como as relacionadas com o transporte de doentes.

Uma associação de bombeiros de Alijó (a de São Mamede de Ribatua) já fechou portas e a corporação de voluntários de Coimbra fez saber que os donativos caíram de quase 50 mil euros, em 2010, para 24.700, no ano transato.

Por sua vez, o presidente do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais, Sérgio Carvalho, revelou que cerca de 2.000 bombeiros profissionais já foram despedidos este ano em todo o país, devido às dificuldades financeiras das corporações e às alterações das regras de transporte de doentes.

Fonte: RTP

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por Diário de um Bombeiro às 18:12



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