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Domingo, 01.07.12

Incendio Florestal em Figueiró dos Vinhos

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Fotos: Tiradas entre Tomar e Cernache
Divulgação exclusiva para o Diário De Um Bombeiro


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por Diário de um Bombeiro às 23:17

Domingo, 01.07.12

Incêndios deslocam mais de 1500 pessoas na região espanhola de Valência

Bombeiros procuram evitar que as chamas atinjam o Parque Natural da Serra Calderona (Heino Kalis/Reuters)
Os incêndios que deflagraram no sábado na região de Valência, na costa Leste de Espanha, já destruíram mais de 45 mil hectares. As chamas obrigaram a retirar mais de 1500 pessoas para locais mais seguros.
Cerca de 2000 bombeiros, apoiados por 40 aviões e helicópteros, foram mobilizados para combater os incêndios e procuram evitar a propagação a zonas habitadas.

Valência está coberta por uma nuvem de fumo e cinza e um forte cheiro a queimado. A Cruz Vermelha disponibilizou 900 camas em quatro albergues, e os bombeiros procuram evitar que as chamas atinjam o Parque Natural da Serra Calderona, considerada o pulmão da cidade de Valência.

Os ventos fortes e a ausência de humidade têm dificultado o trabalho dos bombeiros. Para além de evitar a propagação das chamas à Serra Calderona, as equipas de combate aos incêndios deslocaram meios terrestre e aéreos para a localidade de Higueruelas, para evitar que as chamas se dirijam para as povoações de Llíria e Casinos. Por precaução, foram evacuadas as localidades de Teresa, Sacañet, Canales, Gátova, Marines Viejo, Oset, Artaj e Pardanchinos, adiantou a agência EFE.

A Cruz Vermelha tinha anunciado no sábado a disponibilização de 525 camas, para pessoas que tenham sido deslocadas e para os elementos da Unidade Militar de Emergência que foram mobilizados para combater as chamas, nos albergues de Turís, Villar del Arzobispo, Marines e Altura, mas mais tarde aumentou o número de camas disponíveis para 900. Cerca de 150 voluntários da Cruz Vermelha têm estado a prestar apoio psicológico às pessoas que tiveram de abandonar as casas.

Desde quinta-feira já foram deslocadas entre 1500 e 1700 pessoas, segundo o El País, e a circulação ficou interrompida em dezenas de estradas. Na tarde de domingo havia ainda dois grandes incêndios activos, com os ventos fortes e as temperaturas a rondar os 40 graus a dificultar o combate às chamas.

As pessoas estão “cansadas e desesperadas”, contou ao El Mundo o presidente da autarquia de Andilla, Jesus Ruiz. Apesar de não haver confirmação de vítimas, “os danos pessoais e ambientais são uma barbaridade”.

Os incêndios começaram na semana passada em Cortes de Pallás e em Andilla, duas cidades na província de Valência, e têm queimado sobretudo áreas de pinheiro e mato.

Maior desde 1991
Só o incêndio que começou na quinta-feira em Cortes de Pallás já devastou mais de 30 mil hectares, segundo os autarcas locais. A confirmar-se este número, será o maior incêndio em Espanha desde 1991. De acordo com o "El País", em Andilla, onde as chamas começaram a lavrar na sexta-feira e tinham, na madrugada de domingo, uma frente activa de 25 quilómetros, já arderam mais de 15 mil hectares.

As autoridades recusam avançar com números exactos da área ardida e dizem que só o farão quando os incêndios forem dados como extintos.

Dois suspeitos da autoria do incêndio de Cortes de Pallás, que tinham sido detidos, saíram ontem em liberdade. Segundo o "El Mundo", os suspeitos são dois funcionários de uma empresa que estava a colocar placas solares numa moradia e que terão sido negligentes.

A imprensa espanhola escreve que perto de duas dezenas de municípios já foram afectados pelos incêndios e há várias estradas cortadas. Em Andilla chegaram a cair algumas gotas de chuva, mas não o suficiente para impedir as chamas de avançar. 

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por Diário de um Bombeiro às 22:10

Domingo, 01.07.12

Incêndio em Mafra põe casas em risco

FOTO: Roberto Pujales
Um incêndio deflagrou ontem em Vila Franca do Rosário, no concelho de Mafra. O fogo começou junto a habitações e rapidamente alastrou em três frentes por uma floresta.

A operação de combate ao incêndio começou pouco depois do alerta dado pelos habitantes, às 15h30. O fogo foi dominado perto das 17h40. Estiveram envolvidos 74 bombeiros, em 23 veículos, e um helicóptero bombardeiro pesado, segundo o comandante Miguel Oliveira, dos Bombeiros da Malveira.

Apesar de estarem a ser investigadas as causas, José Isidoro, um habitante de uma casa a 10 metros do local onde deflagrou o incêndio, afirma ter ouvido um veículo no local, 20 minutos antes do início das chamas. 
 
 
fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 22:08

Domingo, 01.07.12

Benavente: Bombeiros Chocam

Uma colisão entre uma viatura de combate a incêndios dos Bombeiros de Samora Correia, Benavente, e um carro provocou ontem três feridos. Os bombeiros iam para um incêndio num restaurante de Samora e já estavam a ultrapassar o automóvel quando este virou à esquerda e se deu a colisão.

fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 22:06

Domingo, 01.07.12

POSIT NACIONAL 01/07/2012 (Em actualização)



1/718:45AgudaFigueiró dos VinhosLeiriaEm CursoInc. em Floresta
1/719:20Acionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.
1/719:28Acionados dois Aviões Bombardeiros Médios Anfíbios.
1/719:29Acionado Veículo de Comando e Comunicações (VCOC) de Leiria para o Teatro de Operações (TO).
1/719:30Comandante das Operações de Socorro (COS): Comandante do Corpo de Bombeiros de Figueiró dos Vinhos.
1/719:45Incêndio ativo com uma frente.
1/720:45Incêndio ativo com uma frente.
1/721:07Posto de Comando Operacional (PCO) instalado em Caparito (N 39º 54' 38'' W 008º 17' 29'').
1/721:45Incêndio ativo com uma frente.
1/721:49Vereador da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos no Posto de Comando Operacional (PCO).
1/722:13Incêndio ativo com duas frentes.
1/723:27Incêndio ativo com duas frentes.




