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diariobombeiro



Sexta-feira, 27.01.12

'Até o final, esperamos encontrar sobreviventes', dizem bombeiros

O subcomandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Ronaldo Alcântara, comparou, nesta sexta-feira, a busca por sobreviventes do desabamento no Centro ao trabalho de resgate na tragédia do Haiti. Alcântara lembrou que no país caribenho, pessoas foram encontradas vivas muito tempo após o início do trabalho do Corpo de Bombeiros.

"Nós sempre trabalhamos com a hipótese de encontrar sobreviventes. Gostaríamos de terminar o trabalho hoje (sexta) para minimizar a dor das famílias. O socorrista trabalha com a possibilidade de que possam haver sobreviventes até o final dos trabalhos", explicou o coronel.

O subcomandante reafirmou que que é preciso estar muito atento às condições dos escombros para que as buscas não comprometam a segurança dos resgatistas. As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro localizaram, por volta do 12h45 desta sexta-feira, o nono corpo nos escombros dos prédios que desmoronaram. Pelo menos 14 pessoas estão desaparecidas, vítimas da tragédia da noite da última quarta.

O Instituto Médico-Legal (IML) informou que foram identificados Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos, porteiro do Edifício Liberdade, onde morava com a mulher, Margarida Vieira de Carvalho, que também faleceu na tragédia, Celso Renato Braga Cabral, de 44 anos – cujo enterro foi realizado nesta sexta, em Niterói, na Região Metropolitana, e o contador Nilson Assumpção Ferreira, 50. 

De acordo com o tenente-coronel Rodrigo Bastos, comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do Corpo de Bombeiros, o trabalho atingiu seu momento mais crítico e crucial. Após a retirada de 80% do entulho no local onde os prédios desabaram, os militares alcançaram a lateral e o fundo das edificações. Nesses locais há focos de incêndio e risco de desmoronamento de escombros que ainda estão suspensos.

"Estamos trabalhando com o máximo de segurança para o nosso pessoal. Há o risco eminente da parte suspensa dos destroços desabar. Não sabemos com certeza se a estrutura do prédio ao lado foi abalada", explicou o comandante, que participou do trabalho de resgate às vítimas do terremoto no Haiti, em 2010.

Rodrigo Bastos acredita que o trabalho na área de resgate deve ser concluída ainda durante o dia. Ele acredita que a maioria das vítimas devem ser encontradas em um mesmo espaço, já que muitas estavam em um curso de informática. Há a possibilidade de corpos estarem carbonizados, devido aos focos de incêndio que persistem.

Cerca de 22 toneladas de escombros foram retiradas da área. Toda a região em volta dos três prédios que desabaram – um de 18 andares, outro de 10 e o menor com quatro pisos – será mantida isolada, segundo as autoridades locais. Por segurança, quatro prédios que ficam próximos aos edifícios que desabaram estão fechados.

As investigações sobre as causas do acidente ainda não foram concluídas. Mas a suspeita mais provável, segundo os investigadores, é que houve colapso na estrutura do prédio mais alto, devido a falhas em uma reforma feita em um dos andares, onde funcionava uma empresa de informática.

A desconfiança é que a reforma, que ocorria há dois meses, levou à retirada de vigas de sustentação, ameaçando a estrutura do prédio. Os dois edifícios que estavam ao lado acabaram sendo atingidos pela força da primeira queda, segundo investigações preliminares.

As famílias das vítimas estão sendo mantidas em um núcleo de atendimento, na Câmara Municipal do Rio, que fica perto do local onde ocorreram os desabamentos. Os atendimentos aos parentes e amigos são feitos por funcionários da Defesa Civil e da prefeitura da capital.

Histórias profissionais em ruínas no meio do desabamento

No total de 34 pavimentos dos três prédios que desabaram na Avenida Treze de Maio, haviam salas comerciais onde funcionavam empresas de informática, imobiliárias, escritórios de advocacia, consultorias de recursos humanos, agências de publicidade, entre outras.

No térreo do prédio 44, construído em 1940 e que possuía 18 andares, além de loja e sobreloja, funcionava uma agência do Banco Itaú. Os outros dois prédios foram construídos em 1938. O imóvel número 40 tinha quatro andares, e o número 38, dez pavimentos. No prédio menor funcionava uma loja de produtos naturais.

O dentista Antônio Molinari, 60 anos, conta que tinha cinco consultórios odontológicas em um dos edifícios, 
e ainda não sabe como retomar o trabalho. Calcula prejuízo em torno de R$ 300 mil. “Além de ter perdido tudo, sou obrigado a ver pessoas garimpando equipamentos em meio aos destroços”, critica Antônio.

Segundo o presidente da Associação Comercial do Rio, Antenor Barros, as lojas da região vão demorar pelo menos uma semana para retomar a rotina de antes da tragédia.

Fonte: O Dia Online

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por Diário de um Bombeiro às 22:14


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