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diariobombeiro



Sábado, 18.08.12

Açorianos aguardam tranquilos a chegada do furacão Gordon

Os açorianos aguardam "com tranquilidade" e sem alterar rotinas a passagem do furacão Gordon pelo arquipélago nas próximas horas, aproveitando o bom tempo que ainda prevalece para mais um mergulho na praia.

"Temos de aproveitar este bom tempo. Quando chegar o Gordon logo se vê", afirmou Pedro Costa à Lusa, após uma tarde "bem passada" na praia das Milícias, em Ponta Delgada, que estava repleta de banhistas.

Sentada à sombra de um guarda-sol no areal, Rita Pereira confessou que não pretende alterar as suas rotinas por causa de um furacão que "ainda não se sabe bem o que vai provocar", alegando que "os açorianos estão tranquilos, porque estão habituados a intempéries".

Para quem vive paredes meias com o mar a memória de outros temporais continua bem viva, mas "não há para já medo, apenas os cuidados habituais que é costume ter nestes alturas", disse à Lusa Cristina Ponte, que mora na freguesia de S. Roque.

"A construção desta avenida veio proteger a orla marítima, porque isto aqui era uma desgraça no inverno. Espero que não aconteçam desgraças com mais esta tempestade. Seja o que Deus quiser", afirmou a idosa, sentada à porta de casa e adiantando que não vai proteger de forma especial a sua habitação.

A tempestade tropical Gordon vai chegar aos Açores na madrugada de segunda-feira e atingir, não só as ilhas de São Miguel e Santa Maria como inicialmente se previa, mas também Terceira e Pico com chuva e ventos fortes.

O Instituto de Meteorologia revelou hoje que a tempestade vai atingir as ilhas dos grupos central e oriental na madrugada de segunda-feira e será sentida "especialmente nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira e Pico".

Nestas quatro ilhas do arquipélago dos Açores, os meteorologistas esperam ventos médios de 80 quilómetros por hora com rajadas até 130 quilómetros por hora e ainda precipitação intensa e ondas entre oito a 10 metros.

O meteorologista Pedro Mata adiantou à Lusa que o furacão que está a caminho da região tem o mesmo nome que a tempestade tropical que assolou os Açores em 2006 porque há uma lista com nomes para ciclones que é repetida de seis em seis anos.

"Quem põe o nome aos ciclones aqui no Atlântico é um centro em Miami, nos Estados Unidos", disse Pedro Mata, acrescentando que "quando há estragos fortes e mortes, como foi o caso do Katrina, os nomes são retirados da lista".

Fonte: DNotícias

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por Diário de um Bombeiro às 21:55



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