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diariobombeiro



Segunda-feira, 02.04.12

Protecção Civil acredita que incêndio de Penela teve 'mão criminosa'

O coordenador municipal da protecção civil de Penela, José Carlos Reis, manifestou-se hoje convicto da existência de «mão criminosa» no incêndio que, na quinta-feira, assolou o concelho, consumindo uma vasta área florestal.

O concelho de Penela foi, na quarta e quinta-feira afectado por dois violentos incêndios, com a situação a ficar dominada pelos bombeiros na madrugada de hoje.

«Não tenho qualquer dúvida [da existência de mão criminosa]. Houve uma primeira tentativa às 23 horas de quarta-feira, mas os meios [de combate] chegaram rápido e apagaram o fogo. No mesmo local, ao lado do que já tinha ardido e de novo à beira da estrada, apareceu um novo foco de incêndio, cerca do meio-dia de quinta-feira», disse José Carlos Reis à agência Lusa.

Este responsável adiantou que «a GNR e a Polícia Judiciária já estiveram no local» e frisou que o incêndio em Tola (que deflagrou na quinta-feira) surgiu «a uma distância muito grande do que estava a arder em São João do Deserto e, na altura, o vento não estava em direcção àquela zona».

Os dois incêndios registados na quarta e quinta-feira no concelho de Penela chegaram a obrigaram ao corte do IC3 durante algumas horas e à retirada de 58 idosos de um lar.

Estima-se que os dois incêndios tenham consumido perto de 1.600 hectares de mato e pinhal, disse à agência Lusa Raul Vasconcelos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Penela.

Também Raul Vasconcelos disse que «os incêndios não nascem sem ignição» e frisou que, mesmo no primeiro fogo, o de São João do Deserto, as chamas eclodiram à hora em que «os trabalhadores que manobravam umas máquinas na zona tinham saído para almoçar».

Segundo os dois responsáveis, as chamas consumiram «alguns palheiros e pequenos anexos», mas não chegaram a atingir habitações ou animais domésticos.

Apesar de extinto, na zona de Tola mantêm-se cerca de 240 elementos, em operações de rescaldo e controlo de reacendimentos, disse à agência Lusa o segundo comandante distrital de operações de socorro de Coimbra, Paulo Palrilha.

No incêndio de São João do Deserto estiveram envolvidas mais de 400 combatentes e no de Tola chegou a mobilizar perto de 330 elementos. Nas duas situações, os bombeiros tiveram apoio de três meios aéreos.
No combate ao segundo incêndio operaram também dois pelotões do Exército - do Regimento de Artilharia 4 e de Infantaria 15.
 
Fonte: Lusa/SOL

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por Diário de um Bombeiro às 10:03



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