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diariobombeiro



Sexta-feira, 08.04.11

Fernando Vilaça - "O País Não Pode Resistir a Tantas Ignições"

O país não pode resistir ao número de ignições que se têm verificado todos os dias, muito em especial durante a noite” afirmou ontem, na Póvoa de Lanhoso,
o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Fernando Vilaça, que considera que “não há meios nem homens que resistam, que possam responder de forma eficaz e eficiente, com prontidão, a todas essas ocorrências”.

Para Fernando Vilaça, que falava na sessão solene do 106.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso: “por muito mais suja e desordenada que esteja a floresta, por muito elevada que seja a temperatura e baixo o teor de humidade no solo, se não houver fonte de ignição, não haverá, de certeza absoluta, incêndio”.

Neste contexto, o representante da LBP defende que “há que prevenir, vigiar, penalizar, mas sobretudo mudar mentalidades”, até porque “não podemos continuar a investir e gastar em combate aquilo que deveria ser gasto a montante - prevenção e vigilância, mas essa sim, eficaz e eficiente”, acrescenta.

A vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanho-so, Gabriela Fonseca, que começou por realçar o esforço dos Bombeiros, não só os da Póvoa, mas de todas as corporações e entidades que ajudaram no combate aos incêndios que deflagraram no concelho, lembrou que “a missão dos bombeiros é também de todos nós”.

“É que se não formos amigos da floresta, não há meios que nos valham” apontou a vice-presidente da autarquia povoense, lembrando que fazer a limpeza das zonas florestais e não fazer queimadas é uma forma de darmos o nosso contributo.
Gabriela Fons eca acredita, também, que “é possível fazer algo mais, seja em matéria punitiva, de ordenamento da floresta ou em matéria regulamentar no que toca à limpeza dos terrenos”.
A vice-presidente da Câmara afirma que “se houver vontade política, saberemos dar passos importantes na diminuição do número de ignições”.

Governo prometeu, mas ainda não deu o desencarcerador

No discurso da sessão solene do 106.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, o presidente da Direcção, Padre Luís Fernandes, cobrou do Governo uma promessa feita, há cinco anos, em dia de aniversário, que consiste em dotar a corporação de um veículo de desencarceramento.
“Continuamos à espera” afirmou o Pe Luís Fernandes, que espera que “daqui um ano não seja necessário pedir ao Governo que cumpra a palavra dada”.

O presidente da Direcção dos Bombeiros povoenses deixou ainda outro pedido, desta feita à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, para que esta não efective a redução de 15 por cento nos apoios às colectividades.
O Pe Luís Fernandes explicou que as despesas de 2010 quase quadruplicaram e “têm-se tornado quase insustentáveis”, nomeadamente com o aumento do número de incêndios.
Por isso, pede à Câmara, cujo apoia anual enalteceu, que “olhe mais um pouquinho para os nossos bombeiros”.

É que os bombeiros não podem atender menos 15 por cento dos acidentes nem combater menos 15 por dos incêndios.
Face aos meses complicados que se têm vivido, o Pe Luís Fernandes não têm dúvidas de que “os bombeiros portugueses são os heróis do nosso tempo”.

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por Diário de um Bombeiro às 12:51



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