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diariobombeiro



Terça-feira, 18.01.11

Prédios Devolutos Arderam na Rua da Torrinha e na Ribeira do Porto

Nenhum dos incêndios provocou vítimas. O primeiro deflagrou de madrugada, no Muro dos Bacalhoeiros
Dois incêndios destruíram, ontem, parcialmente, dois edifícios devolutos na cidade do Porto. O primeiro, no centro histórico, começou antes do nascer do dia. Pela hora do almoço, na Rua da Torrinha, outro incêndio, num edifício também desabitado, foi combatido pelo Batalhão de Sapadores Bombeiros (BSB). Em ambos os casos não houve vítimas.

O chefe António Mota, do BSB, esteve toda a manhã atento às movimentações dos seus homens, no prédio de quatro pisos situado entre a Travessa do Outeirinho e o Muro dos Bacalhoeiros, na Ribeira. O batalhão foi alertado para as chamas pelas 5h45 e deu o fogo como extinto por volta das 8h. Mas foi necessário proceder à remoção de telhas e vidros, que corriam o risco de cair para a via pública, pelo que o último veículo dos bombeiros só abandonou o local pouco depois do meio-dia, deixando aos funcionários da empresa municipal DomusSocial a tarefa de partir os últimos vidros em risco de queda e de selar o edifício. O prédio, propriedade da RAR Imobiliária, deverá ser reabilitado "após a remoção dos escombros" e "conforme já estava previsto", garante a empresa.

As chamas devoraram os dois últimos pisos e a cobertura do prédio que já foi um restaurante, mas que, nos últimos tempos, de acordo com a vizinhança, era visitado por toxicodependentes. As causas do fogo não estão esclarecidas, o mesmo acontecendo com o incêndio que, pelas 13h45, levou alguns moradores da Rua da Torrinha a chamar os bombeiros para combater as chamas que eram visíveis no prédio devoluto com os números 331-335. O alerta fez correr para o local o BSB e os Bombeiros Voluntários do Porto. As chamas lavraram no 3.º e 4.º pisos do prédio, propagando-se, depois, ao 2.º e 1.º andares.

Há cinco anos, Maria Manuela Pereira, 64 anos, foi a última moradora a abandonar o edifício, por falta de condições, depois de ver todos os vizinhos partir. "Não podia ficar lá mais, aquilo estava tudo em ruína", diz, enquanto observa o trabalho dos bombeiros. Ao lado, uma vizinha indignada, moradora no n.º 329, diz que o incêndio era esperado há muito. "Era certo e sabido que isto ia acontecer, mais cedo ou mais tarde. A câmara sabe o problema que aqui existe, mas diz que não pode fazer nada, porque o prédio tem dono", afirma Maria Carolina. Esta vizinha conta que, ontem, a porta do prédio, habitualmente trancada com um cadeado, estava aberta, suspeitando-se que alguém se terá infiltrado no edifício durante a noite.

Durante a manhã, o BSB teve 23 homens e nove viaturas no incêndio do Muro dos Bacalhoeiros. À tarde, as chamas na Rua da Torrinha foram combatidas por sete viaturas e 19 homens do BSB, com o auxílio de quatro elementos dos Voluntários.

in: Público

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por Diário de um Bombeiro às 15:52


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