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diariobombeiro



Domingo, 15.05.11

Fase Bravo de Combate a Incêndios Começa com Críticas

phpThumb.phpTem início este domingo a denominada Fase Bravo da resposta a incêndios florestais, que se vai prolongar até ao dia 30 de junho. Para além de uma redução dos contingentes de operacionais de todas as forças envolvidas, há também menos veículos e meios aéreos. Os cortes financeiros impostos pelo Governo são criticados pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais: “É sem dúvida uma preocupação”.
“Esta redução de meios que se verificou não poderá acontecer em termos futuros, porque a Proteção Civil, seja no que diz respeito aos meios para os incêndios florestais, quer a outro tipo de meios para intervir, tem que ter uma resposta forte do Governo e também das autarquias”, afirmou hoje à RTP o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.
Para Fernando Curto, ouvido ao telefone no Bom Dia Portugal, “cortar em termos cegos não é sustentável”. E a redução de meios prevista para este ano “é sem dúvida uma preocupação para os bombeiros”.
“A organização de toda a situação da Proteção Civil não é de hoje. Tem vindo a melhorar substancialmente nestes últimos anos e, de facto, é importante mantê-la e fortalecê-la naquilo que tem a ver com a resposta não só em termos económicos, que gera este setor, como também em termos sociais. Para não falar, inclusivamente, daquilo que é a morte de bombeiros todos os anos”, assinalou o responsável, que sai em defesa de um maior investimento na prevenção.
Menos efetivos e menos meios
Em 2010, a segunda fase da vigilância e combate a incêndios florestais envolveu 6651 operacionais, 1528 veículos e 34 meios aéreos, segundo números da Autoridade Nacional de Proteção Civil citados pela agência Lusa.
Este ano integram a Fase Bravo 2411 bombeiros, 242 elementos da Força Especial de Bombeiros, os chamados Canarinhos, 654 efetivos do Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro da GNR, 939 elementos do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da mesma força de segurança, 219 operacionais da PSP, 1560 elementos da Autoridade Florestal Nacional, 158 do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade e outros 45 da associação de produtores florestais AFOCELCA. Estão igualmente envolvidos 1.476 veículos e 24 meios aéreos.
Também o Exército já confirmou que vai cortar para metade o contingente de efetivos envolvidos no combate a incêndios. Por causa dos cortes orçamentais determinados pelo Executivo. Em declarações à Lusa, o tenente-coronel Hélder Perdigão explicou que aquele ramo das Forças Armadas “conta com menos recursos”, pelo que “as missões não podem ser as mesmas que tinha no seu dia-a-dia”.
por Carlos Santos Neves
fonte: RTP

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por Diário de um Bombeiro às 19:11


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