1/713:18Provença NovaSinesSetúbalDominadoInc. em Floresta
1/714:19Comandante das Operações de Socorro (COS): Comandante do Corpo de Bombeiros de Sines.
1/714:30Acionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.
1/714:50Incêndio com duas frentes ativas.
1/716:00Incêndio com duas frentes ativas.
1/716:05Acionado Helicóptero Bombardeiro Pesado.
1/716:38Posto de Comando Operacional (PCO) instalado no campo de futebol de Provença (N 37º 55' 33'' W 008º 46' 59'').
1/717:062º Comandante Operacional Distrital de Setúbal em trânsito para o Teatro de Operações (TO).
1/717:09Acionado Veículo de Comando e Comunicações (VCOC) de Setúbal para o Teatro de Operações (TO).
1/717:26Incêndio com duas frentes ativas.
1/718:15Incêndio com três frentes ativas.
1/718:35Incêndio com uma frente ativa
1/719:03Comandante das Operações de Socorro (COS): 2º Comandante Operacional Distrital de Setúbal.
1/720:15Incêndio dominado.



Fonte: ANPC/CNOS 





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por Diário de um Bombeiro às 22:06

Domingo, 01.07.12

Barcelos: “Lei violenta” afecta apoios aos bombeiros

O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, disse ontem, em Barcelinhos, que já não pode dar como garantidos os apoios aos corpos de bombeiros do concelho. Quando anunciou os cortes nos apoios às colectividades, Miguel Costa Gomes deixou de fora as associações de bombeiros, mas daqui para a frente “não sei se vai ser assim” afirmou ontem.

O edil barcelense falava na sessão solene do 91.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos e atribuiu a necessidade do executivo “fazer cortes e restrições” a uma “lei dos compromissos muito violenta para a gestão autárquica”. Miguel Costa Gomes falou mesmo de uma lei “inaplicável”, mas afirmou que “está refém da lei” e terá de aplicar.
O autarca assegurou que continuará a colaborar e a compreender a missão dos bombeiros.
Quanto à corporação aniversariante, Miguel Costa Gomes acredita que depois do Verão estarão ultrapassadas as questões legais para a cedência do terreno para a construção de um novo quartel, situação que está dependente da revisão do Plano Director Municipal e da cedência dos proprietários.

De resto, o 91.º aniversário dos Bombeiros de Barcelinhos ficou marcado pelos discursos a alertar para as dificuldades que vivem os corpos de bombeiros. Vieram de vários responsáveis. No dia em que foi benzida uma nova ambulância para a emergência pré-hospitalar, dando continuidade à frota da saúde, o presidente da Direcção, José Nascimento Costa, alertou que a situação dos veículos de combate a incêndios “não sendo dramática, não se coaduna com as exigências actuais”.

A necessidade premente é um veículo de combate a incêndios urbanos, mas “sem a ajuda das entidades estatais não consegui-remos dotar os bombeiros destes meios” assumiu o dirigente.
A nota positiva foi para a comunidade que continua a acarinhar e ajudar os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos que ontem distinguiram mais de duas dezenas de beneméritos, entre empresas e singulares.
 
 
por Teresa M. Costa
fonte: Correio do Minho

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por Diário de um Bombeiro às 22:05

Domingo, 01.07.12

“O Estado e as autarquias têm que definir as suas prioridades”, segundo António Simões

O fim dos transportes de doentes não urgentes por parte dos bombeiros tem motivado muitas críticas de quem lidera as várias corporações, pela asfixia financeira que vai provocar. António Simões salienta a diferença de custos entre uma ambulância do INEM e dos bombeiros e reconhece que os contratos existentes têm de ser negociados.

Desde que ficou à frente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra, qual foi o principal desafio?

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra, é o conjunto das 24 associações e corpos de bombeiros do distrito. São 21 corpos de bombeiros com sustentabilidade no associativismo e no voluntariado e três corpos de bombeiros municipais, dois deles exclusivamente profissionais – Bombeiros Sapadores de Coimbra e os Municipais da Figueira da Foz. O trabalho da federação é, no fundo, congregar as vontades e sinergias do distrito, lutar pela defesa dos direitos das associações e dos bombeiros em geral, dignificar a sua actividade e sobretudo trabalhar para que estas associações possam ter a sua própria sustentabilidade no sentido de garantir socorro de proximidade aos cidadãos do distrito. Os bombeiros são responsáveis por mais de 90 por cento do socorro no distrito, temos apenas uma franja na cidade de Coimbra que é feita pelo INEM, no que diz respeito ao serviço pré-hospitalar, e depois tudo o resto é assegurado pelos bombeiros. Podemos dizer que tudo o que sai fora do comum na vida do cidadão passa, naturalmente, pelas associações de bombeiros. É, por isso, muito aliciante representar todas estas pessoas e trabalhar para salvaguardar os seus interesses.

Das 24 associações, 22 são constituídas por voluntários. Qual é a situação – financeira e em termos de pessoal – em que se encontram?

Todas elas, embora em número muito restrito, têm alguns profissionais que garantem essencialmente uma primeira intervenção. No entanto, importa referir que o distrito de Coimbra é, porventura, um dos distritos do país com mais capacidade de mobilização de recursos humanos em termos de voluntariado. Temos, de fato, uma grande capacidade de mobilização em qualquer época do ano, e facilmente, colocamos em incêndios florestais ou acidentes graves, e num curto espaço de tempo, um número significativo de bombeiros. Isto é naturalmente fruto do trabalho exaustivo que cada uma das associações desenvolve no dia a dia. Se bem que hoje, há dificuldades que não se colocavam num passado recente. Isto é, apesar de termos ainda uma grande adesão dos jovens aos bombeiros, hoje a profissão que cada um de nós exerce tem aspetos diversos e outras obrigações que não tinha há uns anos. Muitos dos bombeiros voluntários eram funcionários das autarquias, com vínculos laborais definitivos. Antes, as empresas empregadoras tinham uma dinâmica essencialmente local, eram da terra e dispensavam os funcionários por dedicação e amor ao seu concelho. Hoje, isso está a cair em desuso. Há uma grande mudança de paradigma, mesmo no que são as relações e contratos laborais de cada um dos cidadãos que lhes deixam cada vez menos tempo para atividades voluntárias no período normal de trabalho. Esta é efetivamente uma dificuldade e um enorme constrangimento, apesar disso, é preciso termos todos consciência de que boa parte do trabalho que é prestado sobretudo durante o período noturno e aos fins de semana é desenvolvido por elementos de uma forma completamente voluntária. Os cidadãos em geral devem saber que, por exemplo durante a noite, os bombeiros ficam nos seus quartéis, organizados em escalas de serviço, e de manhã cada um vai para o seu próprio emprego.

