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diariobombeiro



Terça-feira, 29.03.11

Dá a Cara Pela Grande Causa que Projecta o teu Fututo... Testemunho de NMarques (Estagiário Bombeiro, BV Estarreja, 0108).

Camaradas,

Venho partilhar uma breve mensagem convosco. No passado estava eu com a minha namorada na área de serviço da A1 em Antuã (junto à Vila de Salreu) a fumar um cigarro tranquilamente. Reparámos numa longa (17 viaturas) coluna de viaturas dos bombeiros que ali estava estacionada. Era uma sexta à noite, cerca das 11 horas. Pensei eu comigo o que levaria tais homens a eventualmente sair do trabalho às 17:00/18:00 e fazerem pelo menos 300 Km rumo ao norte, deixando para trás as suas famílias, cedendo o seu tempo de lazer.
Uma turista escandinava que se encontrava lá perguntou-nos se iria haver uma festa de Bombeiros. Curiosamente vieram-me as lágrimas à cara enquanto lhe descrevia o inferno dantesco com que se deparava o norte de Portugal, naquela altura com violentos fogos em Braga, e dias antes entre Oliveira de Azemeis e Albergaria a Velha. Foi nessa altura que percebi enquanto nós 'nativos locais' muitas vezes não damos o valor ao que temos e acabamos por depender de Homens mais civilizados que nós, que percorrem Km's para defender aquilo que nós muitas vezes nem nos apercebemos que existe.

Dias depois alistei-me como voluntário na corporação de bombeiros local. Não foi preciso uma campanha milionária de sensibilização, bastou-me compreender a importância da abnegação e sacrifico de tais homens.

Actualmente sou estudante de Gestão de Marketing, no Instituto Superior de Administração de Marketing em Aveiro, e se por ventura existir algo que vos possa ajudar dentro da minha área, estou também disponível para contribuir nesse campo.

Têm desde já o meu respeito e admiração pelo solene sacrifício que fazem!


In: Bombeiros.Pt

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por Diário de um Bombeiro às 19:07

Terça-feira, 29.03.11

Dá a Cara Pela Grande Causa que Projecta o teu Fututo... Testemunho de NMarques (Estagiário Bombeiro, BV Estarreja, 0108).

Camaradas,

Venho partilhar uma breve mensagem convosco. No passado estava eu com a minha namorada na área de serviço da A1 em Antuã (junto à Vila de Salreu) a fumar um cigarro tranquilamente. Reparámos numa longa (17 viaturas) coluna de viaturas dos bombeiros que ali estava estacionada. Era uma sexta à noite, cerca das 11 horas. Pensei eu comigo o que levaria tais homens a eventualmente sair do trabalho às 17:00/18:00 e fazerem pelo menos 300 Km rumo ao norte, deixando para trás as suas famílias, cedendo o seu tempo de lazer.
Uma turista escandinava que se encontrava lá perguntou-nos se iria haver uma festa de Bombeiros. Curiosamente vieram-me as lágrimas à cara enquanto lhe descrevia o inferno dantesco com que se deparava o norte de Portugal, naquela altura com violentos fogos em Braga, e dias antes entre Oliveira de Azemeis e Albergaria a Velha. Foi nessa altura que percebi enquanto nós 'nativos locais' muitas vezes não damos o valor ao que temos e acabamos por depender de Homens mais civilizados que nós, que percorrem Km's para defender aquilo que nós muitas vezes nem nos apercebemos que existe.

Dias depois alistei-me como voluntário na corporação de bombeiros local. Não foi preciso uma campanha milionária de sensibilização, bastou-me compreender a importância da abnegação e sacrifico de tais homens.

Actualmente sou estudante de Gestão de Marketing, no Instituto Superior de Administração de Marketing em Aveiro, e se por ventura existir algo que vos possa ajudar dentro da minha área, estou também disponível para contribuir nesse campo.

Têm desde já o meu respeito e admiração pelo solene sacrifício que fazem!


In: Bombeiros.Pt

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por Diário de um Bombeiro às 19:07

Terça-feira, 29.03.11

Presidente dos Bombeiros de Ponta Delgada sugere concursos internos para nomear comandantes

Vasco Garcia, o presidente dos Bombeiros de Ponta Delgada, quebrou o silêncio e garantiu à Antena 1 Açores que a eleição do novo comandante da corporação será um processo transparente. Aconselha até o método às outras corporações. Declarações feitas horas depois de ver aprovadas, sem qualquer contestação dos adversários, as contas de 2010 da corporação. As contas de 2010 ficaram marcadas por um prejuízo na ordem dos 100 mil euros. Foi quanto custaram os três acidentes que envolveram viaturas da corporação. Apesar destes acidentes não envolverem álcool, Vasco Garcia garantiu que o controlo foi aumentado. Quanto ao novo comandante dos bombeiros, foi nomeada uma comissão de análise. Vasco Garcia disse não ter pressa, rejeita a existência de divisões na Corporação, e garante que promover um concurso interno foi a melhor opção, sugerindo mesmo qure este método devia ser seguido por outras corporações.

in:Antena 1 Açores

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por Diário de um Bombeiro às 19:05

Terça-feira, 29.03.11

Presidente dos Bombeiros de Ponta Delgada sugere concursos internos para nomear comandantes

Vasco Garcia, o presidente dos Bombeiros de Ponta Delgada, quebrou o silêncio e garantiu à Antena 1 Açores que a eleição do novo comandante da corporação será um processo transparente. Aconselha até o método às outras corporações. Declarações feitas horas depois de ver aprovadas, sem qualquer contestação dos adversários, as contas de 2010 da corporação. As contas de 2010 ficaram marcadas por um prejuízo na ordem dos 100 mil euros. Foi quanto custaram os três acidentes que envolveram viaturas da corporação. Apesar destes acidentes não envolverem álcool, Vasco Garcia garantiu que o controlo foi aumentado. Quanto ao novo comandante dos bombeiros, foi nomeada uma comissão de análise. Vasco Garcia disse não ter pressa, rejeita a existência de divisões na Corporação, e garante que promover um concurso interno foi a melhor opção, sugerindo mesmo qure este método devia ser seguido por outras corporações.

in:Antena 1 Açores

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por Diário de um Bombeiro às 19:05

Terça-feira, 29.03.11

Suspensa Criação de Mais 60 Prupos de Prontidão, Alertam Bombeiros

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses afirmou hoje que foi suspensa a criação de mais 60 grupos de prontidão, as Equipas de Intervenção Permanente, que têm um papel “fundamental” no combate a incêndios florestais.
Duarte Caldeira falava aos deputados durante uma audição hoje realizada na comissão parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

À saída da reunião, o presidente da LBP disse à agência Lusa que, no final de 2010 havia "120 equipas constituídas e havia um plano de, até final de 2011, puderem chegar às 180, e foram suspensas devido à falta de verba da Autoridade Nacional de Protecção Civil".

Estas equipas "são fundamentais para garantir prontidão e qualidade no socorro nos corpos de bombeiros voluntários e o adiamento da sua constituição adia a resolução de um problema que está identificado e que é de reforçar o voluntariado com equipas em permanência", acrescentou Duarte Caldeira.

Em meados de Fevereiro foi publicada uma portaria visando a manutenção por mais três anos das Equipas de Intervenção Permanente das associações humanitárias de bombeiros, um modelo que foi considerado adequado.

Estas equipas resultam da congregação de esforços entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil, as câmaras municipais e as associações humanitárias de bombeiros.

Cada equipa é composta por cinco bombeiros, totalizando actualmente 600 elementos, e tem como principal missão o combate a incêndios, como os florestais, e o socorro às populações em casos de acidentes e catástrofes.

Durante a audição, o presidente da Liga referiu-se a outras preocupações dos bombeiros relacionadas com o combate aos incêndios, como a necessidade de melhorar a articulação dos grupos de reforço, assim como da logística nas acções de luta contra os fogos, com a definição do papel das autarquias e da protecção civil.

Repensar o financiamento do sistema de combate a incêndios, que deve basear-se na tipificação dos grupos de bombeiros, e nos recursos que necessitam consoante a sua localização, foi outro assunto focado por Duarte Caldeira.

In: Público

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por Diário de um Bombeiro às 18:21

Terça-feira, 29.03.11

Suspensa Criação de Mais 60 Prupos de Prontidão, Alertam Bombeiros

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses afirmou hoje que foi suspensa a criação de mais 60 grupos de prontidão, as Equipas de Intervenção Permanente, que têm um papel “fundamental” no combate a incêndios florestais.
Duarte Caldeira falava aos deputados durante uma audição hoje realizada na comissão parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

À saída da reunião, o presidente da LBP disse à agência Lusa que, no final de 2010 havia "120 equipas constituídas e havia um plano de, até final de 2011, puderem chegar às 180, e foram suspensas devido à falta de verba da Autoridade Nacional de Protecção Civil".

Estas equipas "são fundamentais para garantir prontidão e qualidade no socorro nos corpos de bombeiros voluntários e o adiamento da sua constituição adia a resolução de um problema que está identificado e que é de reforçar o voluntariado com equipas em permanência", acrescentou Duarte Caldeira.

Em meados de Fevereiro foi publicada uma portaria visando a manutenção por mais três anos das Equipas de Intervenção Permanente das associações humanitárias de bombeiros, um modelo que foi considerado adequado.

Estas equipas resultam da congregação de esforços entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil, as câmaras municipais e as associações humanitárias de bombeiros.

Cada equipa é composta por cinco bombeiros, totalizando actualmente 600 elementos, e tem como principal missão o combate a incêndios, como os florestais, e o socorro às populações em casos de acidentes e catástrofes.

