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diariobombeiro



Quinta-feira, 16.02.12

Número de mortos em incêndio em prisão nas Honduras sobe para 358

Oficiais das Honduras confirmaram a morte de 358 pessoas no incêndio deflagrado numa prisão sobrelotada a 90 quilómetros de Tegucigalpa (capital), naquele que é já considerado o fogo mais mortífero num estabelecimento prisional em um século.

Com 856 presos, a prisão na província de Comayagua, a norte da capital, tinha o dobro da capacidade permitida, disse o juiz do Supremo Tribunal, Richard Ordonez, que está a conduzir as investigações.

Ordonez disse à agência AP que o fogo começou numa ala com 105 presos, onde apenas quatro sobreviveram. Cerca de 115 corpos foram entretanto enviados para a morgue na capital Tegucigalpa.

A governadora do departamento de Comayagua, Paola Castro, que foi assistente social na prisão incendiada, disse aos jornalistas ter recebido uma chamada de um detido antes do início do incêndio, gritando: "Vou incendiar a prisão e vamos todos morrer".

De acordo com o director dos centros penitenciários do país, Danilo Orellana, "a maior parte morreu por asfixia" no incêndio ocorrido em diversos módulos da prisão.

"Morreram abraçados, uns lançaram-se para os duches e sanitários", contou um sobrevivente aos jornalistas. Fotos tiradas no local mostram corpos carbonizados espalhados pelos corredores dos edifícios devastados pelas chamas.

De madrugada, o estabelecimento prisional estava cercado por militares e polícias, mas familiares dos detidos, à procura de informações tentaram entrar na prisão, tendo apedrejado as forças de segurança, segundo um repórter fotográfico da AFP.

Depois da leitura por um oficial da lista dos sobreviventes, uma multidão encabeçada por umas 300 pessoas tentou forçar as grades da prisão, para entrar, mas as forças de segurança reagiram e só conseguiram restabelecer a normalidade depois de disparar vários tiros para o ar.

"Compreendemos a dor das famílias, mas há regras a respeitar de acordo com a lei. Pedimos calma a todos", disse o ministro Bonilla aos jornalistas.

O sinistro deflagrou cerca das 22:50 locais de terça-feira (04:50 de hoje em Lisboa), referiu Orellana, adiantando que estavam em estudo duas pistas: um foco de incêndio a partir de uma almofada a que um preso deitou fogo ou um curto-circuito.

Este acidente "surpreende-nos, porque se trata de uma prisão modelo, onde há programas de reabilitação, os detidos plantam feijões e milho, e têm um aviário e uma cultura de porcos", disse Paola Castro.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu à Comissão Inter-americana dos Direitos Humanos (CIDH) o envio de uma delegação às Honduras para investigar o incêndio.

Além das vítimas mortais, dezenas de feridos e queimados foram transferidos para diferentes hospitais de Comayagua, uma pequena cidade com cerca de 58.000 habitantes.

A Penitenciária Nacional de Comayagua acolhe 850 detidos.

As Honduras, país da América Central com uma taxa recorde de criminalidade, dispõe de 24 centros de detenção, com capacidade total para 8000 pessoas, mas o número de presos atinge os 13000 para 7,7 milhões de habitantes.

Fonte: JN


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por Diário de um Bombeiro às 15:37



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