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diariobombeiro



Segunda-feira, 04.02.13

Moradores com casas destruídas no incêndio do Algarve querem ver para crer na recuperação

Os moradores de São Brás de Alportel que ficaram sem casa no grande incêndio do verão passado e que hoje viram assinados os contratos de consignação para a recuperação das habitações disseram que vão esperar para ver os resultados. 

A cerimónia de assinatura de contratos entre o Centro de Cultura e Desporto (CCD) dos trabalhadores da Junta de Freguesia e da Câmara de São Brás de Alportel vai permitir que construtores do concelho recuperem sete das 18 habitações ardidas total ou parcialmente durante o fogo de julho. 

No entanto, para as pessoas que estão há cerca de meio ano para regressarem a casa sem condicionalismos, a espera tem sido longa e difícil, disseram à Lusa alguns dos proprietários, maioritariamente idosos residentes na serra do Caldeirão que têm vivido em divisões não destruídas pelo fogo ou em casas de familiares. 

Um deles é João Florêncio, cuja casa, situada no sítio do Desbarato, ardeu quase totalmente. 

“Tivemos que deixar tudo para trás por causa do fogo e quando regressámos estava praticamente tudo destruído. Temos vivido estes meses como temos podido e vamos ver se é agora que as casas são arranjadas”, disse o artesão, que faz cestas e cadeiras de vime. 

João Florêncio contou que perdeu quase todos os seus bens no incêndio e, desde essa altura, é difícil encarar a vida com esperança. 

“Não tenho muita esperança. As dificuldades são muitas e espero que agora as obras avancem de vez para poder ter mais alguma esperança”, afirmou. As obras de recuperação da sua habitação estão avaliadas em perto de 45 mil euros, um dos valores mais elevados das sete empreitadas hoje apresentadas. 

Outra das pessoas afetadas foi Maria dos Anjos, com residência no Barranco da Figueira, que disse ter tido sempre “muitas dúvidas” ao longo de todo o processo para recuperação da sua casa. 

“Foi muito difícil, sempre com dúvidas, nunca sabemos como é”, afirmou, com as lágrimas nos olhos, dizendo que tem passado “sempre mal” sem poder usufruir da sua habitação. 

Maria dos Anjos frisou que tem vivido estes meses com “o coração apertado” e que agora espera para ver se a habitação vai ser mesmo reconstruída. 

“Não sei, vamos lá a ver, parece que sim, mas quero ver primeiro”, respondeu.


Fonte: diariOnline RS com Lusa


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por Diário de um Bombeiro às 21:28


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