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diariobombeiro



Quinta-feira, 27.10.11

Explosivos de Óbidos podiam ter destruído todas as casas

Os explosivos prontos a detonar, encontrados numa vivenda em Óbidos, poderiam ter destruído todas as casas nas imediações e provocado uma onda de choque de mais de meio quilómetro, segundo o responsável pela destruição dos engenhos.

«Só em quatro bidons estavam mais de 300 quilos de explosivos que, se explodissem, destruiriam a vivenda, todas as casas nas imediações e provocariam uma onda de choque que atingiria entre 500 a 600 metros em redor», disse hoje ao tribunal Hélder Barros, comandante do Centro de Inactivação de Explosivo da GNR.

Hélder Barros, responsável pela destruição dos explosivos encontrados pontos a detonar, numa vivenda do concelho de Óbidos, foi ouvido pelo colectivo de juízes que está a julgar Andoni Zengotitabengoa Fernandez, alegado membro da ETA identificado como um dos habitantes da moradia que foi considerada «uma fábrica de bombas» da organização independentista basca.

Autor de um relatório técnico que explica os materiais encontrados e o trabalho de inactivação e destruição dos explosivos encontrados na vivenda, Hélder Barros afirmou hoje que a casa «dispunha de condições» para a fabricação dos engenhos explosivos.

De acordo com o especialista, «as receitas [fórmulas] encontradas» na garagem e na casa correspondiam «aos materiais encontrados» e que «combinados em determinadas quantidades» resultariam em «engenhos artesanais» aptos a provocar explosões.

Hélder Barros foi a última testemunha a ser ouvida para a produção de prova que hoje foi dada por concluída pelo colectivo de juízes.

Sexta-feira estava prevista a realização de mais uma sessão do julgamento, em que o Ministério Público e a defesa deveriam fazer as alegações finais do julgamento em que Andoni Zengotitabengoa Fernandez é acusado de dois crimes de furto qualificado, nove crimes de falsificação e um crime de detenção de arma proibida, todos com vista à prática de terrorismo, e ainda um crime de resistência e coacção sobre funcionário.

A sessão acabou por ser adiada devido à greve dos serviços prisionais, anunciada para sexta-feira, e que o juiz considerou poder provocar «o risco de o arguido não ser apresentado neste tribunal pelos guardas prisionais».

O alegado militante da ETA - uma organização considerada terrorista pelas autoridades espanholas e que defende a independência do País Basco - encontra-se detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de Monsanto, em Lisboa, considerado de alta segurança e é escoltado, nas deslocações ao tribunal, pelo GIPS - Grupo de Intervenção e Segurança Prisional.

A sessão ficou marcada para 15 de Novembro, às 10:30.

Fonte: TVI24.PT

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por Diário de um Bombeiro às 23:53



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