A Polícia Judiciária está a investigar as causas do incêndio florestal que destruiu 711 hectares nos últimos dois dias no concelho de Vidigueira, por suspeitas de fogo posto.
As chamas deflagraram de madrugada e foram detetados vários focos de incêndio e, por isso, há suspeitas de crime de fogo posto e a guarda encaminhou o caso para a Polícia Judiciária, explicou o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, capitão Eduardo Lérias.
Segundo o capitão, o incêndio, que deflagrou pelas 2.39 horas de segunda-feira na zona de Cabeça do Miguel, na Serra de Alcaria, na freguesia de Selmes, destruiu 711 hectares de floresta.
Durante o incêndio, não ardeu nenhuma habitação e as únicas casas que, eventualmente, poderão ter ardido são devolutas e abandonadas, relatou à Lusa o segundo comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja, Carlos Pica.
O incêndio mantém-se em fase de rescaldo desde as 8.30 horas de terça-feira, porque têm ocorrido "pequenos reacendimentos" dentro da área queimada, mas não há perigo de reativação do fogo para fora do perímetro ardido, adiantou hoje à Lusa fonte do CDOS de Beja.
No local está uma equipa dos Bombeiros de Vidigueira, constituída por seis operacionais e dois veículos, a fazer a "vigilância ativa" da área e a "consolidação do rescaldo", indicou a fonte.
Segundo dados da Proteção Civil, o combate ao incêndio chegou a envolver cerca de 170 operacionais, sendo a maioria bombeiros, sobretudo de corporações dos distritos de Beja e Évora, quase 50 veículos e dois meios aéreos.
Fonte: JN