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diariobombeiro



Segunda-feira, 13.02.12

Bombeiros Voluntários de Santarém Fecham Portas Esta Segunda-feira se as Finanças Não Suspenderem Penhora

O presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Santarém disse que vai aguardar até ao meio-dia de segunda-feira, dia 13, pela suspensão da ordem de penhora das fonanças de que a corporação foi alvo, caso contrário fecha o quartel.

Diamantino Duarte disse que os Bombeiros Voluntários de Santarém não têm outra alternativa que não seja o fecho do quartel, nesta segunda-feira, se não for suspensa uma ordem de penhora emitida pelas Finanças. O presidente dos BVS disse que o encerramento esteve decidido para sexta-feira passada, mas foi adiado após os contactos entretanto realizados e a promessa de uma resolução do problema até segunda-feira.

“Disseram-nos que vão ver onde anda o pedido de isenção (de pagamento de IMI) que enviámos directamente para o gabinete do senhor ministro, mas não chegou à Direcção-Geral de Finanças”, afirmou.

“Se não houver uma decisão até lá, não temos condições para continuar a funcionar, pois as verbas retidas nos clientes da AHBVS, devido à ordem de penhora, são necessárias para pagar o combustível e os salários”, afirmou o dirigente dos Voluntários.

Diamantino Duarte adiantou que teve de recorrer às suas poupanças para pagar na passada quinta-feira os salários de Janeiro aos bombeiros da corporação.

“Estamos de pés e mãos atadas e a conta da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santarém tem, neste momento, um saldo de pouco mais de 30 euros”, adiantou.

Foi num dos contactos realizados, na quinta-feira, junto de clientes para conseguir receber dinheiro de serviços prestados que a associação soube, do Hospital de Santa Maria, que existia uma ordem de penhora das Finanças para reter o dinheiro destinado aos Bombeiros Voluntários de Santarém.

A origem do problema está no processo de construção do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Santarém, obra realizada contra a entrega, à empresa construtora, do velho quartel que a corporação possuía no centro histórico de Santarém.

A escritura foi feita valorizando o património cedido ao valor da obra, da ordem dos 2,4 milhões de euros, tendo as Finanças feito uma avaliação do terreno do novo quartel quando a associação fez a inscrição matricial.

Segundo Diamantino Duarte, nessa avaliação, as Finanças tiveram em conta não só o terreno mas a construção entretanto realizada, atribuindo um valor de IMI de 18.000 euros.
A associação dirigiu-se então à direcção de Finanças de Santarém para reclamar a isenção desse imposto, tendo sido comunicado que teria de ser feito um requerimento ao Ministério das Finanças, entidade competente para conceder essa isenção. Porém, afirmou, passados mais de três meses, não houve qualquer resposta.

fonte: O Ribatejo

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por Diário de um Bombeiro às 12:51



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