Durante a audição, o presidente da Liga referiu-se a outras preocupações dos bombeiros relacionadas com o combate aos incêndios, como a necessidade de melhorar a articulação dos grupos de reforço, assim como da logística nas acções de luta contra os fogos, com a definição do papel das autarquias e da protecção civil.

Repensar o financiamento do sistema de combate a incêndios, que deve basear-se na tipificação dos grupos de bombeiros, e nos recursos que necessitam consoante a sua localização, foi outro assunto focado por Duarte Caldeira.

In: Público

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por Diário de um Bombeiro às 18:21

Terça-feira, 29.03.11

Ameaça de incêndio obrigou a evacuar hotel no Faial

Tudo devido a um curto-circuito no quadro eléctrico da câmara de congelação do Hotel do Canal

Um curto-circuito no quadro eléctrico da câmara de congelação do Hotel do Canal, uma unidade hoteleira de quatro estrelas situada na cidade da Horta, na ilha açoriana do Faial, obrigou a noite passada à evacuação do edifício, escreve a Lusa.

Segundo fonte do Grupo Bensaúde, proprietária do hotel, os hóspedes e os funcionários abandonaram o edifício, apenas «por precaução», depois dos bombeiros voluntários do Faial terem sido chamados ao local, perto das 20h00 locais (21h00 em Portugal continental).

Segundo Carlos Oliveira, comandante interino dos Bombeiros Voluntários Faialenses, a «rápida intervenção» do pessoal de manutenção do Hotel, evitou danos maiores no espaço, para além do fumo que era visível no exterior.

Os hóspedes acabaram por regressar, pouco depois, em segurança, ao hotel, que accionou o seu próprio plano de emergência para situações como esta.

Os bombeiros, que deslocaram para o local 30 homens e cinco viaturas, mantiveram-se de prevenção no local durante algumas horas, mas apenas por precaução.

In: TVI24

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por Diário de um Bombeiro às 18:10

Terça-feira, 29.03.11

Ameaça de incêndio obrigou a evacuar hotel no Faial

Tudo devido a um curto-circuito no quadro eléctrico da câmara de congelação do Hotel do Canal

Um curto-circuito no quadro eléctrico da câmara de congelação do Hotel do Canal, uma unidade hoteleira de quatro estrelas situada na cidade da Horta, na ilha açoriana do Faial, obrigou a noite passada à evacuação do edifício, escreve a Lusa.

Segundo fonte do Grupo Bensaúde, proprietária do hotel, os hóspedes e os funcionários abandonaram o edifício, apenas «por precaução», depois dos bombeiros voluntários do Faial terem sido chamados ao local, perto das 20h00 locais (21h00 em Portugal continental).

Segundo Carlos Oliveira, comandante interino dos Bombeiros Voluntários Faialenses, a «rápida intervenção» do pessoal de manutenção do Hotel, evitou danos maiores no espaço, para além do fumo que era visível no exterior.

Os hóspedes acabaram por regressar, pouco depois, em segurança, ao hotel, que accionou o seu próprio plano de emergência para situações como esta.

Os bombeiros, que deslocaram para o local 30 homens e cinco viaturas, mantiveram-se de prevenção no local durante algumas horas, mas apenas por precaução.

In: TVI24

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por Diário de um Bombeiro às 18:10

Terça-feira, 29.03.11

2ª História de Vida (e Morte) dos Bombeiros Portugueses

É bem verdade que umas quantas vezes a saída para o socorro era propositadamente desenfreada. É certo e sabido que quem telefona para os bombeiros acha sempre que é urgente. Mais: a nossa urgência é sempre maior que a do outro - nem que o outro esteja, de facto, a viver o maior dos dramas. Depois, há que ter em conta que o nosso tempo, o dos aflitos que telefonam, nunca há-de ser o tempo dos bombeiros. E por muito depressa, por muito eficaz, por muito pronto e recto, o socorro há-de ser sempre tardio. Sobretudo, se as coisas correm para o torto. Por isso, ainda hoje, não é raro ver-se (ler-se) críticas que apontam para o facto do socorro ter... demorado muito.

Ontem fora assim...

