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diariobombeiro



Terça-feira, 26.03.13

Comportamento dos Incêndios Florestais - Parte I

Os Incêndios Florestais têm vários factores que alteram o seu Comportamento!... Por isso dizemos que, cada o próximo Incêndio não será igual a este. Não existem Incêndios Florestais iguais, cada um, é único!

Os Incêndios Florestais transmitem-se de três formas:

CONDUÇÃOé a transferência de calor por contato direto com a fonte de calor. Por ser a madeira um mal condutor de calor, a transferência por condução tem pouca importância relativa em incêndios florestais. O aquecimento de massas de ar através da condução é o que tem mais importância no controle dos incêndios.





CONVECÇÃOé o movimento circular ascendente, devido ao aquecimento das massas de ar, localizadas acima do foco do incêndio. O fogo florestal cria condições de turbulência (correntes de vento), aspirando oxigênio dos lados e lançando para cima o ar aquecido. Isso pode levar fagulhas a grandes distâncias, dificultando o contrôle do incêndio.




RADIAÇÃO
é a transferência de calor através do ar, em qualquer direção, à velocidade da luz. É o principal método de transferência de calor, nos grandes incêndios florestais.



As formas elementares de transmissão de calor são a condução (menor importância nos incêndios florestais), a radiação e a convecção.
 
NÃO ESQUECENDO QUE: A propagação do incêndio faz-se ainda pelo transporte de partículas incandescentes, rolamento de materiais, deslocação de animais com pêlo a arder…
Existem também, outros fenómenos, designados por Fenómenos Físicos que afectam o Comportamento dos Incêndios Florestais.
E que são eles:
 
  • Velocidade de propagação;
Velocidade de propagação: é a velocidade de incremento de um incêndio e pode ser medida em forma linear (m/s, m/minuto, km/hora) e também pode ser medida de acordo com o incremento em superfície (metros quadrados ou hectares por unidade de tempo)…

Permite retirar informações relativamente à gravidade do incêndio do ponto de vista do combate e da área de risco.

  • Dimensão das chamas: altura, profundidade e sobretudo comprimento;
Dimensão da chama: é a altura, comprimento e profundidade que podem alcançar as chamas num incêndio. O tamanho depende da quantidade, humidade, e altura dos combustíveis e também do declive do terreno e condições do vento. A Dimensão da chama, mede-se em centímetros ou metros.

A altura da chama: é a distância, medida na vertical, desde a base até ao seu ponto mais alto.
 
A profundidade da chama: é a dimensão da base da chama tomada no sentido da sua progressão.

O comprimento da chama: está associado à intensidade do incêndio, exprime-se em metros e permite-nos avaliar a possibilidade de um incêndio de superfície se vir a transformar num incêndio de copas. É a distância entre o ponto médio da base e o ponto mais alto.

  • Intensidade de propagação;
    Intensidade do fogo é a taxa de energia ou calor liberada por unidade de tempo e por unidade de comprimento da frente de fogo. Numericamente é igual ao produto da quantidade de combustível disponível pelo seu calor de combustão e pela velocidade de propagação do fogo, como mostra a equação de Byram:
    I = H.w.r

    sendo,
    I = intensidade do fogo em kcal / m.s
    H = calor de combustão em kcal / Kg (± 4.000 kcal / Kg)
    w = peso do combustível disponível em Kg/m2
    r = velocidade de propagação do fogo em m/s
  • Direcção de propagação.
Direcção de propagação do incêndio florestal: É a orientação que segue a cabeça do incêndio, e, Expressa-se segundo os pontos cardeais.

 
Os factores que influenciam o início e desenvolvimento dos incêndios são:
• Combustíveis florestais;
• Condições meteorológicas;
• Topografia;
• e o factor tempo dinâmica do incêndio

COMPORTAMENTO DO INCÊNDIO FLORESTAL
COMBUSTÍVEL
  • Relevo
  • Condições
  • Meteorológicas
  • Dinâmica do Incêndio
Avaliação e reconhecimento do combustível

COMBUSTÍVEL
  • Compactação Tipo, dimensão e forma
  • Continuidade horizontal
  • Continuidade vertical
  • Composição
  • Humidade
  • Carga
A influência dos combustíveis

Nas zonas em que não há limpeza de matos (desmatação), as partículas incandescentes podem propagar o incêndio por saltos a dezenas de metros ou até quilómetros, formando focos secundários;

• A vegetação fornece o “combustível ao incêndio”;
• A sua inflamabilidade é função da sua dissecação que pode,
dentro de certa medida, ser apreciada em medida do grau de
higrometria do ar;
• A densidade é determinante para a propagação;
• A emissão de partículas incandescentes pode ser muito
importante (pinheiro, sobreiro, urzes, mimosas, eucalipto…)
• A continuidade vertical permite a passagem dos incêndios de
superfície a incêndios de copas;
• A velocidade de desenvolvimento do fogo faz com que muitas
vezes apenas os combustíveis finos sejam consumidos, ficando os
troncos apenas chamuscados;
• Os focos secundários desenvolvem-se também através dos
combustíveis finos e mortos. 

Toma em conta todos estes Factores e Fenómenos, e...

Combate Firmemente o Incêndio tendo
SEMPRE em conta a SEGURANÇA


Acompanha a nossa Campanha, e os Artigos por nós postados.
Para breve será publicada a Parte II, sobre o Comportamento dos Incêndios Florestais. Acompanha-nos

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por Diário de um Bombeiro às 12:44


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