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diariobombeiro



Quinta-feira, 08.09.11

Bombeiros de Silves Vão Aumentar o Quartel

O quartel dos Bombeiros Voluntários de Silves que há vinte anos pareceu demasiado grande, ao saírem do armazém junto ao mercado, está a rebentar pelas costuras. O sonho de concretizarem o aumento das instalações que têm mais de cinco anos, vai ser uma realidade. As obras orçadas em mais de meio milhão de euros vão ter a comparticipação da Comunidade Europeia, através do QREN, em 70% e da Câmara de Silves em 20%.

Numa breve reunião com dirigentes dos Bombeiros Voluntários de Silves ficámos a conhecer a amplitude das obras a realizar. O comandante Luís Simões, o 2º comandante Vítor Cabrita e o vice-presidente Hilário Mestre e o Tesoureiro José Consiglieri prestaram esclarecimentos sobre o assunto.

Hilário Mestre revelou-nos que é uma obra que os bombeiros necessitam para ampliar as instalações e apoiada pela C.E., através do QREN.

“É cerca de meio milhão de euros, sendo 70% da Comunidade Europeia, 20% da Câmara Municipal e 10% da associação”.

Esclarece as razões porque vai ser importante realizá-la: “Porque temos necessidade de mais espaço, nomeadamente na secção das camaratas”.

Porque foi escolhido para este trabalho?

“Tenho mais disponibilidade que os outros elementos da direcção e se calhar porque este processo iniciou-se em 2005 e os outros elementos não estavam cá nessa altura. Este projecto foi iniciado naquele ano.

Surgiram várias alterações no projecto com a necessidade de ser aprovado pela Câmara o pedido de candidatura e a espera pela verba.

Neste momento já está tudo aprovado e em princípio vai começar ainda este ano”.
 
Este quartel era grande mas tornou-se pequeno
 
Luís Simões, o comandante da corporação confirmou entre outras razões a falta de espaço para camaratas.

“Quando viemos para este quartel em 1990 saímos de um armazém junto do mercado e este quartel era um luxo, uma vez que nunca tínhamos conhecido umas instalações próprias. Hoje torna-se pequeno porque os efetivos foram aumentados.

Há uma maior necessidade de ter pessoal a tempo inteiro pois o serviço assim permite.

Cada vez há mais trabalho e há que ter capacidade de resposta. Na parte das camaratas do pessoal, tanto masculino como feminino, há necessidade de aumentar porque enquanto que no início tínhamos 6 pessoas assalariadas e hoje temos 28.

Garantimos a subsistência a cerca de três dezenas de famílias que assim terão possibilidade de pagar as rendas de casa, transporte, alimentação e educação dos filhos.

O total de pessoas era de 84. Somos 57 porque fechámos a secção do Algoz e de S.Marcos da Serra”.

O facto de fecharem essas dependências veio reduzir os custos de funcionamento?

“A nível de operacionalidade não é mais eficaz porque tínhamos meios mais perto mas não temos capacidade financeira para manter aquelas secções abertas. No que respeita à secção do Algoz torna-se mais funcional como está porque é relativamente perto e temos melhor capacidade de resposta se tivermos os meios mais concentrados em Silves e Alcantarilha do que se tivermos espalhado também no Algoz”.

Sobre a capacidade de resposta em termos de equipamento de combate adiantou:

- “Termos em Silves ou no Algoz não faz diferença, o pior é a parte humana porque os bombeiros voluntários estão a escassear e não temos capacidade financeira para custear pessoal com aquelas secções abertas a tempo inteiro e os serviços também não justificam.

Foi feita uma análise tanto em número de serviços como a nível financeiro”.

Retomando o assunto da ampliação do quartel de Silves disse: “O parque de viaturas também se torna pequeno pois felizmente temos uma boa frota tanto a nível de saúde como de incêndio sendo o parque pequeno.

Há também necessidade de ampliar os espaços evitando que o pessoal que está nas camas tenha de tirar as mantas para outros se deitarem.

Ficaremos com camaratas para vinte masculinos e 12 femininos.
 
