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diariobombeiro



Segunda-feira, 26.11.12

Escola não pode continuar a ser “barriga de aluguer”

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) decidiu não aprovar as contas e o plano de atividades da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) para o próximo ano.
Jaime Marta Soares justifica a posição com a necessidade “urgente” de revisão do atual modelo formativo. Para o presidente da Confederação não é “aceitável” que a ENB continue a ser “barriga de aluguer” para os elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) e para os operadores dos CDOS.

A Escola Nacional de Bombeiros “é uma” barriga de aluguer” e está “desviada da sua verdadeira realidade”, referiu em declarações ao ‘BP’ o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, depois de ter anunciado o voto contra o plano de atividades e contas da Escola, posição que se traduz num empate no resultado da contagem dos votos. Jaime Marta Soares lembra que a Escola tem um orçamento de 16 milhões de euros, e desses, 14,5 milhões, ou seja, 96,5 por cento, serve para pagar estruturas que nada têm a ver com a sua missão principal.
 
“Não podemos continuar a aceitar que apenas 2,7 milhões de euros do total do orçamento se destine à formação”, sublinha.
Para o dirigente, a situação é “surrealista e inaceitável” e “desvia a verdadeira realidade do que deve ser a escola, que deve ser o quartel-general dos bombeiros”. “A Escola não tem dinâmicas, horizontes”, considera Jaime Marta Soares. O Governo já fez saber que está em estudo a reorganização da ENB.
 
Em declarações na Assembleia da República, Miguel Macedo anunciou que é preciso rever o papel da ENB e que este que deve evoluir para um sistema que “no essencial” se transforme numa “escola de formação de formadores” e que leva a formação junto dos corpos de bombeiros espalhados pelo país. Sobre as intenções do executivo, Jaime Marta Soares diz-se disponível para debater o futuro modelo, sublinhando, no entanto, que a aposta nas Unidades Locais de Formação devem traduzir-se numa profunda “restruturação” de algumas delas, dada a sua atual “inoperacionalidade”.
 
A Liga dos Bombeiros Portugueses defende o retomar da figura do “delegado distrital de formação”, que dependia das federações distritais de bombeiros,com o objetivo de “tornar cada quartel na principal estrutura” de formação dos bombeiros portugueses.
Com o chumbo, por parte da LBP, do plano de atividades e orçamento, terá agora de ser encontrada uma solução sob pena da ENB iniciar o ano dependente de duodécimos para a sua gestão. A Liga mostra-se disponível para “ajudar” a encontrar uma solução o mais rápido possível, sublinhando que não abdica no entanto da posição já assumida.
 
 
por Patricia Cerdeira
em BP

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por Diário de um Bombeiro às 02:04


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