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diariobombeiro



Terça-feira, 24.07.12

Bombeiros Voluntários em negociações com autarquia para evitar fecho da secção de Semide

Os Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo (BVMC) admitem encerrar a secção de Semide, nos arredores da vila, devido a "problemas financeiros", mas estão a negociar uma solução com a autarquia, disseram fontes da corporação à agência Lusa.


Uma fonte da direção da Associação Humanitária dos BVMC, pedindo para não ser identificada, confirmou que, no domingo, chegou a ser divulgado um comunicado a anunciar que os serviços de Semide, a segunda freguesia mais importante do concelho, seriam encerrados "assim que possível", devido à redução do subsídio municipal.

A nota foi enviada "apenas a alguns órgãos" da imprensa regional, "mas foi suspensa" depois de a presidente da Câmara Municipal, a social-democrata Fátima Ramos, ter marcado uma reunião para hoje, com vista a encontrar uma solução para os problemas.

Fátima Ramos confirmou à Lusa que a reunião realizou-se esta tarde, indicando que, "a pedido da direção dos Bombeiros", não revelaria os resultados.

A autarca alegou ter acordado com a corporação "não fazer qualquer comentário" sobre a reunião.

Também o presidente da direção dos BVMC, Sérgio Seco, escusou-se a revelar os resultados da negociação, alegando que, no seu caso, acumula as funções dirigentes da instituição com o cargo de vereador da maioria PSD na Câmara.

Na sexta-feira, o PS local contestou a redução do subsídio mensal que a Câmara atribui aos Bombeiros, considerando que a medida "prejudica gravemente" a corporação.

Nesse dia, a direção dos Bombeiros efetuou uma reunião extraordinária em que deliberou no sentido de fechar a secção de Semide.

Na última reunião do executivo, na quinta-feira, o PS votou contra a proposta de Fátima Ramos, "que prevê um corte inaceitável no subsídio pago" à Associação Humanitária dos BVMC.

Com Fátima Ramos de férias, coube ao vice-presidente da Câmara, Reinaldo Couceiro, presidir àquela sessão e reagir depois ao comunicado em que o PS critica a redução do subsídio.

Couceiro disse então à Lusa que "era necessário aprovar agora o subsídio para despesas correntes" da corporação, explicando que o corte resultou das atuais restrições financeiras das instituições do Estado.

Por proposta de Fátima Ramos, a Câmara fixou em 4.000 euros o subsídio mensal aos Bombeiros Voluntários, para julho e agosto, o que se traduziu num corte de pelo menos 750 euros.

Reinaldo Couceiro disse no dia seguinte que esta deliberação "poderá ser reavaliada ao fim de dois meses".

Retomando o seu lugar na presidência, Fátima Ramos reuniu-se com a direção dos Bombeiros, que tinha mandado "suspender o comunicado" de domingo na expetativa de ser encontrada, hoje, uma solução para os problemas financeiros criados pela redução da subvenção municipal.

O presidente da assembleia dos BVMC, Gustavo Cardoso, contactou esta tarde a Lusa, confirmando que foi efetuada a reunião com Fátima Ramos, após ele próprio ter suspendido o comunicado.

No entanto, ao abrigo do "acordo entre as partes", Fátima Ramos e os dirigentes da corporação não iriam revelar as conclusões da reunião, informou o mesmo dirigente.

Fonte: RTP

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por Diário de um Bombeiro às 18:49



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