Do largo onde estrategicamente estava montado o quartel dos bombeiros à Rua Almeida Garrett, para onde ia agora a correria dos carros de fogo e onde, dizia-se, a casa ardia com crianças lá fechadas, não distavam mais de oitocentos metros. O que, em bom rigor, não significava que fosse... já ali. O trânsito da grande cidade tinha armadilhas próprias para surpreender os carros que, para serem eficazes, eram também grandes. Depois, haveria que contar com os imponderáveis que iam do mau estacionamento, à velhinha na passadeira, ou, como foi o caso, àquele eléctrico que, seguindo pachorrentamente nos trilhos, desenhados e construídos no chão, não podia desviar a sua marcha. Bem que as pontes americanas com luzes de cor azul e alarmes cada vez mais electronicamente estridentes despertavam para a iminência do socorro. Bem que podiam gritar, ali, de pulmões abertos, "ti-nó-ni”, deixem passar", que o eléctrico só se desviaria quando os carris desenhassem no chão esse desvio.
Antes de dobrar a esquina de acesso à rua onde se vivia um bocado de inferno, ele já mostrava um pedacinho por cima dos telhados amarelecidos dos prédios. Fumo negro saía em golfadas como que a mostrar o que era bom, para aquela guarnição, estar preparada para o pior. O Carlos olhou para cima, viu o fumo, mas fez de conta que não viu... preferiu ligar para o quartel, via rádio, e antes mesmo de se inteirar do quadro que tinha pela frente, mandou avançar duas ambulâncias e um carro com mais água. Ainda deu um recado do género "liga para a loja a dizer que não vou trabalhar". Era um hábito: pôr o trabalho para trás dando benefício aos bombeiros.
Entrados na rua do fogo, não sem que antes o carro tivesse dado um ligeiro safanão de traseira passando a escassos centímetros do pára-choques de um velho Ford estacionado à saída da curva, o espectáculo do costume estava à vista. Uma mulher, de robe vestida, ora punha as mãos na cabeça, ora apontava para as águas furtadas, ora se abraçava ao pescoço do vizinho... em pânico.
- Tanto tempo e os miúdos lá dentro. Estão mortos, é o que estão. Tanto tempo - exclamava.
É mentira. Não era tanto tempo assim. Entre a chamada de socorro e a chegada dos primeiros carros não teriam passado, bem contados, mais de quatro minutos. Uma eternidade para quem está à espera.
O primeiro carro parou um pouco mais à frente da porta de acesso ao prédio de onde saía o fumo, de maneira a que a auto-escadas ficasse de frente para a fachada principal do prédio.
É um norma quase elementar.
E, aí, há que desligar do pedaço de mundo que rodeia o palco das operações. Apareceu o dono da loja de mercearia da zona a dizer que aquilo é quase "um armazém de bilhas de gás", um taxista que nem sequer sabia ao certo o que se passava sempre foi adiantando que o melhor era nem sequer tentar as escadas, porque "aquilo está cheio de fumo" e a mulher, em pânico, mãos na cabeça, cabeça no ombro do vizinho, já não dizia coisa com coisa.
Falava em crianças, em comida ao lume, em napperons ardidos, em esquentadores. Falava quase uma linguagem imperceptível, tanta era a informação que pretendia dar.
É neste momentos, de maior confusão, que importa ter líderes. Ainda que pareça pouco razoável não dar atenção a quem está em pânico, o Carlos resolveu as coisas de duas "penadas": mandou calar a mulher, entregando-a aos cuidados de uma vizinha - até vir a ambulância, disse - e ordenou que dois bombeiros subissem escadas acima, de máscaras na fuça e agulhetas, para "dar cabo dele".
- Com cuidado. Vejam lá os putos. Que se lixe o fogo. Vejam lá os putos - recomendou.
À pressa, ainda meteu um walkie-talkie no bolso do bombeiros que ia seguir escadas acima. Depois, mandou arvorar a escada até à janela das águas-furtadas e meteu-se nela até lá acima. Já lhe doíam os rins - não sabe se da idade se dos nervos - mas subiu as escadas, degrau a degrau, respeitando aquilo que empiricamente já tinha na cabeça, coordenando o pé direito no degrau com o braço esquerdo um pouco acima da cabeça, o braço direito um pouco acima da cabeça com o pé esquerdo no degrau. Subia mais depressa e em equilíbrio.
- Já chegaram? - perguntou pelo rádio portátil.
- Estamos a chegar - disse o bombeiro que, estranhando a voz que lhe vinha dos fundilhos das calças, cedo percebeu que fizera asneira ao esquecer-se de meter o rádio à sacola quando arrancou a mangueira do carretel do pronto-socorro.
- Estamos... a... chegar - repetiu, cansado.
O Carlos riu-se para dentro a pensar que a subida das escadas interiores a pé, com vinte quilos de material às costas - machado, capacete, mangueira, garrafa de ar comprimido e umas botas de quilo e meio de borracha calçadas -, haveria de cobrar os pulmões a saga de dois maços de tabaco por dia.
- Está demasiado fumo. Não se vê nada. Vai a pontapé? - questionou o bombeiro.
- Vai como der jeito - respondeu-lhe o chefe sem pensar, sequer, que todos os dias, em dias de instrução, avisava para os cuidados a ter com o arrombamento de áreas onde o fogo se estendia sozinho. Estava nos livros, vira-se nos filmes, que uma entrada repentina de oxigénio podia acordar o fogo e dar-lhe tamanho e violência diferente. E perigosa.
- Foi a pontapé, mas não é aqui - respondeu-lhe o bombeiro depois de meter uma porta de madeira dentro com biqueiro bem junto à maçaneta da entrada.
- Aqui não há nada - confirmou, depois de entrar hall adentro na casa vizinha do fogo.
- Vê lá se fugiu... - gozou irritado o Carlos. Estava ele quase a chegar mais depressa, com sessenta anos bem medidos a subir por cinco lanços de escadas onde só o seu corpo cabia, que os seus subordinados, em escadas normais de prédio.
- Já entrámos - ouviu do outro lado do rádio.
- Já entrámos mas o fumo só vem da cozinha. Onde estão os putos? - perguntou o bombeiro para o colega, ao mesmo tempo que via que a razão de tanto fumo era explicada pelo facto de uma trouxa de roupa estar o fogo sem mostrar lume.
O que acontecera percebia-se pelo quadro à vista: pouco a pouco a cozinha fora lambida pelas labaredas que tinham saído de uma frigideira com óleo que a dona da casa deixara queimar demasiado enquanto se distraía, lágrima ao canto olho, com o enredo da telenovela depois de almoço. Ainda estava a dar a novela. Pelo menos, a música que vinha da sala era a do genérico de uma.
Os bombeiros entraram na casa onde estava o fumo, a trouxa de roupa, a frigideira queimada, a televisão ligada e... os putos.
Já são três. O chefe de equipa já se tinha juntado a eles. O fumo tinha tomado conta da casa e era difícil perceber o que era o quê no meio da confusão. Pelo caminho, na lufa-lufa de encontrar os miúdos, um deles deu uma joelhada nos braços de um cadeirão que o fez largar o "dasse!". O colega riu e, tacteando, de joelhos, aquilo que se assemelhava ao desenho de uma cama, procurou por baixo, não fossem as crianças terem-se refugiado ali. Outro (o mais velho do grupo) procura por cima e dá com uma.
- Tá aqui uma! Tá aqui uma! - disse, mantendo premido o botão do rádio durante tanto tempo que, ainda a assomar à janela pelo lado de fora, o Carlos ainda ouviu outra voz dizer:
- Tá aqui outra!
De joelhos, o bombeiro que fazia a busca debaixo da cama estendeu os braços e agarrou uma das crianças, levando-a para longe daquele fumo que iria deixá-la respirar por muito mais tempo. A outra criança foi recolhida pelo chefe que tinha dado com elas, e uma terceira pelo outro bombeiro que participava na busca. Eram três ao todo. A mais velha tinha quatro anos, a do meio dois e a mais pequenina, se tinha um anito era muito.
Todas elas tossiam bastante.
- Comeram bastante fumo - comentou para os colegas.
- Já passou não já? - falava agora para um dos miúdos, o mais velhinho.
O miúdo só respondeu um monossílabo:
- Vó!
- A avó. Vamos à avó - disse o bombeiro, ao mesmo tempo que sentia os bracitos enrolados à volta do pescoço e o miúdo escachado, muito apertado de encontro ao seu peito.
Não há medalha como esta, pensou. Não pode haver!
As outras eram demasiado pequenas para terem a noção do que se tinha passado.
Apareceu no local o INEM que examinou as crianças; a Protecção Civil que ficou a tratar do realojamento e da guarda das crianças; apareceu a Polícia.
Só não apareceu a avó das crianças que tinha ido na ambulância, já que desnorteara numa ideia fixa de que tinha morto os miúdos por causa de se esquecer da frigideira ao lume enquanto via a novela.
- Raio da velha - diziam uns.
- Raio da novela - diziam outros...
Para acrescentar:
- Isso é de um vício tamanho que a minha até se esquece do almoço. Raio da novela...
Entregues os miúdos, extinto o pedaço de fogo que moía a roupa - extinto na rua já que a trouxa foi trazida ao "colo" até cá fora, o trabalho dos bombeiros estava feito. Ainda que lhes apetecesse, não estavam ali para julgar. Estavam para socorrer e foi isso que fizeram. Era hora de arrumar o material e regressar ao quartel. Já sem pressas, sem sirenes, sem os nervos do eléctrico nem os aselhas que não sabem adequar a condução ao barulho de um alarme deles.
Nunca lhes foi transmitido por parte das hierarquias superiores nenhuma palavra de conforto e de que tinham executado um bom trabalho. Não tiveram louvores nem medalhas. A única pessoa que se lembrou deles foi a dona da habitação, a quem eles, por engano, arrombaram a porta. Grata pelo trabalho que os bombeiros tinham feito e por pensar que estes arrombaram a porta para ver se se encontrava alguém dentro da casa, esta senhora fez questão de deixar uma simbólica importância no quartel dos bombeiros, em jeito de agradecimento, para aqueles que lhe deram cabo da porta, no intuito de fazer um bom trabalho.
Todos eles continuam ao serviço e ainda bem.
A verdade é que agora, ali, haveriam de ser muitos os que perguntavam a sim mesmos se valeria a pena. Afinal, a falta de agradecimento era agraciamento garantido. (...) o tempo haveria de curar a ferida de ver o miúdo rebentado aos 19 anos, namoro firmado e casamento aprazado para daí a não se sabe quanto tempo. O tempo cura tudo e não haveria de faltar muito para que, depois de arrumada a bandeira da associação erguida a meia-haste no pau mais à direita dos três que davam as boas-vindas a quem chegava ao quartel, as flores murchassem na campa rasa do talhão privativo que havia lá no cemitério da terra (...)
Era por isso que, embora a frieza da análise magoasse, haveria quem julgasse não ser merecido chorar sobre leite derramado. Pôr as glândulas lacrimais ao serviço daquela morte haveria de soar a lamechice para muitos. E, em boa verdade, para além dos que lhe sentiam o cheiro todos os dias, haveriam de ser poucos os que lhe guardavam espaço no pedaço de memória para futuro.
O que mais doía ao Carlos era saber que ele haveria de ser o primeiro a dar o exemplo nesta insensibilidade que, sendo de todos, haveria de ser mais notada nele. è certo e sabido que haveria de alfinetar um "fumo" negro no braço e que com ele haveria de partilhar o dia-a-dia durante não mais de dois ou três meses. Não é certo que se deixasse abalar nas lides futuras sempre que fosse chamado aos bombeiros, por estar preso à má recordação da morte do puto.
O chefe já se tinha habituado a ver cenas destas e lidara com elas sempre assim. Já perdera amigos desta maneira. Já vira um colega enfiar-se literalmente na grelha frontal de um carro quando vinha desenfreado de casa, de mota, a caminho do toque da sirene e vira-o, poucas horas depois, finar-se em S. José por força de tão mau trato. E já vira um outro deixar-se a contragosto ir na enxurrada de umas cheias maiores até se perder de vista nas águas do Tejo - e, ainda que hoje herói no quartel, com romagem garantida em tempo de aniversário e lápide a marcar o nome de rua, não consta que fosse mais do que simples recordação de "morto em combate". Estranha forma de viver a morte, esta: tanto choro num dia; quanta amnésia páginas tantas passadas.
Se de drama se trata, um quartel de bombeiros vive a morte dos seus como vive a morte dos outros. (...) A rotina do sofrimento dos outros já parecia não fazer-lhe mossa. E, se bem que não fosse dado a grandes poesias, ainda se perdeu no olhar para um pedaço dela, num papel amarrotado. E onde se dizia assim:

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo no chão, apodrecidos.
       Eugénio de Andrade

Era assim que ele se sentia neste momento. Apodrecido. Ainda que a condição do que se deitava lá em cima no salão nobre fosse mais própria desse caminho da decomposição, ele estava marcado por dentro. Moído. Não dizia coisa com coisa nem fazia coisa com coisa. A morte batera-lhe à porta, desta vez, sorrateira numa chamada para o telemóvel a dizer-lhe que o puto se finara. E, por muito rijo, por muita morte, por muita falta exterior de sentimento, esta dera-lhe forte. Quase a levá-lo, também.

fonte: texto transcrito do livro Fénix - Histórias de Vida (e morte) dos Bombeiros Portugueses
de autoria Paulo Barbosa

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por Diário de um Bombeiro às 16:18

Terça-feira, 29.03.11

Histórias de Vida (e morte) dos Bombeiros Portugueses

Caros Leitores e Administradores do DB, na barra lateral do nosso Blog ou no Espaço "Crónica Semanal", poderão agora aceder a uma Interessante Hiperligação!

Trata-se de: »»»»»»»»»»»»»»»»»»


São histórias e estas histórias falam dos homens-bombeiros, independente das suas idades, das suas emoções, das suas paixões, das suas vitórias e derrotas, fala-nos, sobretudo, dos seus sentimentos... Onde estes laços nos ligam com profundo respeito e amizade.
No Carlos como no Vitor, dois bobeiros reais, um voluntários e outro profissional, escolhidos pelo autor para protagonizarem estes deliciosos episódios de vida, tal como no Ricardo, que parte em missão de salvamento para a Argélia e protagoniza vida e morte em serviço, encontramos, por debaixo da farda, o homem. E mais que o homem, aí encontramos o bombeiro, na alma e na mística que dão sentido e fôlego a esse ímpar humanismo que da solidariedade faz vida, da coragem doação e da doação juramento de... Vida por Vida!!

Nós os Bombeiros Portugueses!!

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por Diário de um Bombeiro às 13:36

Terça-feira, 29.03.11

Histórias de Vida (e morte) dos Bombeiros Portugueses

Caros Leitores e Administradores do DB, na barra lateral do nosso Blog ou no Espaço "Crónica Semanal", poderão agora aceder a uma Interessante Hiperligação!