A sustentabilidade económica das associações pode ser posta em causa com o fim do transporte de doentes não urgentes?

Pode efetivamente ser posta em causa se não tivermos o devido cuidado. Ao longo dos últimos 10/15 anos o Ministério da Saúde foi sucessivamente solicitando aos bombeiros um conjunto de serviços de transporte de doentes para as mais diversas consultas e especialidades, a que estes tiveram de responder. Saliente-se, que na maior parte dos municípios, sobretudo do interior, não há outra instituição que o faça. Os bombeiros, apesar das dificuldades e com muitos dos nossos dirigentes a avalizarem empréstimos, viram-se obrigados a apetrechar-se, quer em recursos humanos – que também apoiam nas situações de emergência – quer em equipamentos, sobretudo ambulâncias e de um momento para o outro, o mesmo Estado, do mesmo país, que durante 15 anos se serviu das Associações de Bombeiros quando delas precisou, corta-lhe boa parte desse serviço e da receita consequente. De um momento para o outro as associações viram-se confrontadas com os equipamentos, com o pessoal e com menos receitas, sendo que as despesas são praticamente as mesmas, uma vez que as situações de socorro e de emergência não diminuíram. Estão, por isso, neste momento, perante uma quebra de receitas acentuada o que coloca aos dirigentes um significativo desafio: é preciso mudar o paradigma de financiamento das associações de bombeiros. Teremos de nos voltar para o Ministério da Administração Interna, que nos tutela, e para os municípios uma vez que são estes que sabem, em concreto, quais são as necessidades. Embora não haja nenhum modelo, ou até se quisermos qualquer obrigação legal, os bombeiros já hoje dependem muito dos municípios, no entanto, temos de encontrar soluções de financiamento justas, concretas e permanentes sob pena de muito do serviço que é prestado deixar de ser feito pelos bombeiros e passar a ser um dia feito por qualquer outra entidade com custos acrescidos. É preciso não esquecer que, de noite, quando cai uma árvore na estrada são os bombeiros que lá vão, se é preciso ir lavar uma estrada, são os bombeiros que o fazem, etc, etc. Quem é que paga isso? Os bombeiros não debitam a ninguém. É por isso que não me canso de dizer que se não tivermos cuidado a arranjar uma forma de financiamento que sustente as despesas inerentes a esta prestação de socorro, ao pagamento do gasóleo, dos consumíveis, à aquisição de veículos, muitos deles dados por mecenas e empresas que ajudam as suas associações, tantos e tão bons exemplos que temos no país e no distrito, que o digam os municípios que têm corpos de bombeiros exclusivamente municipais a quem nada lhes é dado, perde-se muita dessa solidariedade mas sobretudo perde-se uma grande capacidade de resposta ao nível da prestação de socorro que os bombeiros em Portugal têm dado. O Estado e as autarquias têm que definir as suas prioridades, no sentido de que a população de cada um dos nossos municípios continue a ter um socorro eficaz e que não se perca, principalmente, a motivação daquilo que é um dos valores mais altos da sociedade portuguesa, que é o voluntariado no socorro

A sociedade é parceira dos bombeiros?

Claro que sim. As pessoas percebem bem aquilo que são as associações de bombeiros. Aliás, as associações foram criadas no seio das comunidades e, regra geral, são instituições da sociedade civil muito acarinhadas pelas populações. Todas as pessoas se lembram de bater à porta dos bombeiros e, depois, naturalmente retribuem esse carinho. Não é por acaso que os bombeiros são, segundo todos os estudos de opinião, das instituições com maior credibilidade junto dos cidadãos. Às vezes somos mais acarinhados pelas nossas populações do que pelo próprio Estado. Por vezes temos a percepção que em Lisboa é difícil perceber o que é a interação dos bombeiros com a nossa população e a mais valia que isto representa para o nosso país. Este associativismo, com muito trabalho e dedicação dos nossos dirigentes, que se tornou ao longo de mais de 600 anos o sustentáculo do voluntariado, é um fenómeno importantíssimo no sistema de proteção civil e deve ser cada vez mais incentivado e protegido porque ele encerra, em si mesmo, valores inigualáveis no espaço universal.

Teme que a falta de verbas leve a que alguma corporação acabe?

No distrito de Coimbra não temos nenhuma situação que esteja em rutura iminente. Até porque também não temos muitas associações por cada concelho. As que existem são as necessárias e, de uma forma ou outra, têm de sobreviver. Temos, como já referi, é de encontrar fórmulas alternativas, temos porventura de renegociar alguns acordos. Por exemplo, com o INEM, de quem somos parceiros ativos e incontornáveis, os Bombeiros, apesar de tudo, têm um mau acordo. Uma ambulância do INEM a operar num corpo de bombeiros, custa um terço do que custa uma ambulância sedeada no próprio INEM. Defendo que as associações de bombeiros devem ser ressarcidas exatamente à dimensão do serviço que prestam e se assim for, tenho a certeza que não está em causa – sabendo que umas têm mais dificuldade do que outras – o seu funcionamento. Pelo contrário, se assim não for e a manter-se o actual estado de coisas – com o aumento de tudo o que são custos de funcionamento e a redução das receitas, então algo poderá vir a acontecer, sobretudo naquilo que é a prestação do serviço não urgente. Estou, no entanto, absolutamente certo de que os bombeiros não deixarão nunca de prestar o serviço de socorro que é necessário e devido aos cidadãos

E porque é que isso acontece?

São os acordos que foram sendo celebrados. Por um lado, uma boa parte do trabalho é feito com recurso a voluntários e por outro, os bombeiros, como o país em geral, viveram tempos de algum facilitismo económico e foram-nos celebrando com prejuízo próprio. Duma forma ou de outra sempre conseguimos sobreviver. Se o INEM, o Ministério da Saúde, nos desse o mesmo dinheiro que gasta com cada uma das suas ambulâncias – e essas contas não são difíceis de se fazer – se calhar os bombeiros não tinham tantas dificuldades. É por aí que as coisas têm de passar. Renegociando-se os protocolos. Não com vantagens acrescidas para os bombeiros, mas em pé de igualdade com as restantes instituições.

Pode haver uma rutura com INEM provocada pela renegociação?

