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diariobombeiro



Quinta-feira, 11.08.11

Durante o Dia de Ontem: Distrito de Aveiro Devastado Pelas Chamas

Todas as corporações de bombeiros do distrito estiveram ontem, durante todo o dia, a combater as dezenas de focos de incêndio que surgiram
 
As chamas pareciam nunca mais acabar. A certa altura, de cinco em cinco minutos, surgia um novo foco de incêndio. E a população, em pânico, tentava ajudar os bombeiros com os meios que conseguia. Foi este o cenário que se viveu ontem, desde a madrugada, em vários pontos do distrito de Aveiro. Os incêndios começaram pelas 4 horas, em Águeda, atingiram Albergaria-a-Velha, Aveiro e Oliveira do Bairro. Ao fecho da edição, centenas de bombeiros continuavam a lutar contra as chamas.
 
Logo de madrugada, a população acordou em sobressalto com as chamas que lavravam, pelas 4 horas, em Serém de Cima, Águeda. Um incêndio florestal de grandes dimensões onde estiveram mais de 80 bombeiros a combater o fogo. A partir daí, foram inúmeras as ocorrências que aconteceram ao longo do dia entre Águeda e Albergaria-a-Velha.
 
“Estou desde as oito da manhã acordada a controlar os incêndios com medo que atinjam as casas dos meus familiares. Tem sido uma manhã horrível”, contou ao Diário de Aveiro uma popular, na localidade da Póvoa, em Albergaria-a-Velha. “Há pouco as chamas estavam a 50 metros das casas e tinham uma altura de cinco metros”, acrescentava, cansada, a mesma mulher.
 
“Olha, outro foco de incêndio”, diziam outros populares. Durante alguns minutos, vários pontos de floresta começaram a arder nas proximidades. Os bombeiros começaram a não ter mãos a medir. Os responsáveis pela Protecção Civil da Câmara Municipal de Águeda e de Albergaria-a-Velha, Jorge Almeida e João Agostinho Pereira, vice-presidente e presidente das respectivas autarquias, estiveram no local para acompanhar de perto a situação. 
 
“O que peço às autoridades é que façam alguma coisa. Isto é cíclico, quando as árvores crescem temos incêndios destas dimensões”, alertou João Agostinho, presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha. “Não acreditamos em geração espontânea”, acrescentou Jorge Almeida, de autarquia de Águeda, dando a entender que há fortes suspeitas de que os incêndios tenham tido origem em mão criminosa.

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por Diário de um Bombeiro às 10:49


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