Trata-se de: »»»»»»»»»»»»»»»»»»


São histórias e estas histórias falam dos homens-bombeiros, independente das suas idades, das suas emoções, das suas paixões, das suas vitórias e derrotas, fala-nos, sobretudo, dos seus sentimentos... Onde estes laços nos ligam com profundo respeito e amizade.
No Carlos como no Vitor, dois bobeiros reais, um voluntários e outro profissional, escolhidos pelo autor para protagonizarem estes deliciosos episódios de vida, tal como no Ricardo, que parte em missão de salvamento para a Argélia e protagoniza vida e morte em serviço, encontramos, por debaixo da farda, o homem. E mais que o homem, aí encontramos o bombeiro, na alma e na mística que dão sentido e fôlego a esse ímpar humanismo que da solidariedade faz vida, da coragem doação e da doação juramento de... Vida por Vida!!

Nós os Bombeiros Portugueses!!

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por Diário de um Bombeiro às 13:36

Terça-feira, 29.03.11

1ª História de Vida (e Morte) dos Bombeiros Portugueses

Carlos era bombeiro desde os 22 anos, já tinha mais de 60 em cima e continuava bombeiro. Com o crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, lembro-me de o ver "enchouriçado" numa farda de gala - que fazia gala em nunca vestir - para receber a mais alta insígnia dos bombeiros portugueses numa festa de aniversário do corpo de bombeiros a que sempre pertenceu. Tinha aversão a essas práticas de ostentação, ainda que só lhe pedissem, naquela altura, que esticasse o peito para receber o crachá - uma estrela dourada que brilhava sempre que qualquer raio de luz assentava os olhos nela e que hoje, deve estar arrumada num qualquer canto da casa sem cuidados de maior. Até porque, com a aversão que tem às festas de gala onde se exibem condecorações do género, não é líquido que saia alguma vez dali. Se calhar, e se for intenção dele ir vestido de gala para o talhão que os bombeiros têm no cemitério, só nessa altura se vai voltar a ver o quão brilhante é a estrela da Liga.
Até que isso aconteça, o mais certo é a estrela de tantas pontas, reluzente, estar presa ainda à farda ou num amontoado de tralha onde se misturam outras medalhas, daquelas que quase todos têm - pequenas fénix de prender aos bivaques, divisas, galões ruços de tanto uso, algodão de polir ainda na caixa por estrear - que a aversão à farda de gala não justifica polimentos -, mosquetões, chaves antigas de cacifos que já não se usam, moedas, canecas secas e sem uso... tralha.
Ainda assim, hoje estava a mirar a condecoração com os olhos marejados e a pensar se alguma vez merecera aquilo. Decerto que não merecia. Afinal, fora por causa dele e de uns tantos como ele que o puto estava ali estendido, tapado com um napperon de renda branca para que não se lhe vissem os sinais que lhe estragavam a cara. E, ainda que assim não fosse, não haveriam de faltar, na formatura ao lado, histórias de marcas estampadas no rosto e no corpo de dezenas de bombeiros sem mácula. Era destes que a história gostava. Eram estes, os sem mácula, que apareciam - agora cada vez mais -  nas televisões e nos jornais. Fosse por um parto bem sucedido, fosse por um salvamento na estrada, fosse, entendia ele e estava velho, porque qualquer coisa servia para aparecer na televisão e nos jornais. Para, num grau de histeria desenfreada, correr a avisar a família e os amigos para verem o Jornal da Noite, da SIC, o Jornal Nacional, da TVI, ou o Telejornal, da RTP. A preferência pelo canal variava consoante fosse aquele que lá estivera horas antes a estorvar no socorro, mas a garantir meia dúzia de minutos de fama, que era o que muita gente queria, fosse onde fosse. Aliás, nos bombeiros e nos outros lados.
Nem sempre fora assim. Ou se calhar fora. Não havia era tanta televisão nem sequer se avaliava a competência de cada um em função dos minutos em que se aparecia para todos verem.
Hoje, quando se calhar era precisa, a televisão não estava ali. Haveria de estar. Mais do que não fosse para retratar rostos. Só rostos!
Que giro seria poder haver uma câmara que lhes perscrutasse as almas. Quantos não haveriam de estar ali a pensar se valeria a pena correr ao toque da sirene do quartel para acorrer ao desconhecido - sendo que o desconhecido, com toque de sirene, veste-se de perigo; outros haveriam de pensar que antes àquele, que hoje estava de napperon a tapar-lhe o rosto, que a eles próprios. Haveria de chorar-se algumas lágrimas, é verdade, mas o tempo encarregar-se-ia do resto. E o resto é apagar a memória. Ainda por cima, o rapaz quase que ainda tinha gás no corpo em ebulição a fazer o trabalho que lhe competia de o matar por dentro, e já chegavam aos ouvidos do Carlos palavras que lhe falavam nos direitos do seguro, nas dificuldades que o Estado tem em fazer cumprir as suas obrigações para com quem perde a vida a servi-lo. Está bom de ver que a vida, no dia seguinte, haveria de ter outro sentido. E que, se preciso fosse, outros estariam dispostos, sem o saber, a espalhar-se numa qualquer curva feita mais depressa em carros que nunca chegam a compensar o desenho que têm para o socorro com o facto de serem desengonçados para levar gente. São os melhores do concelho, dizia-se. Que conduzam com cuidado, recomendavam outros. Os que nunca andavam neles. Mas os bombeiros, por muito nobres e sãos, tinham destas coisas. De achar que, como diz o povo, "a galinha da vizinha é sempre melhor que a minha". Por isso se via, com desplante, corpos de bombeiros de cidade com material do melhor para combater fogos no campo, e corpos de bombeiros do mundo rural com material muito debilitado para andar em estradas que tardavam em bater-lhes na área de actuação. Outra: área de actuação.
Os limites da intervenção faziam-se (não sei se ainda se faz) com mais rigor do que as linhas mestras que desenharam cada país - tenha sido por decisão de decreto, tenha sido por conquista guerreira. Os países, sobretudo os que conversam ao estalo, confundem fronteiras. Os bombeiros não.

É fogo, é acidente?
Salta-se para a zona de intervenção do vizinho; é trabalho menor, de acartar um AVC de 70 e muitos, uma porta para abrir, gás para fechar ou inundação de vão de escada, "pois minha senhora tem de ligar para a corporação tal que isso é zona deles!..." Ainda há destes caprichos, pois há.

Naquele dia o puto tinha andado no carro melhor, mais moderno e desengonçado para levar gente. Naquele, e noutro dia. E noutro. E noutro. Tinha andado nele vezes sem conta desde que ainda de cueiros entrou pela primeira vez no quartel de bombeiros da terra. Era dos que entrara nos bombeiros por "deformação genética". Ou seja: atrás do pai. O primeiro estalo levado a sério, dado de mão aberta pela mãe, tinha sido "por causa" dos bombeiros.
- Hoje não há escola - disse à mãe depois de ter premeditado que haveria de ver os passos da formatura em treino para a festa de aniversário. Além de que, muito mais interessante do que o aprumo do "esquerdo-direito-hop-dois, esquerdo-direito" gritado a preceito pelo chefe da fanfarra, o grupo de caixas, timbalões, bombo e clarins que ritmava o compasso ao som de marchas "militares", o treino das operações de salvamento feito com recurso a escadas de vários efeitos e feitios na casa-escola do quartel, dava outro colorido à mobilização para o dia de aniversário que chegava naquele mês de Novembro.
- Não há escola? Porquê? - questionou a mãe já indignada por uma escola privada, daquelas que se pagam todos os meses, se dar ao luxo de fazer gazeta sem que tivesse o bom senso de avisar - sendo certo que não haveria, uma vez chegada a hora de prestar contas à mensalidade, de fazer o desconto do dia que, dizia-lhe agora o filho, a escola tinha fechado para preparar os "teatrinhos" do mês seguinte.
- Vão começar os primeiros treinos para a festa de Natal e precisam das salas de aula. E os professores vão estudar o espectáculo... - mentiu.
- Vou ver os bombeiros - afirmou, dando corpo, forma e razão para a mentira.
A mãe só soube que era mentira no dia seguinte, o tal dia de "não há escola" quando viu chegar a casa, de sacola a tiracolo, a vizinha de baixo, da mesma idade e companheira do filho.
- Donde vens Bertinha? - perguntou-lhe.
- Da escola - respondeu a miúda.
- Mas o Ricardo disse que não havia escola... - retorquiu.
- Houve, houve. Ele é que não foi - despachou a miúda.
Varreu-se-lhe a condescendência. Colocou um casaco sobre os ombros e saiu direcção aos bombeiros. Nem deu tempo a nada. Enquanto os bombeiros subiam rápido ao terceiro andar da casa-escola para efectuar um salvamento por manga, um "túnel" de lona que queimava os braços se não houvesse cuidado ao deslizar por ele, ele estava com... um estalo na cara. E outro, e mais outro, até conseguir seguir até casa da avó, umas boas centenas de metros de calçada abaixo, sempre dez passos à frente da mãe que não se cansava de dizer:
- Maroto, que me mentiu! Grande maroto, que me mentiu!
No dia seguinte, voltou aos bombeiros pelas mãos do pai e não se livrou da chacota dos presentes que haviam assistido a tudo no dia anterior.
- Então, ontem almoçaste fava comprida? - questionava um mais brincalhão numa clara alusão aos estalos dados sem vergonha mas recebidos com muita.
- Deixa o miúdo - recomendava o pai, adivinhando que se os bombeiros podiam trazer trauma tamanho como aquele que assume um dos primeiros estalos, estaria bom de ver que, no futuro, falar do quartel haveria de significar... "fava comprida" e, cumulativamente, uma falta de vontade em lá voltar. E, para o bem e para o mal, nas terras mais pequenas, ser bombeiro podia significar o garante de afastamento dos "maus caminhos".
- Enquanto está aqui, está sossegado - defendia o pai, também bombeiro vai para duas dezenas de anos.
Era assim, de facto. Ainda é assim, porventura. A ida para os bombeiros, a ideia de dar o corpo ao manifesto ao serviço dos outros sem receber nada em troca, está nos antípodas do mau comportamento social. Valha isso para manter viva a chama do voluntariado em Portugal.
Ainda assim, para quem tinha quase estreado a sua ida aos bombeiros com um estalo logo de seguida, não parecia seguro que o miúdo quisesse seguir as pisadas do pai. Mas segui. Acompanhou dezenas de histórias, passou por elas sem mácula sem uma ponta de medo ou sentimento e cresceu na lufa-lufa de ver o pai sair a meio da noite a vestir-se à pressa sobre as calças do pijama e a chegar de tronco nu vezes sem conta ao quartel porque ser primeiro ou dos primeiros, podia significar apanhar o primeiro carro que seguia para o fogo. E, com um bocado de sorte, sendo o primeiro podia ser o mais antigo e isso dava-lhe condições de chefe. Até aqui a velhice era um posto. E ser chefe, num carro de bombeiros, quer dizer que se manda nos outros. Era efémero, é verdade, mas era-se chefe. Até outro mais velho aparecer. Ou, ainda que não fosse chefe, tinha missão maior, no palco de operações, conduzi-las a bom termo. E mesmo que não fizesse mais do que a intuição mandava, saía dali de consciência de que fizera o que tinha de ser feito. Naquele tempo ser o mais velho e mais afoito garantia presença na agulheta num combate desigual para liquidar o fogo. È a alma guerreira desta gente ou disparate, para muitos, que os leva a enfrentar o animal de formas disformes e de manhas tamanhas que nunca se sabe se vem de frente, se investe de lado.
"Eu quero é matar o gajo!" - dizia-se defronte para o fogo, segurando a agulheta com a pressão da bomba quase ao máximo, o que fazia andar "à reboleta" (para usar a expressão que um deles tornou popular quando rebolou morro abaixo em função do fraco domínio que teve em dominar a agulheta).
Por isso, cresceu a ouvir a sirene dos bombeiros, a ouvir histórias sem fim de episódios burlescos, outros mais sérios. Histórias de vida que só faziam história porque mexiam com os sentimentos dos outros. Fossem histórias de fim feliz ou de fim.
Ponto final.

