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diariobombeiro



Quarta-feira, 19.10.11

Bombeiros de Marco de Canaveses dizem-se falidos

O presidente dos Bombeiros Voluntários do Marco de Canaveses (BVMC) disse esta quarta-feira à Lusa que a corporação está falida e que pediu à Polícia Judiciária para investigar as contas da corporação.

Segundo o dirigente, foi encaminhado para investigação policial o relatório de uma auditoria recente às contas daquela corporação, herdadas da anterior direcção.         

Fernando Nazário admite que haverá indícios de alegadas irregularidades, nomeadamente documentos contabilísticos em falta.         
O dirigente, que preside à direcção desta associação humanitária desde Abril deste ano, garantiu à Lusa que os BVMC encontram-se numa situação de falência, com um passivo de cerca de 200 mil euros, com dívidas à banca, a fornecedores e à segurança social.         

Segundo o dirigente, a situação é de tal forma aflitiva que esta corporação de bombeiros não consegue sequer pagar a 50 fornecedores, aos quais deve cerca de 130 mil euros.         

"Os bombeiros do Marco estão falidos porque têm uma despesa superior à receita", afirmou, admitindo que poderão ter de parar se, por exemplo, não tiverem dinheiro para abastecer as viaturas.
Como exemplo das dificuldades, referiu que a auto-escada da corporação, fundamental para o socorro aos edifícios mais altos da cidade, está inutilizada há vários meses porque os bombeiros não têm 4 mil euros para a mandar reparar.        

Este corpo de bombeiros, o único no concelho, foi fundado em 1924, contando actualmente no seu corpo activo com 141 elementos.         
Fernando Nazário diz que mensalmente a associação tem 55.000 euros de encargos com pessoal e combustível, um valor muito superior às receitas.        

Além disso, os 4 mil euros que os BVMC deveriam receber mensalmente da câmara local são retidos por um banco, ao qual a corporação deve cerca de 50 mil euros. De permeio, disse o dirigente, há ainda uma dívida de 75 mil euros a outro banco.          

As dívidas aos bancos só serão amortizadas em 2012, acrescentou Fernando Nazário.         
Acresce ainda um encargo mensal de 2.100 euros por dívidas à Segurança Social.         
O presidente dos BVMC garantiu que a situação foi herdada da anterior direcção, revelando que, desde a tomada de posse dos novos dirigentes, já foi possível amortizar parte da dívida, sobretudo à banca.         
Questionado sobre o que está a ser feito para ultrapassar a situação, revelou que se tem tentado aumentar as receitas de transportes de doentes e diminuir as despesas correntes.         

Quanto a um eventual apoio extraordinário da autarquia, admitiu ser pouco provável, atendendo às dificuldades que a Câmara do Marco de Canaveses também atravessa.         

Também os peditórios junto da população não têm dado o resultado desejado, porque, admite o presidente dos BVMC, as pessoas não podem dar mais, porque também estão com dificuldades.         

Entretanto, num terreno privado, na cidade, os bombeiros improvisaram um parque automóvel onde as pessoas estacionam as suas viaturas e, se quiserem, podem dar algum dinheiro. 

Fonte: Correio da Manhã

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por Diário de um Bombeiro às 17:58



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