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Quinta-feira, 08.03.12

Intoxicação: INEM recebe 80 chamadas por dia

Quase 80 chamadas por dia são feitas para o Centro de Informação Antivenenos do Instituto Nacional de Emergência Médica, sobretudo devido a suspeitas de intoxicação por medicamentos, disse hoje à Lusa coordenadora daquele serviço.

Em entrevista à agência Lusa, a coordenadora do Centro de Informação Antivenenos (CIAV), Fátima Rato, adiantou terem sido recebidas 28.472 chamadas no número 808 250143, o que equivale a uma média diária de 78 chamadas.

"Em 2010 tivemos 28.281 chamadas, mas, desde 2002, a tendência tem sido para o decréscimo", avançou a coordenadora com base em dados oficiais, sublinhando que isso não significa que tenham diminuído as intoxicações em Portugal.

"O que isto quer dizer é que recebemos um número menor de telefonemas. Nem tudo aqui chega, muitos casos são tratados nos hospitais pelos médicos", adiantou.

O CIAV, sublinhou, tem como principal função auxiliar os cidadãos ou os profissionais de saúde para um eficiente socorro às vítimas de envenenamento ou de ingestão inadvertida de substâncias potencialmente perigosas.

Os dados indicam que a maior parte das intoxicações ocorre em casa e arredores (garagem, jardim quintal) através da via digestiva, sendo as mais comuns devido à ingestão de medicamentos.

Apesar de a maioria das intoxicações ter sido registada em adultos (10.280), o número de crianças fica muito próximo, chegando aos 8.099, sendo que mais de dois terços (69 por cento) com idades entre os um e quatro anos.

De acordo com a coordenadora, 56 por cento das chamadas recebidas foram efetuadas por adultos (12.621) e 39,84 por cento por crianças até aos 15 anos de idade.

"Há uma prevalência de intoxicações na idade adulta. Nas crianças as intoxicações são menos graves e relacionadas com produtos com menos toxicidade e em doses pequenas", explicou.

De acordo com Fátima Rato, quase metade (43 por cento) das intoxicações em adultos são intencionais, existindo propósito também entre crianças, já que só 83 por cento das intoxicações em crianças são acidentais.

"No que diz respeito às crianças a maior parte das intoxicações tem a ver com a ingestão de medicamentos como o paracetamol, anti-histamínicos, detergentes da loiça, entre outros. Também nos adultos, registámos um elevado número de intoxicações devido a medicamentos, tais como sedativos e hipnóticos ou anti-inflamatórios não esteroides", disse.

Fátima Rato adiantou ainda que, no momento do contacto com o CIAV, metade dos adultos intoxicados já tinha sintomas, contrariamente ao verificado nas crianças.

Entre os mais novos, o risco é menor e o contacto é feito ainda no início, sendo que um em cada dois casos não chega a ter de recorrer a hospitais, clínicas ou centros de saúde.

Fátima Rato adiantou ainda que o CIAV presta também apoio a intoxicações em animais, tendo sido registadas 989 chamadas a maioria das quais devido a pesticidas.

Fonte: Público

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por Diário de um Bombeiro às 11:01



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