Não. Os bombeiros não têm esse espírito, não fazem greves, nem ruturas. Temos que repensar numa lógica construtiva, de diálogo e de boa fé e a Liga dos Bombeiros Portugueses está em conversações com os Ministérios e a Autoridade Nacional de Proteção Civil, para encontrar a melhor forma de financiar as associações. É preciso colocar o acento tónico no lugar certo. Esta não é uma exigência dos bombeiros mas sim da sociedade. Vivemos num tempo em que as pessoas mais nos vão bater à porta. Porventura já alguém se questionou que com os centros de saúde a fecharem à noite, é a porta dos bombeiros que mais vezes sente o bater dos cidadãos em dificuldade?

O Estado tem de olhar para os bombeiros voluntários como associações que, embora não paguem muito daquilo que é a mão-de-obra, têm muitas despesas?

Estou convencido que o Ministério da Administração Interna e Autoridade Nacional de Proteção Civil têm consciência do papel importante dos bombeiros. Mas sobretudo esta parece que tem alguns problemas em assumir a importância destas instituições. Nos últimos anos, e desde que acabou o Serviço Nacional de Bombeiros e estes passaram a ser tutelados pela ANPC, até a palavra “Bombeiros” quase desapareceu do léxico utilizado.Passaram a designar-se oficialmente “combatentes” como se de alguma guerra se tratasse e só com muito empenhamento nosso não somos relegados para planos secundários. Infelizmente quem mais utiliza os nossos serviços, os nossos conhecimentos, as nossas instalações, quem se socorre do sacrifício e do voluntarismo dos nossos dirigentes e dos bombeiros, é quem menos nos considera, tornando-se num paradoxo sem qualquer sentido.A própria legislação publicada nos últimos anos não foi nada facilitadora.

O número de bombeiros do distrito de Coimbra é suficiente?

É suficiente. O distrito de Coimbra é, talvez, o que tem a maior capacidade de mobilização para qualquer ocorrência. É um distrito com uma mancha florestal muito grande, e muito heterogéneo no que ao risco diz respeito, o mar, a serra, os rios, os niveis de tráfego rodoviários e ferroviário, mas estamos preparados e conscientes do nosso papel e das nossas responsabilidades.

E para o verão, estão preparados?

Como já referi, os bombeiros portugueses estão preparados para todos as situações ditas normais, e concretamente para os incêndios florestais, não tenho dúvidas em afirmar que somos dos bombeiros do mundo mais bem preparados. Apesar do estado da nossa floresta e das casas por ela disseminadas, tantas e tantas vezes sem qualquer proteção, é muito raro em Portugal lamentarem-se casas ardidas ou vidas de cidadãos perdidas, como ouvimos e vemos em relação a tantos outros países. No entanto, quando os incêndios se generalizam, nem aqui nem em qualquer outro lado, é possível fazer face a todas as situações. No ano passado tivemos dias de 500 incêndios, ou seja, mais de um incêndio por corpo de bombeiros. Temos todos, enquanto cidadãos, de refletir sobre isto e perceber que em situações de excepção, todos temos responsabilidades e todos somos chamados a colaborar.

A grande maioria dos incêndios têm origem criminosa?

Pessoalmente ainda não partilho dessa ideia de que a maioria dos incêndios tem origem criminosa. Há muitos por descuido. O nosso povo tem muita tradição do uso do fogo na floresta e, muitos são por descuido ou negligência. Há sempre, em qualquer lado, um cidadão ou outro que o faz por dolo. A maior parte são indivíduos socialmente desenquadrados , com vivências de isolamento e de dificuldades várias. Para estes precisávamos de encontrar mecanismos de inserção. A pena de prisão por si só não serve e não resolve. Tem lógica, só porque o tempo da pena de prisão aplicada a um cidadão acabou por exemplo em Julho, libertá-lo, em pleno verão, sem qualquer acompanhamento? Também como professor não tenho dúvidas de que todos ganharíamos com um outro tratamento mais adequado. Os casos não serão assim tantos que não pudessem ser tratados num âmbito mais personalizado, com processos de acompanhamento, educação, correção e inserção.


por Rute Melo
fonte: asBeiras.pt

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por Diário de um Bombeiro às 22:04

Domingo, 01.07.12

Fogo em Sines mobiliza 137 bombeiros

Cento e trinta e sete bombeiros, auxiliados por 41 viaturas e dois helicópteros bombardeiros estão a combater o fogo deflagrado ao início da tarde de hoje em Sines, revela a Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Segundo o sítio da Autoridade Nacional de Proteção Civil na Internet, este fogo, que está a consumir floresta em Provença-a-Nova é, dos 46 já registados hoje, o que mobiliza mais meios.

De acordo com a página da Proteção Civil, o fogo que lavrava naquele local do concelho de Sines tinha uma frente ativa, às 18:35.

"s 19:30, encontravam-se ativos três incêndios em Portugal, de acordo com a mesma fonte.

Começou hoje a época considerada mais crítica no que respeita a incêndios florestais, tendo sido ativada a "Fase Charlie", durante a qual mais de nove mil bombeiros se encontram de prevenção.

O alerta para o fogo de Sines foi emitido às 13:18.

Este ano é já considerado o pior em área ardida e ocorrências da última década: entre janeiro e 15 de junho, registaram-se 10.737 fogos que consumiram 34.135 hectares, diz o relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional.

Durante a fase "Charlie", que termina a 30 de setembro, vão estar operacionais 44 meios aéreos, 2.248 equipas de diferentes forças envolvidas, 1.982 viaturas e 9.324 elementos.

Os mais de nove mil elementos destacados para combater as chamas pertencem aos corpos de bombeiros, GNR, PSP, Força Especial de Bombeiros "Canarinhos" da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e AFOCELCA (agrupamento de empresas para a proteção contra incêndios).

Fonte: DN

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por Diário de um Bombeiro às 20:09

Domingo, 01.07.12

Jovem de 14 anos morre afogado no Douro

Um jovem de 14 anos morreu hoje afogado no rio Douro junto ao Centro Náutico de Crestuma, disse à Lusa fonte dos bombeiros sapadores de Gaia.

O alerta foi dado cerca das 15h44 ao Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto (CDOS).

Pelas 17h05 foi possível resgatar o corpo do jovem que, de acordo com os bombeiros, estaria tomar banho e a saltar de uma plataforma de apoio aos barcos.

Fonte: Expresso

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por Diário de um Bombeiro às 20:01

Domingo, 01.07.12

Alertas no Grupo 01-07-2012 (em actualização)




Rui Barreto

Deflagrou um violento incêndio no concelho de Figueiro dos Vinhos na zona das Fragas de Sâo Simão Varios meios no local.Boa sorte companheiros.