De Morte!...

Era de morte, desta vez, que se falava ali. O Ricardo estava deitado com a cara de rapazinho que sempre tivera. Pensa-se que era assim. Por respeito à figura dos 19 anos e para que se recorde a beleza que tinha e não o estrago do acidente, o caixão mantinha-se aberto mas com o rosto tapado. A seu lado, a mãe, de preto vestida, tinha a cara encarnada de tanto chorar mas a cabeça não parecia ali. O Pai, o pai verdadeiro, ora passava pelo salão nobre, ora descia as escadas até ao parque de viaturas, ora se perdia no bar nas mãos de uma "menina" - epíteto usado brejeiramente para designar as cervejas pequenas, as "minis".
O Carlos, pai dos últimos anos, enchia o corpo de mágoa. Enchia até rebentar num choro parvo e descontrolado que os outros haveriam de julgar ser bom para "deixar libertar sentimentos".
Enquanto soluçava parvamente mais depressa do que o ritmo de palmadas nas costas que os velhos camaradas lhe davam presume-se que para lhe transmitir ânimo, as histórias de vida de um corpo de bombeiros desfiavam ao ritmo de muitas por minuto. Tantas quantos os grupos que se juntavam pelo imenso espaço daquela que era a obra máxima da terra - o quartel dos bombeiros. De há muito que era assim: os bombeiros tinham por hábito encontrar-se e cruzar experiências, ora em festas, ora em funerais. Nos últimos tempos, muito por obra e graça da Confederação dos Bombeiros, a Liga, era possível encontrar outros motivos que os levassem a reunir. Mas as festas de aniversário, com autênticas romarias em busca do pernil de frango no beberete, ou os funerais, eram, ainda, o ponto mais alto da reunião. E palanquete maior para passar experiências.
Lembras-te?

in: texto transcrito do livro Fénix - Histórias de Vida (e morte) dos Bombeiros Portugueses
de autoria Paulo Barbosa

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por Diário de um Bombeiro às 12:56

Terça-feira, 29.03.11

Nuvem Radioactiva Chega a Portugal

Pelos céus dos Açores já circulam partículas de gases radioactivos oriundas da central nuclear de Fukushima, Japão. A ‘nuvem radioactiva’ deve atingir Portugal continental nos próximos dias e evoluir para o resto da Europa e Médio Oriente.

Mas Félix Rodrigues, investigador e perito em poluição da Universidade dos Açores, que detectou as partículas através de um estudo de modelação da circulação atmosférica, desdramatiza a presença dos gases. "Estão a muita altitude e a quantidade é milhões de vezes inferior ao que se passa em Fuku-shima. É uma radiação residual, com níveis semelhantes aos emitidos pelas rochas e solos", explicou ao CM.
O secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, assegurou que não foram registadas alterações nos valores de radioactividade no arquipélago. O gás xénon 133 foi o primeiro a ser detectado, a 2500 metros de altitude, mas a quantidade encontrada é tão ínfima que deve desfazer-se na atmosfera em poucos dias. Mais perigosos são o césio 137 e o estrôncio 90, que podem permanecer nos solos durante décadas. "Ainda há vestígios de césio e de estrôncio no Japão, nas regiões de Hiroshima e Nagasaki, onde foram lançadas bombas atómicas na II Guerra Mundial", explica Félix Rodrigues. No entanto, acrescenta, não é previsível que estes gases cheguem ao solo.
A exposição prolongada a grandes doses de radioactividade pode provocar vários tipos de cancro.

  • PLUTÓNIO NO SOLO NO FUKUSHIMA

A empresa japonesa TEPCO detectou, pela primeira vez, vestígios de plutónio no solo em cinco locais diferentes no perímetro da central nuclear de Fukushima, mas garantiu que se trata de quantidades residuais e não constituem perigo para a saúde. Os vestígios foram detectados em análises ao solo realizadas na semana passada, adiantou fonte da empresa que gere a central. A TEPCO anunciou ainda que os elevados níveis de radiação detectados no domingo na água do reactor 2, que chegaram a ser 100 mil vezes superiores ao normal, se deveram, provavelmente, à fusão parcial das varetas de combustível no interior do reactor, mas assegurou que a situação "está controlada".

DISCURSO DIRECTO

"SEM MOTIVO PARA ALARME": Félix Rodrigues, Investigador da Univ. Açores

Correio da Manhã – Há motivos para alarme com a presença da ‘nuvem radioactiva’?
 Félix Rodrigues – Não há qualquer motivo para alarme. A presença de partículas na atmosfera é residual, é inferior às radiações do nosso Verão.

– Mas os vários componentes radioactivos não são perigosos para a saúde humana?
– Toda a radiação é prejudicial à saúde. Quando andamos de avião apanhamos radiação. No entanto, a presença destas partículas é muito ínfima. Seria perigoso se atingisse o solo, mas não é esse o caso.

– Se algum reactor de Fukushima explodir, o risco não aumentará em consequência?
– É preocupante no Japão e na costa ocidental dos EUA. O que é expectável a longo termo é que as partículas tenham distribuição global e que as maiores concentrações se situem na América do Norte, África do Norte e Ásia. A Europa será das zonas menos afectadas.

in: CM

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por Diário de um Bombeiro às 10:53

Terça-feira, 29.03.11

Nuvem Radioactiva Chega a Portugal

Pelos céus dos Açores já circulam partículas de gases radioactivos oriundas da central nuclear de Fukushima, Japão. A ‘nuvem radioactiva’ deve atingir Portugal continental nos próximos dias e evoluir para o resto da Europa e Médio Oriente.

Mas Félix Rodrigues, investigador e perito em poluição da Universidade dos Açores, que detectou as partículas através de um estudo de modelação da circulação atmosférica, desdramatiza a presença dos gases. "Estão a muita altitude e a quantidade é milhões de vezes inferior ao que se passa em Fuku-shima. É uma radiação residual, com níveis semelhantes aos emitidos pelas rochas e solos", explicou ao CM.
O secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, assegurou que não foram registadas alterações nos valores de radioactividade no arquipélago. O gás xénon 133 foi o primeiro a ser detectado, a 2500 metros de altitude, mas a quantidade encontrada é tão ínfima que deve desfazer-se na atmosfera em poucos dias. Mais perigosos são o césio 137 e o estrôncio 90, que podem permanecer nos solos durante décadas. "Ainda há vestígios de césio e de estrôncio no Japão, nas regiões de Hiroshima e Nagasaki, onde foram lançadas bombas atómicas na II Guerra Mundial", explica Félix Rodrigues. No entanto, acrescenta, não é previsível que estes gases cheguem ao solo.
A exposição prolongada a grandes doses de radioactividade pode provocar vários tipos de cancro.

  • PLUTÓNIO NO SOLO NO FUKUSHIMA

A empresa japonesa TEPCO detectou, pela primeira vez, vestígios de plutónio no solo em cinco locais diferentes no perímetro da central nuclear de Fukushima, mas garantiu que se trata de quantidades residuais e não constituem perigo para a saúde. Os vestígios foram detectados em análises ao solo realizadas na semana passada, adiantou fonte da empresa que gere a central. A TEPCO anunciou ainda que os elevados níveis de radiação detectados no domingo na água do reactor 2, que chegaram a ser 100 mil vezes superiores ao normal, se deveram, provavelmente, à fusão parcial das varetas de combustível no interior do reactor, mas assegurou que a situação "está controlada".

