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diariobombeiro



Sexta-feira, 03.06.11

Algarve Tem Menos um Helicóptero de Combate a Incêndios em 2011

Helicóptero estacionado no Cachopo
A crise obrigou à racionalização de custos, que se reflete na afetação de meios aéreos a nível nacional. Em contrapartida, haverá o dobro das equipas de sapadores florestais. O Algarve vai contar com menos um helicóptero e com mais equipas de sapadores florestais na fase Charlie, em que há mais possibilidade de ocorrência de incêndios.

Apesar da crise obrigar a uma racionalização de meios, o dispositivo para o Algarve irá ser semelhante ao de 2010, mas haverá um maior enfoque na rapidez e eficácia da primeira intervenção, de modo a evitar ao máximo recorrer a meios pesados.

Os cortes sentem-se sobretudo no número de meios aéreos. Com a reorganização promovida este ano pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, os helicópteros de intervenção rápida passam a poder acorrer sem autorização prévia a fogos que lavrem a uma distância até 40 quilómetros, quando em anos anteriores o máximo se fixava nos 35.

No Algarve, isto determinou que dois meios aéreos em permanência são suficientes, em vez dos três de anos anteriores.

Mas, como o «barlavento» avançou em primeira mão, estes meios chegarão mais cedo e vão ser desmobilizados mais tarde do que é habitual.

Um dos helicópteros de ataque inicial previsto no plano já está em Monchique desde domingo.

O segundo chega a 15 de junho, quando a fase Charlie só começa em julho, e ficará estacionado no Cachopo, em Tavira.

Um destes helicópteros fica na região até 15 de outubro, mais duas semanas do que é habitual.

O «Plano de Operações Distrital - Incêndios Florestais» para o Algarve foi apresentado na passada semana em Faro.

No final, Abel Gomes, novo comandante distrital de Operações de Socorro, mostrou-se confiante que o dispositivo «dá perfeita cobertura», embora tenha desabafado aos jornalistas que «os meios nunca são aqueles que gostaríamos».

Abel Gomes recordou que, em 2010, apenas arderam no Algarve 200 hectares de floresta, um valor muito baixo, mas que isso não poderá «servir para relaxar», já que os riscos de incêndio florestal na região são mais elevados este ano, devido «à grande quantidade de biomassa e às condições climatéricas previstas».

Assim, coordenar bem e agir depressa serão a base do combate a incêndios em 2011. O aumento das equipas de sapadores florestais para o dobro (passam de cinco em 2010 para 10 em 2011), são também um sinal claro da aposta que foi feita a nível nacional, com reflexos no Algarve.

Em cada um dos distritos haverá também grupos de combate a incêndios florestais que terão capacidade de deslocação rápida para distritos próximos, em caso de necessidade. Também há dois batalhões especiais criados pelos Sapadores de Lisboa e Porto, que podem dar uma ajuda em qualquer ponto do país.

A interajuda e coordenação nacional também se estende ao combate por contrafogo. Foram formadas «seis equipas de análise de fogo em todo o país», compostas por especialistas, que serão destacadas para os locais onde forem mais necessárias.
 
por Hugo Rodrigues
fonte: Barlavento

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por Diário de um Bombeiro às 08:32



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