Bruno Marcelino

Incêndio em Figueiró dos Vinhos
incêndio Figueiró visto a cerca de 10km de distância!!!!


Paulo Duarte 

acho que ha outro incendio na apostiça sesimbra


Rui Costa
INCENDIO FLORESTAL, casais Reimão - Santarem, VFCI4 VFCI3 VTTU dos BVSantarem, meios de BMS e Almeirim, hotel 39 no TO

VF Pernes e VLCI da FEB tb a caminho do local



Micro Fuzo


VLCI 03 Castelo de Paiva a deslocar-se para ocorrência junto ao campo da bola
VLCI03 no Local
Não se Avista nenhum foco de incêndio
CDOS informa para permanecerem no local
Dado o telemovel do alerta estar desligado, viatura regressa ao quartel operacional

Rui Costa

‎1/7 13:18 Cabo de Sines Sines Setúbal Em Curso Inc. em Floresta 
1/7 14:19 Comandante das Operações de Socorro (COS): Comandante do Corpo de Bombeiros de Sines. 
1/7 14:30 Acionado Helicóptero Bombardeiro Pesado. 
1/7 14:50 Incêndio com duas frentes ativas.


Vitor Galvao 

encendio ativo com duas frentes meios no to local proenca nova cocelho de sines distrito de setubal bombeiros 59 feb5 outrod 4 total 68 deiculos 18 outros 1 heb 1

Rui Costa

Acidente com VUCI de BVSamora Correia, não ha feridos entre os Bombeiros, colisão de VUCI com viatura ligeira, 3 feridos, um encarcerado

Saida de VFCI 03 dos BVSantarem, para incendio florestal em Gloria do Ribatejo

Fonte: Grupo Diário de um Bombeiro no Facebook

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por Diário de um Bombeiro às 19:50

Domingo, 01.07.12

Sines: Dezenas combatem incêndio

Mais de meia centena de bombeiros estão a combater desde o início da tarde um incêndio no concelho de Sines, revela a Autoridade Nacional de Protecção Civil, que já registou 22 incêndios este domingo.

Começou hoje a época mais crítica no que toca a incêndios florestais, tendo sido activada a "Fase Charlie", que coloca de prevenção mais de nove mil bombeiros.

De acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil, que foi actualizada às 15h00, estão neste momento activos três incêndios, mas apenas um é destacado: o fogo em Provença Nova, no concelho de Sines.

O alerta para o incêndio, que deflagra em floresta, foi emitido às 13h18, estando no local 59 bombeiros e outros quatro elementos que combatem duas frentes activas com a ajuda de 18 veículos e um helicóptero bombardeiro.

Este ano é já considerado o pior em área ardida e ocorrências da última década: Entre Janeiro e 15 de Junho, registaram-se 10.737 ocorrências de fogo que resultaram em 34.135 hectares de área ardida, refere o relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional. 

Durante a fase "Charlie", que termina a 30 de Setembro, vão estar operacionais 44 meios aéreos, 2.248 equipas de diferentes forças envolvidas, 1.982 viaturas e 9.324 elementos.

Os mais de nove mil elementos destacados para combater as chamas pertencem aos corpos de bombeiros, GNR, PSP, Força Especial de Bombeiros "Canarinhos" da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e AFOCELCA (agrupamento de empresas para a protecção contra incêndios).

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 19:49

Domingo, 01.07.12

Prevenção é palavra-chave no arranque da fase mais crítica dos incêndios

Associação Florestal de Portugal pede atenção ao que diz ser “uma causa esquecida”, a limpeza das florestas, para diminuir o risco de fogos.

Começa este domingo a época mais crítica de combate aos incêndios florestais. Mais de nove mil bombeiros estão empenhados na fase “Charlie” do dispositivo de combate a fogos.

É um ano atípico. Até 15 de Junho, acumularam-se registos recorde da área ardida e no número de ocorrências, sem paralelo na última década.

Américo Mendes, da Associação Florestal de Portugal, insiste na palavra-chave: a prevenção.

“Tem-se descuidado muito o que deve ser o mais importante que podemos fazer em relação aos incêndios, prevenir. E ajudar quem está a fazer esse esforço de prevenir e de reduzir o risco de incêndio, que são os proprietários florestais, que estão organizados em associações para esse efeito”, diz Américo Mendes àRenascença.

O responsável lamenta que “o associativismo florestal e o apoio ao associativismo florestal estão nas ruas da amargura. É uma causa esquecida e que tem riscos de desaparecer”. 

Américo Mendes pede mais apoios estatais para a limpeza das florestas. “As florestas não se limpam sozinhas, e portanto precisam de organizações, proprietários florestais, que façam esse trabalho. Mas esse custo não pode recair inteiramente sobre eles, precisa de ser comparticipado pelo resto da sociedade, através do Estado.” 

“O apoio é insuficiente, chega mal, tarde e não como devia chegar”, critica a Associação Florestal de Portugal. 

“Esta causa da limpeza das florestas está muito descuidada. É isso que temos de mudar se queremos diminuir o risco de incêndios”, conclui Américo Mendes.

Fonte: RR

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por Diário de um Bombeiro às 19:40

Domingo, 01.07.12

Exercício de Busca e Salvamento Marítimo GUADIANA 2012

Na sequência das relações bilaterais entre as autoridades marítimas de Portugal e Espanha, vai realizar-se, no próximo dia 03 de julho de 2012, um exercício combinado de busca e salvamento marítimo numa área a sul da foz do rio Guadiana, coordenado pelo centro de busca e salvamento marítimo de Lisboa (MRCC LISBOA) e apoiado pelo centro de busca e salvamento de Madrid (MRCC Madrid). 

O exercício consistirá na simulação da colisão entre uma embarcação Marítimo-turística portuguesa e uma embarcação de pesca espanhola, resultando do acidente um ferido politraumatizado, dois náufragos e um desaparecido. 

O exercício tem como propósito desenvolver a articulação entre os dois centros de busca e salvamento marítimo, bem como a cooperação entre entidades e meios envolvidos na área do exercício, e a interação com os agentes de proteção civil dos dois países no apoio e evacuação de sinistrados. 

O exercício conta com a participação de diversas entidades designadamente MRCC LISBOA, Comando da Zona Marítima do Sul, Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, Força Aérea Portuguesa, INEM e homólogo espanhol, Bombeiros de Vila Real de Santo António, Comando Distrital de Operações de Socorro, MRCC MADRID, MRSC Huelva, Capitania Marítima de Huelva, com utilização de diversos meios de busca de superfície e aéreos portugueses e espanhóis. 