DISCURSO DIRECTO

"SEM MOTIVO PARA ALARME": Félix Rodrigues, Investigador da Univ. Açores

Correio da Manhã – Há motivos para alarme com a presença da ‘nuvem radioactiva’?
 Félix Rodrigues – Não há qualquer motivo para alarme. A presença de partículas na atmosfera é residual, é inferior às radiações do nosso Verão.

– Mas os vários componentes radioactivos não são perigosos para a saúde humana?
– Toda a radiação é prejudicial à saúde. Quando andamos de avião apanhamos radiação. No entanto, a presença destas partículas é muito ínfima. Seria perigoso se atingisse o solo, mas não é esse o caso.

– Se algum reactor de Fukushima explodir, o risco não aumentará em consequência?
– É preocupante no Japão e na costa ocidental dos EUA. O que é expectável a longo termo é que as partículas tenham distribuição global e que as maiores concentrações se situem na América do Norte, África do Norte e Ásia. A Europa será das zonas menos afectadas.

in: CM

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por Diário de um Bombeiro às 10:53

Terça-feira, 29.03.11

Iémen - 150 mortos devido a explosão em fábrica de munições

Pelo menos 150 pessoas morreram segunda-feira, devido a uma explosão numa fábrica de munições no sul do Iémen, pilhada por elementos da Al-Qaida, anunciou esta terça-feira o vice-governador da província de Abyane, Ahmed Ghaleb al-Rahoui. 

Um balanço anterior indicava que 76 pessoas tinham morrido devido a esta explosão.

"O balanço definitivo das vítimas da fábrica de munições de 7 de outubro subiu para mais de 150 mortos e 80 feridos", declarou o vice-governador.

As vítimas são civis que tinham entrado na fábrica para tentar recuperar armas ou munições um dia depois de elementos da Al-Qaida terem atacado esta fábrica de produção militar e roubado caixas com munições. O comando da Al-Qaida, com cerca de 30 pessoas, carregou as caixas para quatro camionetas antes de deixar o lugar.

in: CM

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por Diário de um Bombeiro às 10:49

Terça-feira, 29.03.11

São Paulo: Gato é resgatado por bombeiros após cair no rio Tamanduateí

Bombeiro resgata gato na tarde desta segunda-feira em São Paulo (Foto: Luiz Guarnieri/AE)
O Corpo de Bombeiros foi acionado na tarde desta segunda-feira (28) para resgatar um gato das águas poluídas do Rio Tamanduateí, nas imediações da estação Armênia do Metrô, em São Paulo.
Após o resgate, o animal ganhou o carinho de um dos componentes da coorporação. E seria levado para o CCZ.
Mas, segundo informações de soldados que participaram do salvamento, o gatinho foia dotado por uma pessoas que se compadeceu com a situação.

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por Diário de um Bombeiro às 10:47

Terça-feira, 29.03.11

Bombeiros dizem ter controlado incêndio em prédio da UFRJ

Bombeiros de oito unidades trabalharam horas para conter o incêndio que começou por volta das 14h30 e destruiu a capela da reitoria da UFRJ. O imóvel estava sendo restaurado, e um acidente com uma solda a gás pode ter provocado o incêndio.

Uma luta difícil para salvar um prédio histórico. Bombeiros de oito unidades trabalharam horas para conter o incêndio que começou por volta das 14h30 e destruiu a capela da reitoria.
Alguns bombeiros quase foram atingidos por uma estrutura de madeira. A maior dificuldade era evitar que a grande quantidade de madeira, que há no prédio, pegasse fogo.
O imóvel estava sendo restaurado, e um acidente com uma solda a gás pode ter provocado o incêndio. O palácio universitário, como é conhecido, é um prédio em estilo neoclássico, do século 19 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
“A história da faculdade, 43 anos de documentos ali, gente”, fala a diretora da faculdade de Educação Física, Ana Maria Monteiro.
Durante o regime militar, o campus da Praia Vermelha foi um ponto de encontro de estudantes e intelectuais, que discutiam política, e ouviam Bossa Nova.
Na noite desta segunda-feira (28) ainda tinha a movimentação das equipes do Corpo de Bombeiros que tentam controlar o incêndio que atingiu o prédio da UFRJ.
Segundo os bombeiros, existe um risco real de não apenas o reboco cair ainda mais, mas de o teto cair. Uma escada que conduz à capela da reitoria pode ser o local onde o incêndio teria começado.
“Nós concentramos as forças para preservar o arquivo. Uma parcela do arquivo já tinha sido destruída e outra nós conseguimos manter. O objetivo era conter o fogo para ele não se espalhar pra toda a instalação”, diz o comandante das unidades especializadas, coronel Valdinei da Silva.
O incêndio foi controlado depois de 4,5 horas. Mas há ainda brasas e material aquecido no local. Durante a madrugada, uma equipe vai monitorar o prédio para evitar o surgimento de novos focos.
 
in: Jornal da Globo

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por Diário de um Bombeiro às 10:45

Terça-feira, 29.03.11

Bombeiros controlam incêndio na ladeira Geraldo Melo

Um incêndio de pequenas proporções e sem vítimas atingiu parte da vegetação da ladeira Geraldo Melo, no bairro do Farol, na noite desta segunda-feira (28). Assustados, os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros, que enviou uma viatura para o local.

Morador da casa de número 450 da ladeira Claudervan Santos disse que ficou com medo que as chamas atingissem a sua residência. Para apagar as chamas, que atingiram o topo da barreira, os bombeiros tiveram que ir até os fundos da casa 577 da Rua Aristeu de Andrade, no mesmo bairro. Os quintais desses moradores são compostos pela vegetação e pelo começo da barreira que rodeia a Geraldo Melo.

A sargento do Corpo de Bombeiros Mizia orientou os moradores quanto a importância de manter o local sempre limpo. De acordo com a militar, a causa do incêndio pode ser um simples resto de cigarro jogado na vegetação seca.

Moradores da Rua Aristeu de Andrade afirmaram que incêndios na região coberta por mato são comuns. Ninguém ficou ferido no incêndio. O morador Fernando Malta fez vídeos e fotos antes da chegada dos bombeiros.

in: Gazeta Web

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por Diário de um Bombeiro às 10:43

Terça-feira, 29.03.11

Pombal: Violenta Colisão Mata Mulher no IC2

Zulmira Ferro, de 55 anos, era natural de Souselas, Coimbra, e trabalhava como auxiliar no Hospital de Pombal
Zulmira Ferro, de 55 anos, natural de Souselas, Coimbra, perdeu ontem a vida, quando a viatura em que seguia, sozinha, embateu, violentamente, com um veículo pesado de transportes, de uma empresa de Coimbra.
O acidente aconteceu às 16h28, no IC-2, na zona de Meirinhas. A condutora, de acordo com o segundo comandante dos bombeiros de Pombal, Paulo Albano, seguia no sentido Coimbra/Leiria, terá saído da sua faixa de rodagem, embatendo, de frente, com o pesado, que seguia no sentido contrário. De acordo com aquele responsável, o condutor do camião ainda se tentou desviar, tendo ficado imobilizado na valeta.
O embate foi de tal forma violento que o motor da viatura ligeira, de marca Peugeot, saltou e ficou no meio da via, que esteve cortada, nos dois sentidos, durante algum tempo. Todavia, de acordo com a GNR de Leiria, a circulação foi depois reaberta, processando-se de forma alternada, só sendo totalmente normalizada por volta das 19h20, depois de os Bombeiros de Pombal terem efectuado a limpeza da via.
O condutor do pesado, segundo Paulo Albano, sofreu ferimentos ligeiros, tendo sido assistido no local do sinistro, não tendo sido necessário transportá-lo a qualquer unidade de saúde.
O segundo comandante dos bombeiros referiu ainda que naquela zona, em tempos, chegaram a registar-se muitos acidentes, mas ultimamente têm sido em menor número.
No local do acidente, para além de elementos da secção de trânsito da GNR, estiveram os Bombeiros de Pombal, com 10 homens, auxiliados por quatro viaturas, uma delas de desencarceramento, a viatura médica de emergência e reanimação e a ambulância de suporte imediato de vida, ambas do Instituto Nacional de Emergência Médica.
O corpo da vítima mortal foi transportado para o Gabinete Médico-Legal da Figueira da Foz.  A GNR de Leiria tomou conta da ocorrência e está a averiguar as causas do despiste. l
» Zulmira Ferro trabalhou  na creche dos HUC

Zulmira Ferro tinha três filhos e vivia na zona de Leiria, onde o marido trabalha, na empresa STET. Nos últimos tempos ia muito raramente à terra em que nasceu, Souselas, dado que os pais se tinham mudado para a sua residência.
Segundo apurámos, era ensaiadora do Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Agrelo, Penacova, que tinha ajudado a fundar e onde se eslocava de 15 em 15 dias. Fazia ainda questão de, todos os anos, desfilar no corso de Carnaval da Mealhada, pela escola de samba Real Imperatriz.
Zulmira Ferro trabalhou como auxiliar na creche da Casa do Pessoal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, concluiu uma licenciatura em Serviço Social no Instituto Superior Miguel Torga e há cerca de dois anos mudou-se para o Hospital de Pombal, onde exercia funções de auxiliar. 

in: DC

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por Diário de um Bombeiro às 10:42