Teremos mais 20 camas para pessoal no Verão
 
Depois vamos ficar ainda com mais 20 camas para o pessoal no verão no combate a incêndios. São elementos novos mas que no Verão têm que ser reforçados.

São remunerados pela autoridade ganhando 41 euros em 24 horas. O pessoal vai sendo escasso mas ainda vão tendo alguma disponibilidade, a Câmara comparticipa com 19 euros para cada elemento”.

Para gerir toda esta complexidade torna-se necessário recorrer a diversas entidades.

“Na parte financeira, costumo ir ter com o Hilário. Vamos fazendo uns serviços de ambulância e prevenções. Temos 3600 associados. Vamos mantendo as viaturas com capacidade de resposta e também fazemos muitos trabalhos com o pessoal da casa. Temos mecânicos, eletricistas, pessoal com várias formações e quando têm disponibilidade vão dando uma ajuda porque se tivéssemos que pagar tudo de certeza que não tínhamos verbas que chegassem”.
 
Nunca nada está bem
 
Em silêncio até então o 2º comandante, Vítor Cabrita, gostando mais de ouvir que falar sempre disse:

“O parque está à vista e fala por si”,

Sobre a actividade no combate a incêndios acrescentou:

“Felizmente o Algarve nos últimos anos não tem tido grandes problemas. Apenas tem havido pequenas fogarelas e não têm chegado a atingir as proporções que atingiram no passadoEm termos de material e pessoal as coisas não estão muito mal.

Nunca nada está bem. Estamos relativamente bem para as circunstâncias de momento mas não quer dizer que não faça falta material. De resto, tenta-se fazer o possível com o que temos”.

Já com as fotocópias dos alçados da obra, Hilário Mestre falou sobre esta matéria: “Temos os alçados, vão englobar, não só as camaratas mas também a recolha de veículos.

Todo o conjunto tem a parte operacional com vários espaços, incluindo a sala de comunicações. Todas as corporações estão ligadas a vária instituições. Em termos de comunicações só temos a banda alta e ainda não temos a rádio Sirespe instalada e depois disso haverá mais facilidade de falarmos com o INEM, PSP, PJ, etc.”.

Sobre estes serviços o comandante Luís acrescentou: “Há um alerta imediato mas não é obrigatório dar conhecimento aos bombeiros, apesar de sabermos que há várias instituições ligadas à nossa central e sabemos quando disparam algum alarme de incêndio como armazéns, supermercados, etc. É pena que não seja obrigatório pois os bombeiros continuam a ser o parente pobre da sociedade”.

Sobre os desenhos trazidos pelo Hilário Mestre afirmou: “Do lado nascente são as camaratas, no rés-do-chão e os gabinetes de formação, além de algumas alterações no interior.

Na parte poente vamos ter a sala de formação, a camarata de saúde e o posto de comunicações.

Há também uma zona de lavagem de ambulâncias e de carros com algumas condições”.

Foi falado que à Corporação cabe, em termos financeiros, a obrigação de custear 10% do total da obra pelo que perguntámos ao tesoureiro João Consiglieri se tem possibilidade de cumprir essa obrigação.

“São cerca de 40 mil euros e em princípio temos a situação controlada. Havemos de conseguir alguém que nos subsidie e ajude.

A corporação não dispõe dessa verba mas com o trabalho, empenho e vontade de todas as parte penso que conseguiremos angariá-la”.
 
Dentro de um ano a obra estará terminada
 
Retomando a conversa com Hilário Mestre e ainda no tema de angariação de fundos, revelou:

“Estou cá desde 2002 e neste ano temos vindo a fazer bailes ao ar livre para angariação de verbas, além de rifas, pedindo apoio a várias entidades. Há ainda o apoio da Câmara com a exploração dos parques na altura da Feira Medieval. Temos também um subsídio anual que é dividido mensalmente.

A obra vai colmatar algumas dificuldades na parte operacional mas na parte associativa.

A obra está aprovada?

“Faltam só alguns documentos e na primeira semana vamos já tirar a licença para ser iniciada a toda a hora. Se o empreiteiro não falhar e as verbas aparecerem dentro de um ano a obra estará completa”.

Fonte: Jornal A Avezinha

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por Diário de um Bombeiro às 21:07



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