Fonte: barlavento

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por Diário de um Bombeiro às 19:33

Domingo, 01.07.12

Incêndio no Roncão

Mais de 30 bombeiros, auxiliados por oito viaturas, combateram ao final da tarde de ontem um incêndio na Herdade do Roncão, propriedade de José Roquette, no concelho de Reguengos de Monsaraz. As chamas, que deflagraram às 17h17, consumiram uma área de pasto, mato e também alguns sobreiros.

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 18:35

Domingo, 01.07.12

Incêndio destrói oficina de carros

"Ficou tudo destruído." Desolado, António Rodrigues, dono da oficina Toniauto, em Sever do Vouga, olhava ontem de manhã para o seu negócio reduzido a cinzas. Os prejuízos rondam os 500 mil euros e as causas do fogo estão a ser investigadas. Quatro funcionários ficaram sem trabalho.

Faltavam poucos minutos para as nove horas quando, no interior da oficina, deflagrou o incêndio, que acabou por atingir também a fábrica Ferreira Aves, situada ao lado da Toniauto. A empresa, de abate de aves, ficou com um dos armazéns e alguns anexos consumidos pelas chamas. Os mais de 60 funcionários da empresa foram evacuados, não havendo registo de feridos.

Cerca de 55 bombeiros, de seis corporações, e 19 viaturas estiveram durante mais de duas horas no local, combatendo um fogo que, segundo Vítor Machado, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Cambra, provocou bastantes preocupações, em especial devido "às dificuldades nos acessos e ao perigo de propagação" das chamas. No combate, dois bombeiros acabaram por sofrer queimaduras ligeiras na face, que foram tratadas no local.

Durante o fogo foram ouvidas várias explosões, que, segundo os bombeiros, foram provocadas por botijas de gás e pneus guardados no interior da oficina.

António Rodrigues, que diz não ter qualquer intenção de reabrir o negócio, não tem explicação para o sinistro. O empresário garante que ninguém trabalhava na zona onde o fogo deflagrou e que não existia material inflamável naquela área.

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 18:34

Domingo, 01.07.12

Incêndio danifica telhado de capela

Um incêndio danificou ontem a cobertura do salão de festas da capela de Albergaria, Marinha Grande, que tinha sido colocada há dois meses e sofreu danos elevados.

As chamas deflagraram por volta das 18h30, junto à chaminé do assador onde são feitos os grelhados das festas. “Estávamos a fazer fogueira e quando fomos a ver as telhas estavam a arder”, disse ao CM Maria Marlene, que estava a ajudar os elementos da comissão fabriqueira da capela a preparar o espaço para a festa da paróquia.

“Uma das causas possíveis será a transmissão do calor da churrasqueira, onde foi colocada lenha a arder”, disse ao CM o comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, Vitor Graça, adiantando que “a intervenção foi rápida e os meios suficientes”.

A estrutura do edifício não foi afectada, mas os prejuízos serão elevados, tendo em conta que uma boa parte da cobertura ficou danificada.

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 18:30

Domingo, 01.07.12

Incêndios em Valência já queimaram mais de 45 mil hectares

As chamas não dão tréguas à população de Valência, na costa leste de Espanha. Já arderam mais de 45 mil hectares nos dois piores incêndios de que há memória naquela província. Na madrugada deste domingo, a situação ainda não estava controlada.


Os incêndios começaram na semana passada em Cortes de Pallás e em Andilla, duas cidades na província de Valência, e têm queimado sobretudo áreas de pinheiro e mato.

Só o incêndio que começou na quinta-feira em Cortes de Pallás já devastou mais de 30 mil hectares, segundo as estimativas dos autarcas locais. A confirmar-se este número, será o maior incêndio em Espanha desde 1991. De acordo com o El País, em Andilla, onde as chamas começaram a lavrar na sexta-feira e tinham, na madrugada de domingo, uma frente activa de 25 quilómetros, já arderam mais de 15 mil hectares. 

A Serra Calderona, que é considerada o pulmão da cidade de Valência, está ameaçada pelas chamas. O jornal La Vanguardia, na sua edição online, fala numa “catástrofe ecológica. 

A combater as chamas estão cerca de 1300 bombeiros e cerca de 40 meios aéreos, mas os meios têm sido insuficientes: os ventos fortes e a ausência de humidade têm dificultado o trabalho dos bombeiros. 

As autoridades recusam avançar com números exactos da área ardida e dizem que só o farão quando os incêndios forem dados como extintos. Mas o cenário não é animador. Segundo as fontes oficiais citadas pelo El País, as previsões meteorológicas apontam para níveis de humidade muito baixos e para vento forte, na ordem dos 40 a 60 quilómetros por hora, vindo de poente. “Se mudasse para este, favorecia-nos muito”, reconheceu um porta-voz do Centro de Emergências local.

Os dois suspeitos da autoria do incêndio de Cortes de Pallás, que tinham sido detidos, saíram ontem em liberdade. Segundo o El Mundo, os suspeitos são dois funcionários de uma empresa que estava a colocar placas solares numa moradia e que terão sido negligentes.

As chamas desalojaram cerca de 900 pessoas na povoação de Dos Aguas, que ontem puderam regressar às suas casas. De acordo com a imprensa espanhola, cerca de duas dezenas de municípios já foram afectados pelos incêndios e há várias estradas cortadas.

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 18:27

Domingo, 01.07.12

Incêndios mobilizam centenas de meios em Espanha






Duas dezenas de meios aéreos e 625 meios terrestres trabalham em conjunto para que o incêndio que deflagrou quinta-feira em Andilla (Valência) não chegue ao Parque Natural da Serra Calderona, ao mesmo tempo que a Cruz Vermelha disponibilizou 900 camas.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a estratégia de extinção do incêndio está centrada em três pontos, desde a criação de uma zona de proteção para que o fogo não entre na Serra Calderona, passando por combater o incêndio com meios aéreos e terrestres na localidade de Higueruelas e evitar que as chamas se dirijam para as povoações de Llíria e Casinos.

No que diz respeito à evacuação das povoações afetadas, a informação que a EFE está a divulgar é de que o entendimento das autoridades é que é preferível «pecar por excesso» e avançaram já para a retirada de pessoas nas localidades de Teresa, Sacañet, Canales, Gátova, Marines Viejo, na urbanização El Real de Marines, para além de Oset, Artaj e Pardanchinos.