Terça-feira, 29.03.11

Pombal: Violenta Colisão Mata Mulher no IC2

Zulmira Ferro, de 55 anos, era natural de Souselas, Coimbra, e trabalhava como auxiliar no Hospital de Pombal
Zulmira Ferro, de 55 anos, natural de Souselas, Coimbra, perdeu ontem a vida, quando a viatura em que seguia, sozinha, embateu, violentamente, com um veículo pesado de transportes, de uma empresa de Coimbra.
O acidente aconteceu às 16h28, no IC-2, na zona de Meirinhas. A condutora, de acordo com o segundo comandante dos bombeiros de Pombal, Paulo Albano, seguia no sentido Coimbra/Leiria, terá saído da sua faixa de rodagem, embatendo, de frente, com o pesado, que seguia no sentido contrário. De acordo com aquele responsável, o condutor do camião ainda se tentou desviar, tendo ficado imobilizado na valeta.
O embate foi de tal forma violento que o motor da viatura ligeira, de marca Peugeot, saltou e ficou no meio da via, que esteve cortada, nos dois sentidos, durante algum tempo. Todavia, de acordo com a GNR de Leiria, a circulação foi depois reaberta, processando-se de forma alternada, só sendo totalmente normalizada por volta das 19h20, depois de os Bombeiros de Pombal terem efectuado a limpeza da via.
O condutor do pesado, segundo Paulo Albano, sofreu ferimentos ligeiros, tendo sido assistido no local do sinistro, não tendo sido necessário transportá-lo a qualquer unidade de saúde.
O segundo comandante dos bombeiros referiu ainda que naquela zona, em tempos, chegaram a registar-se muitos acidentes, mas ultimamente têm sido em menor número.
No local do acidente, para além de elementos da secção de trânsito da GNR, estiveram os Bombeiros de Pombal, com 10 homens, auxiliados por quatro viaturas, uma delas de desencarceramento, a viatura médica de emergência e reanimação e a ambulância de suporte imediato de vida, ambas do Instituto Nacional de Emergência Médica.
O corpo da vítima mortal foi transportado para o Gabinete Médico-Legal da Figueira da Foz.  A GNR de Leiria tomou conta da ocorrência e está a averiguar as causas do despiste. l
» Zulmira Ferro trabalhou  na creche dos HUC

Zulmira Ferro tinha três filhos e vivia na zona de Leiria, onde o marido trabalha, na empresa STET. Nos últimos tempos ia muito raramente à terra em que nasceu, Souselas, dado que os pais se tinham mudado para a sua residência.
Segundo apurámos, era ensaiadora do Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Agrelo, Penacova, que tinha ajudado a fundar e onde se eslocava de 15 em 15 dias. Fazia ainda questão de, todos os anos, desfilar no corso de Carnaval da Mealhada, pela escola de samba Real Imperatriz.
Zulmira Ferro trabalhou como auxiliar na creche da Casa do Pessoal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, concluiu uma licenciatura em Serviço Social no Instituto Superior Miguel Torga e há cerca de dois anos mudou-se para o Hospital de Pombal, onde exercia funções de auxiliar. 

in: DC

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por Diário de um Bombeiro às 10:42

Terça-feira, 29.03.11

Porto: Incêndio Destruiu Salão de Cabeleireiro

Um incêndio destruiu na segunda-feira à noite um salão de cabeleireiro localizado na Avenida do Bessa, no Porto, disse esta terça-feira Lusa fonte dos Bombeiros Sapadores. 

De acordo com a mesma fonte, a rápida intervenção dos bombeiros evitou  que as chamas alastrassem a outras casas e estabelecimentos do mesmo edifício. 
O alarme do fogo foi dado cerca das 23h05 pelo vigilante do prédio.   A fonte disse desconhecer as causas do incêndio.  

No local estiverem elementos das corporações de Sapadores e Voluntários  Portuenses.

in: CM

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por Diário de um Bombeiro às 10:39

Terça-feira, 29.03.11

Porto: Incêndio Destruiu Salão de Cabeleireiro

Um incêndio destruiu na segunda-feira à noite um salão de cabeleireiro localizado na Avenida do Bessa, no Porto, disse esta terça-feira Lusa fonte dos Bombeiros Sapadores. 

De acordo com a mesma fonte, a rápida intervenção dos bombeiros evitou  que as chamas alastrassem a outras casas e estabelecimentos do mesmo edifício. 
O alarme do fogo foi dado cerca das 23h05 pelo vigilante do prédio.   A fonte disse desconhecer as causas do incêndio.  

No local estiverem elementos das corporações de Sapadores e Voluntários  Portuenses.

in: CM

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por Diário de um Bombeiro às 10:39

Terça-feira, 29.03.11

Novos Órgãos Sociais da Federação dos Bombeiros do Algarve Tomaram Posse

Os novos órgãos sociais da Federação dos Bombeiros do Algarve (FBA), que será liderada por Teodósio Carrilho, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, tomou posse na semana passada.

Na cerimónia, que ocorreu no salão nobre do Governo Civil de Faro, estiveram presentes a governadora civil, Isilda Gomes, representantes de associações e corpos de bombeiros, autarquias, forças de segurança, de outras entidades regionais e diversos convidados.

Teodósio Carrilho terá como vice-presidentes Adriano Ferrão (AHBV Albufeira) e Luís Gomes (bombeiros municipais de Olhão).

O presidente da câmara de Faro, Macário Correia, é o presidente da assembleia geral da instituição, enquanto Paulo Morgado (AHBV Lagos) comanda o conselho fiscal.

A federação pretende “estreitar relações com as autarquias, representantes da proteção civil e as demais forças vivas do Algarve, de forma a salvaguardar a sustentabilidade das associações e o apetrechamento adequado dos corpos de bombeiros, para melhor servir a região”.

Ainda em fase de instalação administrativa, a FBA estará sedeada na rua Comandante Francisco Manuel, em Faro.

in: Região-Sul

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por Diário de um Bombeiro às 10:38

Terça-feira, 29.03.11

Novos Órgãos Sociais da Federação dos Bombeiros do Algarve Tomaram Posse

Os novos órgãos sociais da Federação dos Bombeiros do Algarve (FBA), que será liderada por Teodósio Carrilho, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, tomou posse na semana passada.

Na cerimónia, que ocorreu no salão nobre do Governo Civil de Faro, estiveram presentes a governadora civil, Isilda Gomes, representantes de associações e corpos de bombeiros, autarquias, forças de segurança, de outras entidades regionais e diversos convidados.

Teodósio Carrilho terá como vice-presidentes Adriano Ferrão (AHBV Albufeira) e Luís Gomes (bombeiros municipais de Olhão).

O presidente da câmara de Faro, Macário Correia, é o presidente da assembleia geral da instituição, enquanto Paulo Morgado (AHBV Lagos) comanda o conselho fiscal.

A federação pretende “estreitar relações com as autarquias, representantes da proteção civil e as demais forças vivas do Algarve, de forma a salvaguardar a sustentabilidade das associações e o apetrechamento adequado dos corpos de bombeiros, para melhor servir a região”.

Ainda em fase de instalação administrativa, a FBA estará sedeada na rua Comandante Francisco Manuel, em Faro.

in: Região-Sul

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Terça-feira, 29.03.11

Vagos: Relatório dos Bombeiros Traça Cenário de Crise

Medidas governamentais e incumprimento por parte da autarquia podem levar à “redução do quadro de pessoal”, segundo a Direcção da corporação vaguense.

O transporte de doentes e a manutenção das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) são analisadas “à lupa” no Relatório de 2010, apresentado pelos Bombeiros de Vagos. Aquele documento, que reflecte as dificuldades financeiras que já se começam a sentir no sector, vai ser discutido, em assembleia-geral, na próxima quinta-feira.

Para a Direcção liderada por Ricardo Fernandes, a saúde financeira das associações de bombeiros, a nível nacional e local, está a ser posta em causa, sendo notório o decréscimo do número de doentes não urgentes transportados e também de serviços efectuados.

A título de exemplo, em Fevereiro deste ano foram registados apenas 1.265 transportes, quando em igual período no ano passado tal número foi de 2.435. Quanto a serviços, foram contabilizados menos 96, daí resultando uma quebra de cerca de 13 mil euros.

Tal restrição, agravada pelo aumento do preço de combustíveis e encargos da Segurança Social, pode obrigar a associação a equacionar a “redução do quadro de pessoal”.

Em causa está, considera a Direcção, o protocolo de adesão às “Cláusulas Contratuais Gerais de Serviços de Transporte de Doentes em Ambulâncias das Entidades Detentoras de Corpos de Bombeiros”. Arrancou em Janeiro do corrente ano, com o lançamento de uma plataforma electrónica.

Numa primeira fase, devia trabalhar apenas com os Bombeiros e, mais tarde, com as empresas privadas licenciadas para o sector, o que não aconteceu.

in: Diário de Aveiro

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por Diário de um Bombeiro às 10:30

Terça-feira, 29.03.11

Vagos: Relatório dos Bombeiros Traça Cenário de Crise

Medidas governamentais e incumprimento por parte da autarquia podem levar à “redução do quadro de pessoal”, segundo a Direcção da corporação vaguense.

O transporte de doentes e a manutenção das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) são analisadas “à lupa” no Relatório de 2010, apresentado pelos Bombeiros de Vagos. Aquele documento, que reflecte as dificuldades financeiras que já se começam a sentir no sector, vai ser discutido, em assembleia-geral, na próxima quinta-feira.

Para a Direcção liderada por Ricardo Fernandes, a saúde financeira das associações de bombeiros, a nível nacional e local, está a ser posta em causa, sendo notório o decréscimo do número de doentes não urgentes transportados e também de serviços efectuados.

