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diariobombeiro



Terça-feira, 18.09.12

Barco-ambulância parado há dois anos por problemas burocráticos

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, lamentou hoje que o barco-ambulância que deveria servir as ilhas barreiras da Ria Formosa esteja em terra há quase dois anos, paragem que atribui a problemas burocráticos. 

A embarcação ‘Ria Solidária’, que custou 120 mil euros e pode funcionar como uma ambulância, mas também para primeira intervenção no combate a incêndios, foi adquirida pelo Governo Civil de Faro em 2008. 

O barco foi entregue à Associação Humanitária dos Bombeiros de Faro, mas desde o início de 2011 está parado, primeiro devido a uma avaria e, depois, na sequência da extinção dos governos civis. 

Em abril deste ano, a embarcação foi formalmente transferida para a tutela da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). 

Em declarações à Lusa, Macário Correia mostrou-se preocupado com o facto de o socorro e o transporte urgente da população daquelas ilhas não estarem a ser feitos “nas melhores condições”, por razões burocráticas que considera “lamentáveis”. 

“Depois de tantas diligências, estamos há quase dois anos sem dispor de um barco que custou muito dinheiro, específico para este tipo de transporte”, referiu, atribuindo o facto de o barco estar parado à inércia das autoridades que o tutelam. 

Segundo Macário Correia, é importante que haja um “entendimento efetivo” entre o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para que a situação seja desbloqueada. 

Contudo, de acordo com fonte da ANPC, que abrange o CDOS/Faro, a entrada em funcionamento da embarcação depende também do envolvimento da Autoridade Marítima, do INEM e das autarquias, através das autoridades municipais de proteção civil. 

A mesma fonte, que negou a existência de entraves burocráticos, referiu à Lusa que a ANPC está a “envidar todos os esforços” para que aquele meio operacional “retome a prossecução das atribuições que estiveram na génese da sua aquisição com a maior brevidade”. 

A fonte sublinhou ainda que não pode ser a ANPC a assumir sozinha a missão para a qual se destina o barco, “limitando a sua ação à necessária coordenação institucional”. 

A ‘Ria Solidária’ foi adquirida para facilitar o acesso às ilhas barreira entre Faro e Tavira, prioritariamente no âmbito de missões de emergência pré-hospitalar e de transporte de pessoas com mobilidade reduzida. 

De acordo com o presidente da Câmara de Faro, a embarcação pode ser operada por tripulação própria, da Marinha, sem encargos adicionais para o Estado.

Fonte: Diárionline

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por Diário de um Bombeiro às 21:53


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