Entretanto, a Cruz Vermelha Espanhola aumentou para 900 o número de camas disponíveis nos quatro albergues, na sequência da evolução dos incêndios. De acordo com um comunicado da organização, até sábado à noite, a Cruz Vermelha disponibilizou 525 camas distribuídas pelos albergues de Turís, Villar del Arzobispo, Marines e Altura para os habitantes desalojados e para os elementos da Unidade Militar de Emergências.

Até sábado, cerca de uma centena de voluntários da Cruz Vermelha trabalhavam como voluntários em turnos de 12 horas em apoio às pessoas afetadas, mas esse número já aumentou entretanto para cerca de 150 que também se dedicam a prestar apoio psicológico aos desalojados.

A partir de Madrid, a Cruz Vermelha mobilizou uma Equipa de Resposta Imediata em Emergências (ERIE) com mais 400 camas e um grupo de voluntários que se juntaram às três outras ERIE mobilizadas a partir de Valência, Castellón e Alicante.

Por outro lado, de acordo com a EFE, dezenas de paróquias valencianas disponibilizaram as suas instalações para ajudar as pessoas que foram evacuadas na sequência dos incêndios, distribuíram comida e têm ajudado no realojamento.


Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 18:24

Domingo, 01.07.12

Gaia: Incêndio em mato junto pôs habitações em risco


Um incêndio deflagrou esta quinta-feira numa zona de mato junto à Ponte de Arrábida, do lado de Vila Nova de Gaia, disse à Lusa fonte dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões.

O incêndio chegou a pôr em perigo algumas habitações próximas, mas já se encontra em fase de rescaldo, com duas viaturas dos bombeiros no local.

Ainda não existem informações sobre a origem do incêndio.

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 18:12

Domingo, 01.07.12

Incêndio em Mafra põe casas em risco


Um incêndio deflagrou ontem em Vila Franca do Rosário, no concelho de Mafra. O fogo começou junto a habitações e rapidamente alastrou em três frentes por uma floresta.

A operação de combate ao incêndio começou pouco depois do alerta dado pelos habitantes, às 15h30. O fogo foi dominado perto das 17h40. Estiveram envolvidos 74 bombeiros, em 23 veículos, e um helicóptero bombardeiro pesado, segundo o comandante Miguel Oliveira, dos Bombeiros da Malveira.

Apesar de estarem a ser investigadas as causas, José Isidoro, um habitante de uma casa a 10 metros do local onde deflagrou o incêndio, afirma ter ouvido um veículo no local, 20 minutos antes do início das chamas.

    Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 17:39

Domingo, 01.07.12

Criança de 12 anos afoga-se no rio Ave

O corpo de uma criança de 12 anos foi retirado este sábado do rio Ave, em Vila do Conde, vítima de afogamento, disse fonte do corpo de bombeiros local. A criança tinha sido dada como desaparecida duas horas antes.

O alerta foi dado pelas 17.10 horas, explicou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) à Lusa, depois de ter sido dado como desaparecido o jovem que veio a ser encontrado cerca de duas horas mais tarde.

De acordo com a mesma fonte dos bombeiros, um grupo de jovens estaria a brincar perto do rio, sem conseguir precisar se estavam dentro de água.

O desaparecimento ocorreu no lugar da Espinheira, na freguesia da Junqueira, em Vila do Conde, tendo sido mobilizados os mergulhadores para efetuar buscas, depois de dado o alerta.

Na operação de resgate participaram os bombeiros, o Instituto Nacional de Emergência Médica e a GNR local.

Fonte: JN

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por Diário de um Bombeiro às 17:24

Domingo, 01.07.12

Benavente: Bombeiros chocam

Uma colisão entre uma viatura de combate a incêndios dos Bombeiros de Samora Correia, Benavente, e um carro provocou ontem três feridos. Os bombeiros iam para um incêndio num restaurante de Samora e já estavam a ultrapassar o automóvel quando este virou à esquerda e se deu a colisão.

Fonte: CM

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por Diário de um Bombeiro às 17:20

Domingo, 01.07.12

Barcelos: “Lei violenta” afecta apoios aos bombeiros

O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, disse ontem, em Barcelinhos, que já não pode dar como garantidos os apoios aos corpos de bombeiros do concelho. Quando anunciou os cortes nos apoios às colectividades, Miguel Costa Gomes deixou de fora as associações de bombeiros, mas daqui para a frente “não sei se vai ser assim” afirmou ontem.

O edil barcelense falava na sessão solene do 91.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos e atribuiu a necessidade do executivo “fazer cortes e restrições” a uma “lei dos compromissos muito violenta para a gestão autárquica”. Miguel Costa Gomes falou mesmo de uma lei “inaplicável”, mas afirmou que “está refém da lei” e terá de aplicar.
O autarca assegurou que continuará a colaborar e a compreender a missão dos bombeiros.
Quanto à corporação aniversariante, Miguel Costa Gomes acredita que depois do Verão estarão ultrapassadas as questões legais para a cedência do terreno para a construção de um novo quartel, situação que está dependente da revisão do Plano Director Municipal e da cedência dos proprietários.

De resto, o 91.º aniversário dos Bombeiros de Barcelinhos ficou marcado pelos discursos a alertar para as dificuldades que vivem os corpos de bombeiros. Vieram de vários responsáveis. No dia em que foi benzida uma nova ambulância para a emergência pré-hospitalar, dando continuidade à frota da saúde, o presidente da Direcção, José Nascimento Costa, alertou que a situação dos veículos de combate a incêndios “não sendo dramática, não se coaduna com as exigências actuais”.

A necessidade premente é um veículo de combate a incêndios urbanos, mas “sem a ajuda das entidades estatais não consegui-remos dotar os bombeiros destes meios” assumiu o dirigente.
A nota positiva foi para a comunidade que continua a acarinhar e ajudar os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos que ontem distinguiram mais de duas dezenas de beneméritos, entre empresas e singulares.

Fonte: Correio do Minho

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por Diário de um Bombeiro às 17:14

Domingo, 01.07.12

Incêndio em Sines combatido por 68 bombeiros

Uma área florestal junto à localidade de Provença, Sines, está a arder desde as 13.15 horas, disse ao JN fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal. Não há habitações em risco até ao momento.

De acordo com a mesma fonte, o incêndio está neste momento com duas frentes ativas, e é combatido por 68 bombeiros, apoiados por 68 veículos e um meio aéreo.

A zona onde as chamas defalgraram é relativamente isolada, e, apesar de se poder considerar como "um incêndio de média gravidade", não há, para já, habitações em risco.

