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diariobombeiro



Quarta-feira, 06.02.13

Kamov podem ser Vendidos no Estrangeiro

1. Na sequência da já longa novela do concurso público internacional para a privatização da operação dos meios aéreos propriedade do Estado Português, Kamov e Ecureuil pagos com o dinheiro dos contribuintes, por diversas vezes o Sr. Ministro da Administração Interna, Dr. Miguel Macedo, frisou no Parlamento que estes helicópteros manter-se-iam na propriedade do Estado. Foi também afirmado inequivocamente, tendo sido até tecidas comparações com os funcionários dos extintos Governos Civis, que o futuro dos agora cerca de 50 trabalhadores da EMA estaria assegurado;
 
2. Recentemente têm-se multiplicado as noticias relacionadas com o assunto, sobretudo graças ao recorrente imbróglio existente no aluguer de meios aéreos complementares a empresas privadas;
 
3. Estranha-se o facto de serem ocultados os custos do combate a incêndios antes e depois da aquisição dos Kamov, bem como, os milhões poupados na utilização destes helicópteros ao serviço do INEM, com público reconhecimento do excelente serviço que têm prestado a esta entidade;
 
4. Recordamos que estas máquinas contam já com cerca de 12.000 horas de voo em missões de socorro e assistência aos cidadãos, maior parte em combate a fogos, mas muitas também ao serviço das forças de segurança. Destaque para os voos em missões de busca e salvamento, transporte de órgãos e evacuações aero-médicas, que são já perto de 500, certamente com muitas vidas salvas;
 
5. Quando seria normal que fosse reconhecida quer a importância de o Estado ter os seus próprios meios, quer a óbvia constatação de que deveriam manter-se operados pelo próprio Estado, longe da ganância privada evidenciada nas noticias que têm vindo a público, surge uma "noticia" com este teor, citando uma fonte do Ministério da Administração Interna;
 
6. Esclarecemos os altos intervenientes na matéria, que as aeronaves em causa são operadas por seres humanos, não se tratando portanto de Drones. E mesmo os Drones precisam de pessoas para os controlar e gerir. Por aqui, apesar dos cortes que nos afectam à semelhança da restante população, apesar de todas as incertezas, apesar do desprezo de que somos alvo, correspondemos com toda a abnegação ao aumento substancial de operação trazida pelo protocolo com o INEM. Sem comissões de trabalhadores, sem greves, sem reivindicações fracturantes;
 
7. Por fim, recordamos as recentes palavras quer do Presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, quer do Comandante Nacional de Operações de Socorro da Protecção Civil, pouco depois de terem tomado posse, onde ambos se manifestaram claramente favoráveis à integração dos meios aéreos na própria Protecção Civil. Certamente não era a isto que se referiam.
 
 
por EMA

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por Diário de um Bombeiro às 12:11



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