A título de exemplo, em Fevereiro deste ano foram registados apenas 1.265 transportes, quando em igual período no ano passado tal número foi de 2.435. Quanto a serviços, foram contabilizados menos 96, daí resultando uma quebra de cerca de 13 mil euros.

Tal restrição, agravada pelo aumento do preço de combustíveis e encargos da Segurança Social, pode obrigar a associação a equacionar a “redução do quadro de pessoal”.

Em causa está, considera a Direcção, o protocolo de adesão às “Cláusulas Contratuais Gerais de Serviços de Transporte de Doentes em Ambulâncias das Entidades Detentoras de Corpos de Bombeiros”. Arrancou em Janeiro do corrente ano, com o lançamento de uma plataforma electrónica.

Numa primeira fase, devia trabalhar apenas com os Bombeiros e, mais tarde, com as empresas privadas licenciadas para o sector, o que não aconteceu.

in: Diário de Aveiro

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Terça-feira, 29.03.11

Fotogaleria: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Fotogaleria:



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por Diário de um Bombeiro às 02:10

Terça-feira, 29.03.11

Fotogaleria: Incêndio na Fábrica "Ideal"

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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por Diário de um Bombeiro às 02:08

Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

Foto: Luis Carregã (asBeiras)

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Terça-feira, 29.03.11

Coimbra: Incêndio na Fábrica "Ideal"

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Terça-feira, 29.03.11

Liga dos Bombeiros Preocupada com Diminuição de Meios para Incêndios de Verão

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) está inquieta com a época de fogos deste ano defendendo existirem "razões para preocupação" com a redução de meios, devido à crise, para o combate aos incêndios florestais.




O vice-presidente da LBP, Rui Silva, manifestou as inquietações da organização nacional de bombeiros, face às perspetivas de, a um verão "muito quente", corresponder um corte nos meios de combate aos fogos, hoje, em Viseu, durante a cerimónia de celebração do 125 aniversário do corpo de voluntários da cidade.

Presente na cerimónia, o general Arnaldo Cruz, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, admitiu que os cortes são um facto, na casa dos 20%, com destaque nos meios aéreos usualmente disponibilizados. Mas o general asseverou estarem reunidas as condições para erguer um dispositivo igualmente eficaz este ano.



"Estamos a equacionar um dispositivo igualmente capaz mas eventualmente mais flexível. Quando não houver meios aéreos em sítios onde estariam previstos, pois encontraremos forma de aí colocar equipas terrestres de resposta imediata", disse.

Arnaldo Cruz fez ainda notar que decorre uma "análise, um trabalho, com todo o cuidado, em colaboração com todos os distritos" para procurar as melhores soluções, apontando que, havendo, "e isso é um facto", uma redução do número de meios aéreos, relativamente ao ano passado, serão encontradas soluções que possam suprir essa falta.

Insistindo nas preocupações, o representante da Liga de Bombeiros Portugueses, associando a "crise política" ao "verão quente" que se aproxima, defendeu a urgência de preparar as coisas de forma a que a crise financeira não se intrometa de forma grave no essencial do combate aos fogos nas florestas portuguesas.

Apesar das inquietações, Rui Silva garantiu que os "os bombeiros portugueses não vão deixar o país descalço" perante as adversidades, reafirmando o empenho pessoal destes na supressão das dificuldades que emergirem da diminuição de meios e verbas.

Na linha da frente das prioridades para a LBP está responder a um verão que especialistas apontam como um dos mais quentes dos últimos anos, ao que o presidente da ANPC, Arnaldo Cruz responde com a disponibilidade de, "de acordo com o risco em alguns distritos, e com a evolução climatérica, disponibilizar os meios, num esquema naturalmente mais flexível".

Autarcas da Serra da Estrela preocupados com redução de meios


Os presidentes das câmaras municipais de Seia e de Gouveia mostraram-se hoje preocupados com a redução de meios aéreos para combate aos incêndios florestais naquela região, onde se localiza o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE).

A preocupação sentida "não é exclusiva em termos do território que nos está confinado mas é em termos do todo nacional, porque sabemos da importância dos meios aéreos no combate aos fogos", disse à agência Lusa Carlos Filipe Camelo, autarca de Seia (PS)

Referiu que um corte nos meios aéreos significará que a disponibilidade de ataque "no período inicial" dos incêndios ficará "penalizada".
Segundo o autarca, a Serra da Estrela necessita de meios aéreos para combater os fogos porque, devido à sua orografia, "existem zonas inacessíveis a veículos e a pessoas".
Devido a esta situação, observou, verifica-se "muito trabalho descoordenado e esforço dos bombeiros, às vezes, subaproveitado".
O PNSE abrange áreas dos concelhos de Seia, Gouveia, Guarda, Manteigas, Celorico da Beira e Covilhã.

ANMP admite ser contra redução de verbas


A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) reúne terça-feira e irá discutir a redução de verbas para o combate aos incêndios, revelou hoje o seu presidente, considerando que as autarquias podem estar contra a medida "por uma questão de princípio".

"Damos conta que é um flagelo nacional, todos os anos, com problemas complicados, e reduzir os meios não me parece bem, mas temos de aprofundar mais essa questão, ver onde é reduzido e porque é que é reduzido", afirmou Fernando Ruas, presidente da ANMP.

O também presidente da Câmara de Viseu salientou que a reunião de terça-feira "é a altura ideal" para definir uma posição perante a diminuição de 20% nos meios de combate a incêndios florestais. 

 in: SIC

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por Diário de um Bombeiro às 00:54

Terça-feira, 29.03.11

Liga dos Bombeiros Preocupada com Diminuição de Meios para Incêndios de Verão

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) está inquieta com a época de fogos deste ano defendendo existirem "razões para preocupação" com a redução de meios, devido à crise, para o combate aos incêndios florestais.




O vice-presidente da LBP, Rui Silva, manifestou as inquietações da organização nacional de bombeiros, face às perspetivas de, a um verão "muito quente", corresponder um corte nos meios de combate aos fogos, hoje, em Viseu, durante a cerimónia de celebração do 125 aniversário do corpo de voluntários da cidade.

Presente na cerimónia, o general Arnaldo Cruz, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, admitiu que os cortes são um facto, na casa dos 20%, com destaque nos meios aéreos usualmente disponibilizados. Mas o general asseverou estarem reunidas as condições para erguer um dispositivo igualmente eficaz este ano.



"Estamos a equacionar um dispositivo igualmente capaz mas eventualmente mais flexível. Quando não houver meios aéreos em sítios onde estariam previstos, pois encontraremos forma de aí colocar equipas terrestres de resposta imediata", disse.

Arnaldo Cruz fez ainda notar que decorre uma "análise, um trabalho, com todo o cuidado, em colaboração com todos os distritos" para procurar as melhores soluções, apontando que, havendo, "e isso é um facto", uma redução do número de meios aéreos, relativamente ao ano passado, serão encontradas soluções que possam suprir essa falta.

Insistindo nas preocupações, o representante da Liga de Bombeiros Portugueses, associando a "crise política" ao "verão quente" que se aproxima, defendeu a urgência de preparar as coisas de forma a que a crise financeira não se intrometa de forma grave no essencial do combate aos fogos nas florestas portuguesas.

Apesar das inquietações, Rui Silva garantiu que os "os bombeiros portugueses não vão deixar o país descalço" perante as adversidades, reafirmando o empenho pessoal destes na supressão das dificuldades que emergirem da diminuição de meios e verbas.

Na linha da frente das prioridades para a LBP está responder a um verão que especialistas apontam como um dos mais quentes dos últimos anos, ao que o presidente da ANPC, Arnaldo Cruz responde com a disponibilidade de, "de acordo com o risco em alguns distritos, e com a evolução climatérica, disponibilizar os meios, num esquema naturalmente mais flexível".

Autarcas da Serra da Estrela preocupados com redução de meios


Os presidentes das câmaras municipais de Seia e de Gouveia mostraram-se hoje preocupados com a redução de meios aéreos para combate aos incêndios florestais naquela região, onde se localiza o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE).

A preocupação sentida "não é exclusiva em termos do território que nos está confinado mas é em termos do todo nacional, porque sabemos da importância dos meios aéreos no combate aos fogos", disse à agência Lusa Carlos Filipe Camelo, autarca de Seia (PS)

Referiu que um corte nos meios aéreos significará que a disponibilidade de ataque "no período inicial" dos incêndios ficará "penalizada".
Segundo o autarca, a Serra da Estrela necessita de meios aéreos para combater os fogos porque, devido à sua orografia, "existem zonas inacessíveis a veículos e a pessoas".
Devido a esta situação, observou, verifica-se "muito trabalho descoordenado e esforço dos bombeiros, às vezes, subaproveitado".
O PNSE abrange áreas dos concelhos de Seia, Gouveia, Guarda, Manteigas, Celorico da Beira e Covilhã.

ANMP admite ser contra redução de verbas


A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) reúne terça-feira e irá discutir a redução de verbas para o combate aos incêndios, revelou hoje o seu presidente, considerando que as autarquias podem estar contra a medida "por uma questão de princípio".

"Damos conta que é um flagelo nacional, todos os anos, com problemas complicados, e reduzir os meios não me parece bem, mas temos de aprofundar mais essa questão, ver onde é reduzido e porque é que é reduzido", afirmou Fernando Ruas, presidente da ANMP.

O também presidente da Câmara de Viseu salientou que a reunião de terça-feira "é a altura ideal" para definir uma posição perante a diminuição de 20% nos meios de combate a incêndios florestais. 

 in: SIC

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