Fonte: JN

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por Diário de um Bombeiro às 17:05

Domingo, 01.07.12

Fase mais crítica dos fogos arranca sem carta das zonas mais vulneráveis

O período mais crítico dos fogos, a fase Charlie, arranca hoje sem que tenha sido feita a carta anual de risco estrutural dos incêndios florestais, que permitia actualizar as zonas mais vulneráveis às chamas no Verão e pré-posicionar os meios de combate de acordo com o nível de risco atribuído a cada área.

Entre 1995 e 2010 foi feita anualmente essa carta de risco, mas segundo, José Miguel Cardoso Pereira, que foi o responsável pelo projecto no Instituto Superior de Agronomia, por dificuldades financeiras a mesma não é feita há dois anos.

Evitando falar da carta de risco, a Autoridade Nacional de Protecção Civil desvaloriza a questão e diz que anualmente convida todos os agentes de protecção civil a actualizar toda a informação que lhe compete, incluindo os anexos respeitantes à perigosidade de incêndio florestal." A susceptibilidade aos incêndios e a perigosidade não são, na realidade portuguesa, aspectos de alteração rápida e/ou substancial, pelo que continuamos a dispor de informação histórica válida para definir os locais onde o pré-posicionamento de meios se mostra mais necessário, sem prejuízo para a relevância que seguramente tem a actualização continuada da cartografia de áreas ardidas e consequente cartografia de perigosidade de incêndio florestal que a Autoridade Florestal Nacional promove", argumenta.

Este ano já arderam até ao passado dia 15, segundo os últimos dados da Autoridade Florestal Nacional, mais de 34 mil hectares, o valor mais alto da última década. E quatro vezes superior à média dos últimos dez anos no mesmo período.

"É uma pena deixar de se fazer a carta de risco porque numa altura em que há pouco dinheiro o melhor investimento que poderíamos fazer era em informação", acredita José Miguel Cardoso Pereira. Para fazer a carta eram cruzados três tipos de dados, que dependem da realização da cartografia das áreas ardidas que não é feita há dois anos: a incidência do fogo em cada área nos últimos 30 anos, o número de anos que uma zona não ardia e o grau de verdura/secura da vegetação.

António Salgueiro, engenheiro florestal e que coordenou durante vários anos o Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF), realça a importância da carta que permitia localizar as zonas com maior probabilidade e risco de arder. "Essa carta foi um dos elementos que utilizámos para definir as rotas da monitorização aérea dos fogos, que também acabou há dois anos", lamenta Salgueiro.

Também os GAUF sofreram uma mudança radical de funcionamento, tendo-se reduzido o número de equipas e também alterado a sua composição, que privilegiava técnicos florestais especializados no combate aos grandes incêndios com o uso do fogo, vulgarmente conhecido como contrafogo. Talvez, por isso, o concurso público lançado para aquisição deste serviço em Maio tenha ficado ficou deserto. "O actual modelo não é eficaz, mas serve para dizer que se mantém os GAUF", sublinha Salgueiro.

Com o concurso falhado, o ministério de Assunção Cristas optou então, por contactar individualmente todos os técnicos GAUF credenciados em fogo de supressão, tendo em paralelo iniciado o processo de pedido de autorização do Ministério das Finanças, para celebração de contratos de prestação de serviços. "Na presente data, foi identificado um conjunto de técnicos que poderão ser contratualizados", diz o ministério numa nota, deixando implícito que a contratação ainda não é certa.

Sobre o Verão, António Salgueiro não quer fazer prognósticos. "Infelizmente o que acontecer vai depender quase totalmente da meteorologia", acredita. "Apesar da seca que assistimos no início do ano, as chuvas que caíram desde Abril no Centro e no Norte tornaram a situação muito mais tranquila", nota. E acrescenta: "No Sul o nível de seca é maior, mas habitualmente temos muito menos ocorrências." Mas com temperaturas altas, níveis de humidade baixos e ventos de leste o caldo pode entornar.

Os incêndios florestais de Fevereiro e Março, que concentram quase 95% do total da área ardida até 15 de Junho, podem servir de tampão a alguns fogos, mas esse efeito será diminuto. "Quando fazemos o fogo controlado fazemos queimas pouco intensas e em locais estratégicos, o que não aconteceu com estes fogos", sustenta António Salgueiro.



Francisco Rego, professor universitário e ex-director-geral das Florestas, garante que apesar da seca o nível de risco de incêndio não é muito diferente dos outros Verões. "Com base em estudos científicos sabemos que o período de seca neste Inverno já prescreveu porque choveu entretanto e o "computador" volta ao zero", avalia Francisco Rego. O investigador mostra-se preocupado com o que chama um desinvestimento em certas áreas do combate. "A partir de 2003 e 2005 houve uma aprendizagem muito grande no sentido da profissionalização dos elementos de combate e, por isso, uma melhoria na sua eficácia, através, por exemplo, da criação dos GAUF", avalia. E continua: "Mas entretanto pôs-se de parte o conhecimento adquirido por esse grupo que não tem substituto fácil e desvalorizou-se o Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da GNR e os Canarinhos."

Fonte: Público

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por Diário de um Bombeiro às 16:55

Domingo, 01.07.12

PJ deteve autor do incêndio em hotel de Lisboa

A Polícia Judiciária deteve, no sábado, o autor do incêndio deflagrado cerca do meio-dia no Hotel dos Anjos, em Lisboa, disse fonte policial.

Trata-se de um homem de 36 anos, de nacionalidade estrangeira, que estava hospedado no estabelecimento, referiu a mesma fonte, acrescentando que o fogo terá sido ateado após uma desavença entre o indivíduo e um amigo com quem partilhava o quarto.

Alegadamente, o detido sofre de perturbações psiquiátricas, concluiu a fonte policial citada pela Lusa.

O incêndio deflagrou ao final da manhã de hoje no quarto 210 daquele hotel, onde tinham estado hospedados clientes durante a madrugada.

Perto de dez hóspedes encontravam-se naquela unidade hoteleira na altura do fogo, que teve de ser evacuada, embora o incêndio não tenha causado feridos, revelou o proprietário do estabelecimento.

O hotel, de cinco pisos, situa-se perto da Avenida Almirante Reis. As chamas confinaram-se ao segundo andar e os bombeiros deram o fogo como extinto ao início da tarde, disse fonte dos bombeiros.

Fonte: JN

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por Diário de um Bombeiro às 16:50


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