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diariobombeiro



Sábado, 19.03.11

Cantanhede: Mulher de 40 anos Deu à Luz no Quartel dos Bombeiros

Um técnico de farmácia (João Oliveira, 33 anos), um reformado (Mário Barradas, 52 anos) e uma telefonista (Paula Jesus, 43 anos), os três bombeiros voluntários na corporação de Cantanhede, têm, desde a passada segunda-feira, uma história em comum que não vão esquecer tão depressa. Foram eles os parteiros de um robusto menino, que nasceu numa ambulância da corporação, em pleno quartel.
 
A história, feliz, conta-se rápido. Uma senhora de 40 anos, residente em Carapelhos, no concelho de Mira, em final de gravidez, telefona ao marido, que estava a trabalhar em Aveiro, a dizer-lhe que estava com contracções e a entrar em trabalho de parto. Ao chegar a casa, o pai da criança mete-se no carro com a mulher e põe-se a caminho de Coimbra, com destino à maternidade Daniel de Matos. Quando estavam a chegar a Cantanhede, a senhora sentiu que o bebé ia nascer a qualquer momento. O saco das águas já tinha rebentado, e o marido, aflito, só teve um pensamento: pedir ajuda aos bombeiros.
 
«Chegou aqui por volta das 14h35, muito assustado, a dizer que a mulher ia ter um filho», conta ao Diário de Coimbra João Oliveira, o improvisado “parteiro” que coordenou toda a operação do parto. Numa primeira análise, este bombeiro voluntário, ainda disse ao casal para se dirigirem à consulta aberta do Centro de Saúde de Cantanhede, mas as contracções e dores da senhora aliadas ao rebentamento do saco das águas indicavam que não havia tempo a perder.
 
«Foi uma questão de minutos. Levámos a senhora para a ambulância, preparámos o parto, o bebé não tinha o cordão umbilical no pescoço, e em menos de dois minutos o menino estava cá fora, sem qualquer problemas», contou, orgulhoso, João Oliveira, não esquecendo a preciosa ajuda dos seus companheiros Mário Barradas e Paula Jesus, os únicos bombeiros presentes no quartel àquela hora e que se revelaram autênticos heróis, pelo menos para a mãe e pai da criança.
 
Antes de iniciar o parto, os bombeiros “parteiros” chegaram a pedir ajuda ao INEM, que accionou a ambulância SIV – Suporte Imediato de Vida, mas quando esta chegou ao quartel dos bombeiros, o bebé já tinha nascido, já tinha sido aspirado e ventilado por João Oliveira (este bombeiro, tal como os seus companheiros nesta nobre missão, Mário Barradas e Paula Jesus, têm formação TAS – Tripulante de Ambulâncias de Socorro), pelo que a tarefa se revelou «um êxito». Depois, foi só transportar a parturiente e o seu rebento à maternidade Daniel de Matos, em Coimbra, que confirmou o êxito do parto e cuidou, até ontem, da mãe e do bebé.
 
O pai da criança assistiu a toda a operação do parto coordenada por João Oliveira e, no fim, até deixou que Mário Barradas tirasse uma fotografia ao rebento, que vai, direitinha, para o álbum de recordações deste bombeiro e para o arquivo da corporação.
O Diário de Coimbra também quis falar com este casal, mas de acordo com os “parteiros”, ambos pediram para não serem identificados. O DC sabe, no entanto, que este casal tem mais um filho (outro menino), com, apenas, 20 meses de idade.

in: DC

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por Diário de um Bombeiro às 00:56



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