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Sexta-feira, 16.03.12

Valpaços – Bombeiros voluntários dizem que população está em risco

Paz parece ser um ingrediente que não há entre os “soldados da paz” valpacenses e a comissão administrativa que, actualmente, gere a instituição. Os bombeiros voluntários afirmam até que “a população tem em risco o socorro” que seja prestado pelos mesmos. A Comissão Administrativa discorda.

“A população de Valpaços tem em risco qualquer tipo de socorro que seja prestado pelos bombeiros voluntários”. É esta a tese que motiva uma carta à qual A Voz de Chaves teve acesso, cujas razões que a motivaram também já foram dadas a conhecer à Câmara Municipal de Valpaços, na pessoa do autarca Francisco Tavares, assinada por mais de trinta bombeiros voluntários. Razões essas que também já terão sido demonstradas em reuniões com a comissão administrativa, alegadamente por esta se “intrometer nas decisões de comando, ou seja nas funções operacionais, que não se devem confundir com funções directivas”. Alguns bombeiros voluntários vão mais longe e afirmaram que não efectuariam “qualquer tipo de socorro enquanto aquela comissão ocupar cargos de órgãos sociais”.

Os mentores da referida carta, com a qual querem dar a conhecer à população valpacense o estado crítico das relações internas da instituição, esclarecem com alguns exemplos. “Todos puderam ver uma formatura com cinco bombeiros na inauguração de uma viatura (no passado mês de Fevereiro), mas mais grave ainda é que tem havido vários incêndios nos últimos meses e nenhum voluntário comparece para fazer serviço. Quase todos os dias os bombeiros são chamados a intervir, toca a sirene três ou quatro vezes por semana e não aparece um único voluntário”, esclareceram.

Além dos funcionários da corporação, pouco mais de uma dezena, que garantem serviços de transporte de doentes, na central e secretariado, entre outros, estão afectos àquela instituição cerca de quarenta bombeiros voluntários, que são chamados quando há serviços fora do habitual e não existe pessoal suficiente, sejam acidentes, incêndios, entre outras. Aqui, alguns bombeiros voluntários dizem que o socorro não está assegurado e por isso, através de carta, apelam “aos valpacenses que para bem da associação e da população, porque o socorro depende muito dos voluntários, tomem uma atitude, afim de impedirem que uma desgraça possa vir a acontecer e tomem as rédeas daquela associação, sem os elementos da actual comissão administrativa”.

António Cruz é actualmente o comandante interino dos bombeiros valpacenses. Sobre o assunto remeteu as questões para o passado: “existiram alguns problemas entre a comissão, comando e corpo activo, mas já estão ultrapassados”.

“Nunca interferi no comando”

Contactado pel’ A Voz de Chaves, Leonardo Batista, que é também o presidente da comissão administrativa que gere o Grupo Desportivo de Valpaços e presidente da Junta de Freguesia de Sanfins, referiu que as declarações feitas pelo grupo de voluntários são falsas. “É mentira. São pessoas que dizem essas coisas para destabilizar. Simplesmente havia e houve situações inadmissíveis com que não podíamos compactuar”, explicou, enumerando algumas: “não podemos admitir que um funcionário se ausente do país para ir para as vindimas e não avise a direcção, não podemos permitir que o bar que funcione nos bombeiros pague menos de renda (100 euros) do que a luz que gasta, que é suportada pela instituição e mandei colocar lá um contador, não podemos permitir que haja gente a fazer horas sem passar recibo, entre outras coisas”.

Por, alegadamente, pôr travão ao tipo de situações mencionadas, Leonardo Batista assumiu que conseguiu um equilíbrio nas contas da instituição valpacense. “O valor das nossas dívidas é mais ou menos igual ao valor daquilo que nos devem. Esta instituição pode e deve ser gerida de forma sustentável e com o apoio que temos tido da parte da câmara conseguimos fazê-lo”.

Sobre a alegada interferência nas decisões do comando, o dirigente afiança que não é verdade. “Nunca interferi no comando. Tenho exercido a gestão do que me compete e não é verdade que interferimos. No início achámos que algumas pessoas tentavam mandar ou influenciar o comandante e não o permitimos. Tentamos é trabalhar em conjunto para que possamos levar a instituição a bom porto. O comandante é uma excelente pessoa, mas tem limitações, como todos nós, e tentamos ajudá-lo”.

Relativamente à ideia da falta de apoio e não comparência para serviços dos bombeiros voluntários, o presidente da actual comissão administrativa do Corpo de Salvação Pública de Valpaços fala de “profetas da desgraça”, “pessoas que querem destabilizar e se servem dos bombeiros para tentar defender apenas interesses pessoais”. Leonardo Batista vai mais longe e afirma que “é mentira que ainda há dias ocorreu um incêndio e nenhum voluntário apareceu. Existem é pessoas que querem boicotar aquilo que fazemos, como aconteceu no nosso aniversário”.

Novo acto eleitoral irá ser marcado em breve

Telmo Moreira é o presidente da assembleia e confirmou Á Voz de Chaves que já tem em seu poder uma lista candidata à direcção da corporação valpacense e por isso irá marcar em breve novo acto eleitoral.
Sobre os “alegados conflitos” no seio da instituição, Telmo Moreira declarou que “se se ultrapassou a crise financeira mais depressa se ultrapassa uma crise no comando”. O presidente da assembleia quis, contudo, enaltecer o trabalho da comissão administrativa liderada por Leonardo Batista: “é uma pessoa extraordinária, que pegou nos bombeiros quando não havia quem pegasse porque não havia dinheiro para nada. Equilibrou financeiramente a instituição por isso é um trabalho louvável e é justo que se realce porque é uma referência positiva”.

Telmo Moreira declarou mesmo que a actual comissão administrativa “salvou os bombeiros financeiramente” e que para tal contribuiu o apoio da autarquia. “A câmara tem ajudado e o presidente da câmara tem- se mostrado preocupado com a situação, o que é preciso valorizar e enaltecer”, culminou.
Sobre a possibilidade de encabeçar uma lista candidata à direcção dos soldados da paz, Leonardo Batista afirmou que não quer fazê-lo. “Só se for obrigado. Há quem queira que eu me candidate, mas prefiro apoiar uma lista”. O dirigente referiu ainda que tem conhecimento da lista candidata e avançou que é composta por “pessoas que têm interesses pessoais naquela casa, pessoas que por lá já passaram e pessoas que devem ter sido enganadas. Aquela casa vai recuar e voltar ao passado”.

por Cátia Mata
fonte: Diário Actual

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por Diário de um Bombeiro às 15:09


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